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cid hemorragia digestiva
CID-10

Hemorragia Digestiva

Sangramento GI não especificado

Resumo

Sangramento GI tem variadas causas; diagnóstico envolve histórico, exames e endoscopia.

Identificação

Código Principal
K92.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hemorragia gastrointestinal não especificada
Nome em Inglês
Gastrointestinal Bleeding, Unspecified
Outros Nomes
hemorragia GI • hemorragia digestiva • hemorragia gástrica • hemorragia gastrointestinal não especificada • GI bleed
Siglas Comuns
HD GIB GIH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do aparelho digestivo
Subcategoria
Hemorragia gastrointestinal não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam com etiologia; dados padronizados são escassos.
Prevalência no Brasil
Dados variam por região; estudo indica maior incidência entre idosos.
Faixa Etária Principal
adultos e idosos (>60)
Distribuição por Sexo
varia por etiologia; sem predomínio claro
Grupos de Risco
idosos uso de anticoagulantes ulcera péptica cirrose doença inflamatória intestinal
Tendência Temporal
tendência estável; aumenta com uso de antiagregantes e polifarmácia

Etiologia e Causas

Causa Principal
origem envolve mucosa erosiva, úlceras, varizes esofágicas, tumores ou inflamação
Mecanismo Fisiopatológico
ruptura de vasos por erosões/varizes com sangramento; choque por perda sanguínea pode ocorrer
Fatores de Risco
uso de anticoagulantes antiagregantes úlceras gástricas cirrose com varizes hipertensão portal doença inflamatória intestinal
Fatores de Proteção
manejo ácido eficaz controle de anticoagulação evitar NSAIDs sem necessidade tratar H. pylori
Componente Genético
pouco papel genético; pode haver predisposição vascular em algumas doenças

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
sangramento visível ou oculto, com hematemese ou melena
Sintomas Frequentes
melena
hematemese
anemia
tontura
fraqueza
pele pálida
Sinais de Alerta
  • choque ou hipotensão
  • taquicardia persistente
  • confusão mental
  • pele fria
  • redução urina
Evolução Natural
sem tratamento, pode progredir para anemia grave e choque
Complicações Possíveis
anemia grave choque falência de órgãos recaída de sangramento transfusões repetidas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história de sangramento, hemoglobina baixa, endoscopia com etiologia
Exames Laboratoriais
hemoglobina hemácrito coagulograma função hepática ferro
Exames de Imagem
endoscopia digestiva alta endoscopia baixa ultrassom abdominal TC abdominal
Diagnóstico Diferencial
  • úlcera gástrica sangrante
  • varizes esofágicas
  • neoplasia GI
  • doença inflamatória
  • hemorragia por NSAIDs
Tempo Médio para Diagnóstico
varia com etiologia; diagnóstico pode ocorrer durante avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
hemostasia, reposição volêmica e avaliação etiológica pela endoscopia
Modalidades de Tratamento
1 reposição de líquidos
2 transfusão sanguínea
3 endoscopia terapêutica
4 cirurgia em sangramento resistente
5 controle de coagulopatia
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Clínica médica Cirurgia Radiologia Anestesiologia
Tempo de Tratamento
depende da etiologia; início imediato se sangramento ativo
Acompanhamento
reavaliação clínica e endoscopia conforme etiologia, em 2-6 semanas

Prognóstico

Prognóstico Geral
variável; pode melhorar com tratamento eficaz ou complicar com sangramento recorrente
Fatores de Bom Prognóstico
  • detecção precoce
  • controle do sangramento
  • resposta à endoscopia
  • estabilização hemodinâmica
Fatores de Mau Prognóstico
  • choque persistente
  • anemia grave
  • sangramento refratário
  • comorbidades graves
Qualidade de Vida
impacto temporário, com controle da etiologia

Prevenção

Prevenção Primária
evitar NSAIDs sem necessidade, tratar H. pylori, controlar fatores de risco
Medidas Preventivas
tratar H. pylori
evitar NSAIDs
controle de anticoagulação
moderação do álcool
abstinência de tabaco
Rastreamento
endoscopia seletiva para quadros recorrentes; avaliação de fatores de risco

Dados no Brasil

varia por ano; dezenas de milhares de hospitalizações
Internações/Ano
varia por etiologia; óbitos maiores com sangramento ativo
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
variação por região; acesso e diagnóstico definem padrões

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas mais comuns de sangramento gastrointestinal?
erosões, úlceras, varizes esofágicas, tumores; endoscopia define a etiologia.
2 Como confirmar o diagnóstico?
história, exames laboratoriais e endoscopia são centrais para confirmar a origem.
3 Quais tratamentos existem?
reposição, transfusão, endoscopia terapêutica e cirurgia conforme necessidade
4 Como prevenir recorrências?
tratar a causa, evitar NSAIDs, controlar H. pylori e anticoagulantes sob orientação
5 Dicas para o dia a dia?
hidrate-se, dieta leve, siga plano médico e procure ajuda se sangramento retornar

Mitos e Verdades

Mito

sangramento GI sempre dói

Verdade

pode ocorrer sem dor; avaliação médica é essencial

Mito

apenas idosos ficam com sangramento GI

Verdade

pode afetar todas as idades; etiologia dirige o risco

Mito

antibiótico cura sangramento

Verdade

antibióticos ajudam infecções, não o sangramento sem etiologia

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure serviço de urgência se sangramento ativo; caso estável, clínica
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
sangramento intenso, tontura, desmaio, pele pálida
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 0800 701 6000 Hospitais locais

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.