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cid h40 0
CID-10

Glaucoma de ângulo aberto

Glaucoma de ângulo aberto

Resumo

Glaucoma de ângulo aberto é crônico, geralmente sem dor, com progressão; tratamento visa reduzir a PIO.

Identificação

Código Principal
H40.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Glaucoma de ângulo aberto, doença neurodegenerativa crônica da órbita ocular com dano ao nervo óptico.
Nome em Inglês
Open-angle Glaucoma
Outros Nomes
glaucoma crônico • glaucoma de ângulo aberto • doença ocular lenta • glaucoma simples • glaucoma crônico não hipertensivo
Siglas Comuns
GAO GOA GAO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VII - Doenças do olho e anexos
Categoria Principal
Doenças do olho: glaucoma
Subcategoria
Glaucoma de ângulo aberto
Tipo de Condição
doenca
Natureza
variavel
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam milhões afetados; prevalência aumenta com idade e risco.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência elevada entre idosos; dados variam por região.
Faixa Etária Principal
adultos ≥40 anos
Distribuição por Sexo
Dispersa entre sexos, leve predomínio feminino com o envelhecimento.
Grupos de Risco
Idade avançada Historia familiar de glaucoma Miopia alta Hipertensão ocular Diabetes mellitus
Tendência Temporal
Envelhecimento populacional amplia a incidência ao longo dos anos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, idade, PIO elevada e vulnerabilidade neural.
Mecanismo Fisiopatológico
Neuravascular atinge nervo óptico pela PIO elevada, com perda progressiva de células ganglionares.
Fatores de Risco
Idade >60 Historia familiar Miopia alta Diabetes Hipertensão ocular Baixa perfusão ocular
Fatores de Proteção
Exames oftalmológicos regulares Controle da PIO Dieta antioxidante Exercícios aeróbicos
Componente Genético
Herança desempenha papel; familiares próximos têm risco aumentado.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda gradual de campo visual periférico, geralmente sem dor.
Sintomas Frequentes
Diminuição da visão periférica
Sensação de halos ao redor de luzes
Visão turva em pouca iluminação
Cansaço ocular
Percepção de contraste reduzido
Mudanças sutis de nitidez
Sinais de Alerta
  • Dor ocular súbita com visão turva
  • Perda rápida de visão
  • Alterações abruptas no campo visual
  • Redução da visão central
  • Piora de visão noturna
Evolução Natural
Sem tratamento, perde-se progressive o campo visual, podendo chegar à cegueira parcial.
Complicações Possíveis
Perda de visão permanente Redução da qualidade de vida Necessidade de cirurgia adicional Dependência de dispositivos visuais Proteção inadequada da visão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Neuropatia óptica com alterações de campo visual, PIO elevada, excluindo outras neuropatias.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil metabólico Avaliação de PIO Glicose Vitamina B12
Exames de Imagem
OCT da papila Tomografia de nervo óptico RM orbitária se indicado Fotografia de fundo de olho
Diagnóstico Diferencial
  • Glaucoma de ângulo fechado
  • Neuropatia óptica isquêmica
  • Neuropatia óptica demielinizante
  • Degeneração macular
  • Retinopatia diabética
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo depende de rastreamento; diagnóstico precoce acelera manejo.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da PIO para evitar dano progressivo; monitoramento regular.
Modalidades de Tratamento
1 Colírios e medicamentos
2 Laser de trabeculoplastia
3 Cirurgia filtrante (trabeculectomia)
4 Técnicas MIGS
5 Acompanhamento oftalmológico regular
Especialidades Envolvidas
Especialista em glaucoma Oftalmologista Cirurgião de glaucoma Enfermeiro oftalmico Optometrista
Tempo de Tratamento
Duração crônica, com ajustes ao longo da vida.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses, monitorando PIO, campo visual e OCT.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com diagnóstico precoce, possível preservar visão por mais tempo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Detecção precoce
  • Boa adesão ao tratamento
  • História familiar negativa
  • Tratamento adequado de pressão
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retardo no diagnóstico
  • PIO muito elevada
  • Progressão rápida
  • Doenças associadas como DM
Qualidade de Vida
Impacto significativo na independência visual, mas com tratamento adequado muitos mantêm independência.

Prevenção

Prevenção Primária
Rastreamento oftalmológico regular, controle de pressão intraocular e manejo de fatores de risco.
Medidas Preventivas
Exames anuais para idosos
Controle de diabetes/HTA
Proteção ocular em atividades
Não usar corticosteroides sem orientação
Alimentação saudável
Rastreamento
Exames regulares de visão, campo visual e PIO para detecção precoce.

Dados no Brasil

Internações variam; cirurgia de glaucoma pode exigir hospitalização.
Internações/Ano
Óbitos são raros; estão ligados a falhas no tratamento de longo prazo.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Envelhecimento e acesso definem variação regional no Brasil.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os primeiros sinais do glaucoma?
Pode iniciar sem dor; perda de visão periférica é um sinal comum.
2 O glaucoma pode ser prevenido?
Rastreamento regular e controle da pressão ajudam a evitar danos.
3 Como é feito o diagnóstico?
Exames de visão, PIO, OCT e testes de campo visual.
4 Tratamento reduz a progressão?
Sim, adesão a colírios, lasers ou cirurgia ajuda a manter visão.
5 Posso viver normalmente com glaucoma?
Com manejo adequado, qualidade de vida pode permanecer boa.

Mitos e Verdades

Mito

glaucoma cura rápido com suplementos.

Verdade

não há cura rápida; o controle é contínuo.

Mito

apenas idosos ficam com glaucoma.

Verdade

jovens também podem ter, embora menos comum.

Mito

tratamento evita qualquer dano.

Verdade

evita danos maiores, não reverte dano já existente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure oftalmologista para avaliação; exija exame de vista e PIO.
Especialista Indicado
Especialista em glaucoma
Quando Procurar Emergência
Dor ocular intensa com visão turva é emergência.
Linhas de Apoio
136 - SUS Postos de saúde locais Ouvidoria de campo

CIDs Relacionados

H40.1 H40.2 H40.3 H40.8 H42

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.