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cid h000
CID-11

Blefarite e inflamação das pálpebras

Blefarite comum

Resumo

Blefarite é inflamação das pálpebras; higiene e tratamento aliviam

Identificação

Código Principal
H000
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Blepharitis, anterior e posterior; inflamações palpebrais, conforme OMS
Nome em Inglês
Blepharitis
Outros Nomes
Blefarite anterior • Blefarite posterior • Inflamação da pálpebra • Infecção palpebral • Higiene palpebral
Siglas Comuns
BLP BFL BRP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VII - Doenças do olho e anexos
Categoria Principal
Doenças do olho e anexos
Subcategoria
Blefarite
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global moderada; afeta 2-5% da população
Prevalência no Brasil
Brasil não possui dados precisos; tendência similar
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Aproximadamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Higiene ocular inadequada Uso de lentes de contato Dermatite seborréica Rosácea ocular Conjuntivite crônica
Tendência Temporal
Carga estável na maioria das regiões

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação da margem palpebral pela obstrução das glândulas meibomianas
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica da margem palpebral com obstrução das glândulas
Fatores de Risco
Higiene inadequada Lentes de contato Clima seco Alergias oculares Uso de maquiagem vencida Conjuntivite crônica
Fatores de Proteção
Higiene ocular regular Tratamento de dermatite Evitar irritantes Trocar maquiagem obsoleta
Componente Genético
Contribui; não é herança dominante na maioria

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Coceira, vermelhidão e crostas nas margens
Sintomas Frequentes
Coceira
Rubor palpebral
Crostas matinais
Lacrimejamento
Queimação
Visão embaçada temporária
Sinais de Alerta
  • Dor ocular intensa
  • Perda de visão súbita
  • Edema acentuado
  • Secreção purulenta com febre
  • Resumo de trauma ocular
Evolução Natural
Sem tratamento: irritação persistente e piora dos sintomas
Complicações Possíveis
Disfunção meibomiana crônica Infecção secundária Conjuntivite recorrente Alteração de lágrimas Distúrbios de lágrima

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica da margem palpebral com sinais de inflamação
Exames Laboratoriais
Swab de secreção ocular Cultura bacteriana Citologia palpebral Teste de alergia ocular Exames básicos de sangue se sugerido
Exames de Imagem
Imagem apenas em casos complicados Fotografia ocular para acompanhamento Tomografia em situações especiais Não é rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Conjuntivite alérgica
  • Rosácea ocular
  • Chalázio
  • Infecção bacteriana aguda
  • Blefarite inflamatória crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Avaliação inicial suficiente; diagnóstico rápido com clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene palpebral diária, compressas mornas, manejo da inflamação
Modalidades de Tratamento
1 Higiene palpebral
2 Compressas mornas
3 Tratamento anti-inflamatório tópico
4 Antimicrobiano só com prescrição
5 Tratamento de rosácea ocular
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia Dermatologia Enfermagem Higienistas Cuidados de saúde ocular
Tempo de Tratamento
Duração dependente da gravidade; monitorar resposta
Acompanhamento
Consultas periódicas até estabilização; educação para casa

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com adesão; recidivas comuns, controle depende do cuidado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa higiene
  • Adesão ao tratamento
  • Resposta clínica rápida
  • Ausência de complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • Higiene inadequada
  • Infecção não controlada
  • Rosácea ocular ativa
  • Uso de lentes mal cuidadas
Qualidade de Vida
Impacto moderado; conforto visual afeta atividades diárias

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene ocular regular e evitar irritantes
Medidas Preventivas
Lavar as mãos antes de tocar olhos
Não compartilhar toalhas
Descarte de maquiagem vencida
Higienizar lentes conforme orientação
Tratamentos para dermatite se necessário
Rastreamento
Exames periódicos de visão e avaliação de sintomas

Dados no Brasil

Poucas internações anuais no SUS
Internações/Ano
Sem mortes associadas exclusivamente à blefarite
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com maior ocorrência; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Blefarite é contagiosa?
Não costuma transmitir-se, mas higiene evita irritação
2 Precisa prescrição para tratar?
Alguns casos exigem prescrição de pomadas ou antibióticos
3 Dura quanto o tratamento?
Depende da gravidade; acompanhamento é essencial
4 Posso usar maquiagem?
Evite maquiagem vencida; descarte itens expirados
5 Qual a prevenção diária?
Higiene, compressas mornas, não coçar olhos

Mitos e Verdades

Mito

blefarite some sozinha

Verdade

higiene e tratamento ajudam controle

Mito

antibióticos cures tudo

Verdade

nem sempre, depende da causa

Mito

só idosos têm blefarite

Verdade

afeta adultos em várias idades

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure oftalmologista para avaliação inicial
Especialista Indicado
Oftalmologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, queda de visão, edema agudo, secreção purulenta
Linhas de Apoio
Disque Saude 136 SUS central regional Serviço de oftalmologia local

CIDs Relacionados

H000 H000.1 H00.1 H00.2 H01.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.