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cid h669
CID-10

Otite média não especificada

Otite média

Resumo

Otite média não especificada: dor de ouvido, diagnóstico clínico e manejo simples.

Identificação

Código Principal
H66.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Otite média não especificada segundo OMS
Nome em Inglês
Otitis media, unspecified
Outros Nomes
Otite média inespecífica • Otite média não especificada • Otite média do ouvido
Siglas Comuns
OM OTM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido e do mastoide
Categoria Principal
Doenças do ouvido
Subcategoria
Otite média não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Altamente comum em crianças; milhões de casos globais por ano.
Prevalência no Brasil
Alta em crianças, especialmente em creches; variações por acesso à saúde.
Faixa Etária Principal
Crianças 1-5 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição próxima entre meninos e meninas
Grupos de Risco
crianças <5 anos exposição a fumaça de cigarro infecções respiratórias recorrentes uso de chupeta prolongado fatores anatômicos
Tendência Temporal
Picos sazonais no outono e inverno em muitos países.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção do ouvido médio associada a vírus/bactérias após quadros respiratórios.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção da tuba auditiva com acúmulo de líquido e infecção
Fatores de Risco
Crianças <5 anos Exposição à fumaça de cigarro Infecções respiratórias frequentes Uso prolongado de chupeta Ambiente com aglomeração
Fatores de Proteção
Aleitamento exclusivo por 6 meses Vacinas pneumocócicas Higiene adequada Ambiente ventilado e sem fumaça
Componente Genético
Predisposição genética para infecções de ouvido

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de ouvido intensa é queixa central
Sintomas Frequentes
Dor de ouvido
Febre moderada
Irritabilidade
Choro excessivo
Perda de apetite
Secreção no ouvido
Sinais de Alerta
  • Dor muito intensa
  • febre alta persistente
  • perda de audição súbita
  • dor no rosto
  • rigidez de nuca
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir para complicações respiratórias ou mastoide
Complicações Possíveis
Perfuração timpânica Mastoidite rara Derrame de ouvido persistente Recorrência frequente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor aguda no ouvido, febre, otoscopia com bulha timpânica
Exames Laboratoriais
Hemograma simples PCR em secreção se indicado Não substitui diagnóstico clínico
Exames de Imagem
Otoscopia e tympanometria RM/TAC só em complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Otite externa
  • Mastoidite
  • Rinite com otite
  • Derrame do ouvido
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico clínico em consulta típica

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação clínica, alívio da dor, observação quando seguro
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Observação cuidadosa
3 Antibiótico apenas se indicado
4 Gestão de complicações
5 Reavaliação rápida
Especialidades Envolvidas
Pediatria Otorrinolaringologia Clínica geral Enfermagem Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
Duração típica de antibiótico varia por idade e gravidade
Acompanhamento
Retorno em 48-72h para confirmar melhora; sinais de alarme orientam retorno

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente boa com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Aleitamento materno
  • Diagnóstico precoce
  • Sem complicações
  • Vacinação adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Complicações respiratórias
  • Recidiva frequente
  • Atraso no tratamento
  • Ausência de atendimento
Qualidade de Vida
Alterações temporárias em sono e audição, geralmente reversíveis

Prevenção

Prevenção Primária
Aleitamento, vacinação, higiene e evitar fumaça de cigarro
Medidas Preventivas
Vacinas pneumocócicas
Higiene nasal
Ambiente ventilado
Evitar fumo de cigarro
Tratamento adequado de resfriados
Rastreamento
Diagnóstico precoce depende de consulta clínica; não há rastreamento formal

Dados no Brasil

Varia por região; maioria são atendimentos ambulatoriais
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada; complicações são raras
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas com menor acesso à saúde

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais são de alerta?
Dor muito forte, febre alta, secreção, piora em 48h, confusão.
2 É necessário antibiótico para todos?
Não; uso depende de idade, gravidade e decisão médica.
3 Como evitar recidivas?
Aleitamento, higiene, vacinação e evitar fumaça de cigarro.
4 Qual é o prognóstico?
Geralmente excelente com tratamento adequado.
5 Quando voltar ao médico?
Se dor piorar, febre alta, vômitos, ou sinais de complicação.

Mitos e Verdades

Mito

frio sozinho causa otite.

Verdade

infecções respiratórias costumam anteceder a otite.

Mito

antibióticos curam tudo.

Verdade

antibióticos só quando há indicação clínica.

Mito

otite leva sempre a surdez permanente.

Verdade

perda auditiva costuma ser temporária.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico ao perceber dor de ouvido
Especialista Indicado
Pediatria ou Otorrinolaringologia
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, febre alta, vômitos persistentes ou sinais de complicação
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 SUS Telefone 136 CAPS 0800

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.