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cid hanseniase
CID-10

Hanseníase: infecção crônica de pele e nervos

Hanseníase, conhecida como lepra

Resumo

Infecção de pele e nervos; curável com MDT.

Identificação

Código Principal
A30
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hanseníase (doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae)
Nome em Inglês
Hansen's disease
Outros Nomes
lepra • doença de Hansen • hanseniose • hanseniana • doença de neurite Hansen
Siglas Comuns
HD HNZ HANS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças infecciosas e parasitárias
Subcategoria
Infecção crônica por Mycobacterium leprae
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; predomina em regiões tropicais e de baixa renda.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta distribuição regional com maior carga em áreas de saneamento precário.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade, crianças menos frequentes.
Distribuição por Sexo
Proporção homens e mulheres próximo de 1:1; variações conforme subtipo.
Grupos de Risco
Contatos próximos de pacientes Populações de áreas endêmicas Baixa renda Moradia precária Imunossupressão
Tendência Temporal
Tendência estável com quedas em áreas com acesso a tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção crônica por Mycobacterium leprae, transmitida por contato prolongado.
Mecanismo Fisiopatológico
Invasão e inflamação de pele e nervos periféricos, levando neuropatia.
Fatores de Risco
Contatos próximos de pacientes Baixa renda Habitação precária Condição de imunidade reduzida Migração para áreas endêmicas Deficiência nutricional
Fatores de Proteção
Detecção precoce Tratamento adequado Educação em saúde Melhor saneamento
Componente Genético
Contribuição genética moderada; interação com ambiente altera suscetibilidade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões cutâneas com alterações de sensibilidade podem predominar.
Sintomas Frequentes
Lesões cutâneas multicônicas
Hipoaestesia localizada
Neuropatia periférica
Nódulos cutâneos
Infecção recorrente de pele
Deformidades leves a moderadas
Sinais de Alerta
  • Perda súbita de sensibilidade
  • Úlceras crônicas sem cicatrização
  • Deformidades novas
  • Lesões que não curam
  • Neuropatia aguda espontânea
Evolução Natural
Sem tratamento, progressão com lesões, neuropatia e possível incapacidade.
Complicações Possíveis
Neuropatia permanente Deformidades articulares Ulceras crônicas Sequelas cutâneas Infecções secundárias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico clínico com confirmação por exames de pele e nervos.
Exames Laboratoriais
Baciloscopia de pele Histopatologia de pele PCR para M. leprae Teste Mitsuda
Exames de Imagem
Radiografia de mãos/pés Ultrassom de nervos RM de plexos Tomografia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatites crônicas
  • Psoríase
  • Leishmaniose cutânea
  • Neuropatias diabéticas
  • Infecções fúngicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo típico de meses a anos até confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento multidroga com antibióticos por tempo definido; manejo neuropático.
Modalidades de Tratamento
1 MDT multidroga
2 Cirurgia de deformidades
3 Reabilitação física
4 Cuidados de pele
5 Acompanhamento psicológico
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Neurologia Infectologia Saúde da Família Reabilitação
Tempo de Tratamento
Geralmente 6-12 meses, conforme forma clínica.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitorar resposta terapêutica e lesões.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico favorável com tratamento adequado e adesão.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta inicial
  • Forma tuberculoide
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Forma lepromatosa
  • Neuropatia prévia grave
  • Diagnóstico tardio
  • Má adesão
Qualidade de Vida
Impacta mobilidade, autoestima e participação social; suporte essencial.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir transmissão através de detecção precoce e tratamento de casos ativos.
Medidas Preventivas
Identificação de contatos
Educação em saúde
Melhor saneamento
Redução de stigma
Acesso a serviços
Rastreamento
Rastreamento de contatos próximos para diagnóstico precoce.

Dados no Brasil

Milhares de internações no Brasil, com variações regionais.
Internações/Ano
Óbitos relacionados à hanseníase registrados; depende de atraso diagnóstico.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração maior em regiões com saneamento precário.

Perguntas Frequentes

1 Essa condição é contagiosa?
Contágio ocorre por contato próximo; tratamento reduz transmissão.
2 O tratamento cura a hanseníase?
Sim, MDT cura na maioria dos casos quando seguido corretamente.
3 Dói procurar atendimento com lesões na pele?
Sim, diagnóstico precoce evita sequelas; procure cuidado.
4 Posso trabalhar durante o tratamento?
Sim, desde que não haja incapacidades; ajuste conforme orientação médica.
5 Existe vacina para prevenção?
Ainda não há vacina comprovada; prevenção foca em detecção de contatos.

Mitos e Verdades

Mito

Hanseníase é sempre fatal.

Verdade

tratamento eficaz pode curar e reduzir transmissão.

Mito

não há tratamento disponível.

Verdade

MDT é eficaz e disponível pela OMS.

Mito

afeta apenas pobres.

Verdade

pode ocorrer em qualquer classe social; atraso ocorre por acesso limitado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde próximo para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Dermatologista ou Infectologista.
Quando Procurar Emergência
Emergência se houver dor intensa, ulceração ou febre alta.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SAMU 192 Disque Direitos do Paciente

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.