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cid hemocromatose
CID-10

Hemocromatose hereditária

Doença do ferro, HH hereditária

Resumo

Doença genética de ferro; tratamento com flebotomias para reduzir ferro acumulado.

Identificação

Código Principal
E83.11
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hemocromatose hereditária — doença metabólica por acúmulo de ferro segundo OMS
Nome em Inglês
Hereditary Hemochromatosis
Outros Nomes
hemocromatose hereditária • hemocromatose familiar • doença do ferro • hemocromatose autossômica • hemocromatose primária
Siglas Comuns
HH Hemoc HFE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Categoria Principal
Doenças metabólicas
Subcategoria
Disfunção do metabolismo do ferro
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1:200 a 1:300 em caucasianos, com herança hereditária.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência menor que em europeus, com grupos de ascendência.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e adultos
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
ascendência europeia história familiar HH consumo excessivo de álcool doenças hepáticas crônicas transfusões repetidas
Tendência Temporal
estável com detecção crescente pela triagem genética

Etiologia e Causas

Causa Principal
Mutação no gene HFE com herança autossomica recessiva, levando absorção excessiva de ferro.
Mecanismo Fisiopatológico
acúmulo de ferro por absorção intestinal aumentada, com depósito em fígado, pâncreas e coração
Fatores de Risco
ascendência europeia história familiar de HH mutação HFE consumo alcoólico substancial doenças hepáticas crônicas
Fatores de Proteção
evitar excesso de ferro na dieta controle de álcool triagem genética em familiares redução de inflamação hepática
Componente Genético
hereditariedade autossômica recessiva com mutação HFE; penetrância variável

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
fadiga e fraqueza inespecíficas
Sintomas Frequentes
fadiga
fraqueza
dor no quadrante superior direito
pigmentação bronzeada da pele
diabetes mellitus tipo 2
dor articular persistente
Sinais de Alerta
  • dor torácica súbita
  • falta de ar progressiva
  • edema grave
  • icterícia persistente
  • hepatoesplenomegalia
Evolução Natural
falha progressiva se não tratar, com danos hepáticos, cardíacos e endócrinos
Complicações Possíveis
cirrose diabetes cardiomiopatia artrite de pigmento hipogonadismo

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ferritina elevada e saturação de transferrina alta, confirmados por teste genético HFE.
Exames Laboratoriais
ferritina elevada saturação de transferrina alta ALT/AST elevadas hemograma teste genético HFE
Exames de Imagem
RM hepática com quantificação de ferro USG abdominal biópsia hepática se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • hemocromatose secundária
  • anemia por doença crônica
  • transfusões repetidas
  • hiperv ferritinemia inespecífica
Tempo Médio para Diagnóstico
varia de meses a anos, depende de detecção e sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
controle de ferro com flebotomias regulares e monitoramento de ferritina
Modalidades de Tratamento
1 flebotomia terapêutica
2 quelantes de ferro quando flebotomia não possível
3 tratamento de complicações
4 educação do paciente
5 suporte nutricional
Especialidades Envolvidas
Hematologia Gastroenterologia Medicina interna Cardiologia
Tempo de Tratamento
prolongado; pode exigir meses a anos
Acompanhamento
consultas semestrais com ferritina, função hepática e avaliação cardíaca

Prognóstico

Prognóstico Geral
variável; tratamento adequado reduz danos e melhora qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • início precoce
  • boa adesão ao tratamento
  • ferritina controlada
  • ausência de cirrose
Fatores de Mau Prognóstico
  • cirrose estabelecida
  • dano cardíaco avançado
  • diabetes não controlado
  • alta ferritina persistente
Qualidade de Vida
com manejo adequado, pode manter boa qualidade de vida

Prevenção

Prevenção Primária
não é possível prevenir pela genética; evitar fatores que elevam ferritina ajuda
Medidas Preventivas
rastreamento de familiares
evitar álcool
controle de ferro na dieta
vacinação adequada
gestão de comorbidades
Rastreamento
para familiares, ferritina e genótipo HFE quando indicado

Dados no Brasil

Nº de internações diretas varia; manejo é majoritariamente ambulatorial.
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; complicações hepáticas aparecem em alguns casos.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum Sul e Sudeste; migra para outras regiões com ascendência.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da HH?
Fadiga, fraqueza, pele bronzeada; diabetes pode surgir mais tarde.
2 Como confirmo o diagnóstico?
Ferritina, saturação de transferrina e teste genético HFE.
3 Como é o tratamento?
Flebotomias regulares para reduzir ferro; acompanhamento médico.
4 Qual o prognóstico?
Com manejo adequado, boa qualidade de vida; sem tratamento há riscos.
5 É hereditária?
Geralmente autossômica recessiva; familiares podem carregar mutação.

Mitos e Verdades

Mito

HH é causada apenas por dieta rica em ferro.

Verdade

fator genético domina; dieta pode piorar, não iniciar.

Mito

mito_2":

Verdade

afeta homens e mulheres; mulheres podem apresentar após meno/uso de fêmea.

Mito

mito_3":

Verdade

há tratamento eficaz com flebotomias.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico, depois hematologia ou gastroenterologia.
Especialista Indicado
Hematologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de falência hepática ou cardíaca; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Centro de atendimento SUS Disque SUS

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.