contato@nztbr.com
cid h90 5
CID-10

Perda Auditiva Neurossensorial Bilateral

Surdez neurossensorial bilateral

Resumo

CID H90.5 corresponde à perda auditiva neurossensorial bilateral; diagnóstico com audiometria; manejo varia

Identificação

Código Principal
H90.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Perda de audição neurossensorial bilateral, etiologia multicausal
Nome em Inglês
Sensorineural hearing loss, bilateral
Outros Nomes
SNHL bilateral • Perda auditiva neural bilateral • Perda auditiva sensorioneural bilateral • Surdez bilateral perceptiva • PA neurossensorial bilateral
Siglas Comuns
SNHL SAB PA-Bilateral

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do ouvido e da audição
Categoria Principal
Doenças do ouvido
Subcategoria
Perda auditiva neurossensorial bilateral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam prevalência significativa de perdas auditivas neurossensorial bilateral em adultos
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta variações regionais; dados indicam aumento em adultos, com variação regional
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 40 anos
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Idosos Exposição a ruídos História familiar de audição Uso de ototóxicos Infecções na infância
Tendência Temporal
Tendência estável, com leve aumento na população idosa

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem primária: perda das células ciliadas internas; etiologia multicausal
Mecanismo Fisiopatológico
Dano às células ciliadas internas, degeneração neural e alterações na condução do som
Fatores de Risco
Idade avançada Ruído contínuo/oriundo ocupacional História familiar de perda auditiva Diabetes Hipertensão Tabagismo
Fatores de Proteção
Proteção auditiva em ruídos Avaliação auditiva regular Tratamento adequado de otites Evitar ototóxicos sem orientação
Componente Genético
Contribuição genética em alguns casos, modo multifatorial

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda gradual ou súbita de audição, com dificuldade de ouvir em ruído
Sintomas Frequentes
Dificuldade em entender fala em ambientes barulhentos
Zumbido (tinnitus)
Redução da discriminação sonora
Aumento de volume necessário
Fadiga auditiva em conversas
Sinais de Alerta
  • Perda auditiva súbita com tontura
  • Dor de ouvido intensa
  • Fraqueza facial súbita
  • Vertigem aguda com queda de equilíbrio
  • Febre alta com otalgia
Evolução Natural
Sem tratamento progride; com intervenção precoce há melhor preservação da audição
Complicações Possíveis
Isolamento social Dificuldades de comunicação Retrabalho escolar Depressão em alguns indivíduos Dificuldade de integração

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Audiometria tonal e linguagem confirmam perda neurossensorial bilateral
Exames Laboratoriais
Audiometria tonal Audiometria de fala Emissões otoacústicas Timpanometria Testes de funçao coclear
Exames de Imagem
RM do ouvido interno RM de vias auditivas TC para estruturas ósseas Avaliação cerebral quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Perda condutiva
  • Doença de Ménière
  • Presbiacusia
  • Doença vestibular
  • Neuropatia auditiva
Tempo Médio para Diagnóstico
Sem atraso significativo com triagem adequada

Tratamento

Abordagem Geral
Objetivo é manter audição, melhorar comunicação e qualidade de vida
Modalidades de Tratamento
1 Reabilitação auditiva com aparelhos
2 Implante coclear
3 Terapia de comunicação
4 Proteção auditiva
5 Tratamento etiológico quando possível
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Fonoaudiologia Neurologia Geriatria
Tempo de Tratamento
Depende da etiologia e resposta anatômica
Acompanhamento
Audiometrias periódicas, ajustes de aparelhos e suporte

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com etiologia; intervenção precoce melhora prognóstico
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Acesso a reabilitação
  • Proteção auditiva efetiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Gravidade inicial alta
  • Comorbidades
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Pode melhorar com apoio multidisciplinar e recursos

Prevenção

Prevenção Primária
Proteja ouvidos, reduza ruídos e trate infecções precocemente
Medidas Preventivas
Protetores auriculares
Reduzir ruído em ambiente
Avaliação auditiva regular
Reduzir exposição a ototóxicos
Vacinação adequada contra infecções
Rastreamento
Triagem auditiva em grupos de risco e neonatos

Dados no Brasil

Número anual de internações varia por região
Internações/Ano
Óbitos são raros nessa condição, quando ocorrem são por causas associadas
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto onde há menor acesso a serviços de audiologia

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas iniciais mais comuns?
Dificuldade para ouvir em ruídos, zumbido e necessidade de aumentar o volume.
2 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação com audiometria e exame otoscópico; exames de imagem se indicado.
3 Posso tratar sem aparelhos?
Tratamentos variam; pode incluir reabilitação, proteção auditiva e cirurgia em casos específicos.
4 Quais são as chances de cura?
Geralmente crônica; manejo eficaz melhora comunicação e qualidade de vida.
5 Como prevenir?
Proteja ouvidos, reduza ruídos e busque avaliação precoce.

Mitos e Verdades

Mito

Surdez é sempre irreversível

Verdade

diagnóstico precoce pode preservar função auditiva

Mito

aparelhos não ajudam crianças

Verdade

intervenções precoces melhoram fala e linguagem

Mito

ruído não faz dano

Verdade

ruído intenso repetido pode causar perda auditiva

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure otorrino ou fonoaudiólogo; inicie com triagem auditiva
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista ou fonoaudiologista
Quando Procurar Emergência
Surdez súbita, tontura intensa ou dor aguda requer atendimento
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 Central de Saúde Auditiva Ligue 188 (SUS)

CIDs Relacionados

H90.5 H90.0 H91.9 H92.0 H83.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.