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cid guillain barre
CID-10

Síndrome de Guillain-Barré

Síndrome de Guillain-Barré (GBS)

Resumo

Guillain-Barré é fraqueza rápida que inicia nas pernas, pode exigir internação; tratamento adequado ajuda recuperação.

Identificação

Código Principal
G61.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que ataca nervos periféricos
Nome em Inglês
Guillain-Barré Syndrome
Outros Nomes
Guillain-Barré • GBS • Polirradiculoneurite aguda inflamatória • Síndrome de Guillain Barré • Paralisia ascendente aguda
Siglas Comuns
GBS SGB Síndrome GB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Neuropatias periféricas
Subcategoria
Neuropatia inflamatória aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
autoimune
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1–2 casos/100 mil por ano.
Prevalência no Brasil
Brasil com taxas semelhantes, variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres quase iguais
Grupos de Risco
Infecção prévia Campylobacter jejuni CMV/EBV Desordens autoimunes História familiar (raro)
Tendência Temporal
Varia ao longo dos anos, sem tendência clara

Etiologia e Causas

Causa Principal
Resposta autoimune desencadeada por infecção prévia
Mecanismo Fisiopatológico
Imunidade ataca nervos periféricos, com desmielinização ou dano axonal
Fatores de Risco
Infecção prévia recente Sistema imune enfraquecido História de infecções virais Desordens autoimunes História familiar (raro)
Fatores de Proteção
Vacinas atualizadas Cuidados com saúde Detecção precoce de infecções Estilo de vida saudável
Componente Genético
Contribuição genética mínima; não herança simples

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fraqueza progressiva começa nas pernas e sobe
Sintomas Frequentes
Paresia ascendente
Dormência/dformigamento
Dor muscular difusa
Dificuldade para andar
Hipo/areflexia
Fadiga rápida
Sinais de Alerta
  • Fraqueza rápida que compromete respiração
  • Dificuldade para engolir
  • Alteração da voz/fala
  • Morte súbita de complicações
  • Dor torácica intensa
Evolução Natural
Progresso rápido nas primeiras semanas, platô e recuperação lenta
Complicações Possíveis
Fraqueza prolongada Falência respiratória Instabilidade autonômica Danos de sensibilidade Dor neuropática crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Quadro clínico com fraqueza ascendente, reflexos reduzidos, exclusão de outras causas; confirmação por exames
Exames Laboratoriais
Hemograma Proteína C reativa PCR Anticorpos anti-GM1 Biossegurança e imunologia
Exames de Imagem
RM espinhal para excluir lesões RM de nervos periféricos quando indicado Radiografia torácica para complicações Ultrassom de nervos se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Síndrome Miller-Fisher
  • Outras neuropatias periféricas
  • Polineuropatias desmielinizantes
  • Polineuropatias axonais
  • Doenças desmielinizantes
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1–2 semanas desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Apoio vital, monitoramento rigoroso e terapias imunológicas quando indicadas
Modalidades de Tratamento
1 Terapias imunológicas (IVIG/Plasmaférese)
2 Suporte ventilatório
3 Fisioterapia intensiva
4 Cuidados de enfermagem
5 Tratamento de complicações
Especialidades Envolvidas
Neurologia Fisioterapia Reabilitação Cuidados Intensivos Nutrição
Tempo de Tratamento
Semanas a meses, conforme recuperação
Acompanhamento
Acompanhamento próximo nas primeiras semanas, com avaliações de força

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; muitos se recuperam com tempo e reabilitação
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Força inicial preservada
  • Idade jovem
  • Ausência de complicações respiratórias
Fatores de Mau Prognóstico
  • Fraqueza grave inicial
  • Disfunção autonômica
  • Necessidade de ventilação
  • Complicações graves
Qualidade de Vida
Pode ficar boa com reabilitação e suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; manter saúde geral ajuda
Medidas Preventivas
Higiene de mãos
Tratar infecções rapidamente
Vacinas recomendadas
Cuidados com infecções respiratórias
Acompanhamento médico regular
Rastreamento
Não há rastreamento de rotina; diagnóstico depende de sintomas

Dados no Brasil

3.000–5.000 internações/ano
Internações/Ano
Óbitos baixos; variam com gravidade
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior registro devido a acesso

Perguntas Frequentes

1 GBS é contagioso?
Não; ocorre por resposta imune, não pela transmissão entre pessoas.
2 Existe cura completa?
Muitos se recuperam plenamente ou com sequelas mínimas.
3 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação neurológica + ENMG e punção lombar ajudam.
4 Quais são as chances de recaída?
Recidiva é rara; monitoramento contínuo evita reentrada precoce.
5 O que posso fazer no dia a dia?
Mantenha hidratação, alimentação adequada e siga a fisioterapia.

Mitos e Verdades

Mito

vacinas sempre causam GBS

Verdade

risco é muito baixo; benefícios da vacinação são maiores.

Mito

GBS é contagioso

Verdade

não contagia entre pessoas.

Mito

todos ficam com sequelas

Verdade

muitos recuperam bem com tratamento e reabilitação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurology clinic ou pronto-socorro se surgirem sinais de fraqueza
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade severa para respirar ou engolir; procure atendimento imediato
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 CVV 188 (apoio emocional) SUS 136

CIDs Relacionados

G61.0 G61.8 G64.0 G62.9 G47.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.