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CID-11

Blefarite inflamatória das pálpebras

Blefarite, inflamação de pálpebras

Resumo

Blefarite é irritação das pálpebras com crostas; higiene e tratamento ajudam

Identificação

Código Principal
H00
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Blefarite; inflamação crônica da margem palpebral
Nome em Inglês
Blepharitis
Outros Nomes
Blefarite palpebral • Inflamação palpebral • Blefarite meibomiana • Inflamação das margens palpebrais • Blepharitis palpebralis
Siglas Comuns
BLF BLR BPF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Doenças do olho e anexos
Categoria Principal
Doenças oftalmológicas
Subcategoria
Blefarite
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1-2% da população
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; subdiagnóstico comum
Faixa Etária Principal
Adultos 20-60 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos
Grupos de Risco
Dermatite seborréica Rosácea ocular Higiene ocular inadequada Uso de lentes de contato Conjuntivite recorrente
Tendência Temporal
Evolução estável ao longo dos anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica da margem palpebral com colonização bacteriana
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da margem palpebral com disfunção de glândulas meibomianas
Fatores de Risco
Higiene ocular inadequada Uso de lentes de contato Dermatite seborréica Rosácea cutânea Conjuntivite recorrente Ambiente seco
Fatores de Proteção
Higiene diária das pálpebras Tratamento da dermatite associada Redução de irritantes Lentes substituídas com higiene
Componente Genético
Predisposição genética moderada; associada à rosácea ocular

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Inflamação da margem palpebral com crostas
Sintomas Frequentes
Coceira ocular
Vermelhidão na margem
Crostas ao acordar
Sensação de olho sujo
Lacrimejamento
Sinais de Alerta
  • Dor aguda
  • Perda de visão súbita
  • Secreção purulenta abundante
  • Olho muito inchado
  • Alteração de pupila
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a ser crônica com crises
Complicações Possíveis
Conjuntivite associada Ceratite secundária Cicatrizes palpebrais Conjuntivite persistente Obstrução das glândulas meibomianas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Inspeção das margens, secreções e histórico inflamatório
Exames Laboratoriais
Swab de secreção (ocasional) Cultura se infecção persistente Exames básicos de lágrimas Não invasivo
Exames de Imagem
Não requer rotina de imagem
Diagnóstico Diferencial
  • Conjuntivite alérgica
  • Conjuntivite infecciosa
  • Blefaroconjuntivite seca
  • Dermatite de contato
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso ao cuidado; diagnóstico rápido com exame ocular

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene palpebral diária, compressas mornas e manejo inflamatório
Modalidades de Tratamento
1 Higienização palpebral com cotonete
2 Compressas mornas
3 Antibióticos tópicos quando indicado
4 Lubrificantes oculares
5 Tratamento da rosácea ocular
Especialidades Envolvidas
Especialidade Oftalmologia Dermatologia Cuidados primários Enfermagem
Tempo de Tratamento
Semanas a meses
Acompanhamento
Consultas 1-3 meses até estabilizar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com manejo; recidivas comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Higiene ocular
  • Ausência de complicações
  • Tempo de iniciar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recidivas frequentes
  • Conjuntivite persistente
  • Rosácea ocular ativa
  • Cicatrizes palpebrais
Qualidade de Vida
Melhora com adesão; desconforto pode limitar atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene diária das pálpebras, evitar irritantes, tratar rosácea
Medidas Preventivas
Lavar pálpebras diariamente
Não compartilhar maquiagem vencida
Higienizar lentes de contato
Reduzir irritantes
Gerenciar dermatite
Rastreamento
Não há rastreamento específico; orientar sinais de piora

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Distribuição regional no Brasil, com acesso impactante

Perguntas Frequentes

1 Qual é a queixa principal da blefarite
Inflamação da margem das pálpebras com crostas
2 É contagiosa
Na maioria, não é contagiosa; higiene reduz irritação
3 Como é o diagnóstico
Exame ocular e história clínica; exames extras só se necessário
4 Existe cura rápida
Geralmente não; controle melhora sinais
5 Posso usar maquiagem
Evite maquiagem vencida; higienize bem antes e depois

Mitos e Verdades

Mito

blefarite é contagiosa

Verdade

não costuma espalhar entre pessoas; higiene ajuda

Mito

antibiótico cura sempre

Verdade

pode ajudar; higiene e tratar causas são-chave

Mito

aparece só em idosos

Verdade

ocorre em adultos jovens; higiene previne

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: clínica ou pronto atendimento
Especialista Indicado
Oftalmologista
Quando Procurar Emergência
Dor forte, visão alterada ou secreção abundante
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de saúde Voluntários de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.