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cid gonorreía
CID-10

Gonorreia

Gonorreia

Resumo

Gonorreia é infecção sexual transmissível tratável com antibióticos; diagnóstico rápido melhora desfechos.

Identificação

Código Principal
A54
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Gonorreia causada pela Neisseria gonorrhoeae
Nome em Inglês
Gonorrhea
Outros Nomes
Gonorreia • Gonococcose • Infecção gonocócica • Gonococcemia • IST gonocócica
Siglas Comuns
GC GONO GON

Classificação

Capítulo CID
Capítulo A - Doenças sexualmente transmissíveis
Categoria Principal
Infecções sexualmente transmissíveis
Subcategoria
Infecção gonocócica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: dezenas de milhões de casos novos por ano.
Prevalência no Brasil
Brasil com alta prevalência entre adultos ativos; variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (18-29 anos)
Distribuição por Sexo
Distribuição quase equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
Sexo sem preservativo Múltiplos parceiros sexuais Infecções SST anteriores Uso de drogas injetáveis Acesso restrito a serviços
Tendência Temporal
Tendência global estável com variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Neisseria gonorrhoeae, bactéria gram-negativa diplococo.
Mecanismo Fisiopatológico
Bactéria invade mucosas, desencade inflamação com exsudato; pode alcançar vias urinárias, cervix, reto, garganta.
Fatores de Risco
Sexo sem proteção Múltiplos parceiros sexuais Infecções SST anteriores Uso de drogas intravenosas Baixa adesão a tratamento Viagens para áreas de alta transmissão
Fatores de Proteção
Uso consistente de preservativo Teste de DST regular Tratamento de parceiros Redução de contatos de alto risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Corrimento purulento com dor ao urinar; cervicite/ uretrite comum.
Sintomas Frequentes
Corrimento purulento uretral
Dor ao urinar
Dor abdominal leve
Dor anal/retal
Dor de garganta
Febre leve
Sinais de Alerta
  • Dor pélvica intensa
  • Febre alta persistente
  • Dor articular súbita
  • Sinais de disseminação gonocócica
  • Dor torácica com febre
Evolução Natural
Pode progredir sem tratamento para infecção disseminada e complicações.
Complicações Possíveis
Infertilidade feminina Doença inflamatória pélvica Artrite gonocócica Disseminação gonocócica Conjuntivite neonatal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Isolamento de Neisseria gonorrhoeae por NAAT ou cultura; confirmação clínica.
Exames Laboratoriais
NAAT uretra/cervical Cultura gonocócica Teste de fluido retal Teste de orofaringe Hemograma
Exames de Imagem
Ultrassom pélvico US transvaginal RM/CT se complicações TC se disseminação
Diagnóstico Diferencial
  • Clamídia uretrite/cervicite
  • Uretrite não gonocócica
  • Sífilis
  • Tricomoníase
  • Infecção urinária
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1-7 dias desde the onset dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Eliminação da infecção com antibióticos conforme guias; manejo de parceiros; educação em prevenção.
Modalidades de Tratamento
1 Antibiótico sistêmico conforme guias
2 Tratamento da parceira
3 Educação sobre preservativos
4 Triagem de coinfecções
5 Follow-up de cura
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Urologia Infectologia Clínica geral Pediatria
Tempo de Tratamento
Duração depende do esquemas; tipicamente alguns dias
Acompanhamento
Reavaliação em 1-2 semanas; confirmação de cura com NAAT se indicado

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Parceira tratada
  • Diagnóstico precoce
  • Acesso rápido a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retardo no diagnóstico
  • Coinfecções
  • Resistência antimicrobiana
  • Falha no tratamento
Qualidade de Vida
Impacto mínimo com tratamento; bem-estar sexual tende a melhorar

Prevenção

Prevenção Primária
Preservativo sempre; reduzir parceiros; educação em saúde.
Medidas Preventivas
Preservativo consistente
Teste de DST regular
Redução de parceiros
Acesso rápido a serviços
Educação em saúde
Rastreamento
Testes regulares de DST para pacientes sexuais ativos e parceiros

Dados no Brasil

Internações variam por ano e região.
Internações/Ano
Óbitos são raros com tratamento adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior ocorrência em áreas urbanas; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Como a gonorreia é transmitida?
Principal via relação sexual desprotegida; transmissão mãe-filho é rara.
2 Posso ter gonorreia sem sintomas?
Sim; casos assintomáticos são comuns em mulheres e homens.
3 Como é confirmado o diagnóstico?
NAAT ou cultura de amostra; confirmação com testes adicionais.
4 É possível curar completamente?
Sim; com esquema antibiótico adequado e adesão do paciente.
5 Quais as consequências se não tratado?
Infertilidade, DPI, disseminação sistêmica e complicações adicionais.

Mitos e Verdades

Mito

gonorreia não existe mais.

Verdade

ainda comum; cura com tratamento adequado.

Mito

preservativo não evita gonorreia.

Verdade

reduz risco; proteção correta é essencial.

Mito

não há necessidade de testes se não houver sintomas.

Verdade

casos assintomáticos ocorrem; testes são importantes.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde ou serviço de DST para avaliação e testes.
Especialista Indicado
Ginecologista ou urologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se febre alta, dor pélvica intensa ou sinais de disseminação.
Linhas de Apoio
Disque DST Linha SUS Central de saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.