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cid g90
CID-10

Síndrome regional de dor complexa

Dor regional crônica pós-lesão

Resumo

CRPS é dor crônica após trauma, com mudanças na pele e temperatura; manejo multidisciplinar

Identificação

Código Principal
G90.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Complex regional pain syndrome
Nome em Inglês
Complex Regional Pain Syndrome
Outros Nomes
Doença de Sudeck • Dor regional complexa • CRPS • Síndrome dolorosa regional
Siglas Comuns
CRPS CRPS-I CRPS-II

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Dor neuropática crônica
Subcategoria
Dor neuropática crônica pós-trauma
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; CRPS é raro por 100 mil pessoas ao ano.
Prevalência no Brasil
dados limitados no Brasil; não disponível
Faixa Etária Principal
adultos 30-50 anos
Distribuição por Sexo
predomina em mulheres
Grupos de Risco
trauma grave cirurgia lesão nervosa adultos jovens sexo feminino
Tendência Temporal
variável; maior diagnóstico com maior reconhecimento

Etiologia e Causas

Causa Principal
dor neuropática associada a trauma, cirurgia ou dano nervoso
Mecanismo Fisiopatológico
disfunção do SNC/PNS com amplificação da dor e alterações vasomotoras
Fatores de Risco
dor aguda severa lesão de extremidade fatores genéticos sexo feminino inatividade estresse
Fatores de Proteção
fisioterapia precoce manejo adequado da dor educação do paciente apoio psicossocial
Componente Genético
predisposição genética associada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
dor intensa, desproporcional ao dano aparente
Sintomas Frequentes
edema
alterações de cor
mudança de temperatura
hipersensibilidade táctil
rigidez matinal
dor noturna
Sinais de Alerta
  • dor que piora ao toque
  • mudanças rápidas de pele
  • fraqueza súbita
  • febre alta
  • necrose local
Evolução Natural
sem tratamento, dor persiste e evolui com alterações sensoriais e motoras
Complicações Possíveis
atrofia limitação funcional dor crônica alterações de pele sensibilidade permanente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
dor desproporcional + edema, alterações de pele, sudorese, motilidade
Exames Laboratoriais
hemograma PCR/VHS níveis inflamatórios marcadores autoimunes tests de dor DN4
Exames de Imagem
RM ultrassom Doppler PET-CT
Diagnóstico Diferencial
  • dor musculoesquelética
  • neuropatia periférica
  • artrite
  • dor dolorosa regional
Tempo Médio para Diagnóstico
varia de meses a anos; diagnóstico muitas vezes tardio

Tratamento

Abordagem Geral
abordagem multidisciplinar com dor, fisioterapia, reabilitação e suporte
Modalidades de Tratamento
1 analgesia farmacológica
2 fisioterapia precoce
3 bloqueios nervosos
4 reabilitação funcional
5 estimulação neural
Especialidades Envolvidas
Anestesiologia Neurologia Fisiatria Fisioterapia Reumatologia
Tempo de Tratamento
longo; muitas semanas a anos
Acompanhamento
consultas periódicas a cada 1-3 meses; ajustes terapêuticos

Prognóstico

Prognóstico Geral
perspectiva variável; melhora com tratamento, pior sem manejo
Fatores de Bom Prognóstico
  • intervenção precoce
  • fisioterapia contínua
  • engajamento do paciente
  • bom suporte
Fatores de Mau Prognóstico
  • diagnóstico tardio
  • dor persistente
  • limitação funcional
  • comorbidades
Qualidade de Vida
redução temporária na vida diária; melhoria depende de tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
evitar trauma nas extremidades; manejo adequado de lesões
Medidas Preventivas
proteção de extremidades
controle da dor aguda
fisioterapia precoce
educação do paciente
adaptação ocupacional
Rastreamento
sinais precoces de dor persistente após lesão devem ser avaliados

Dados no Brasil

estimativas baixo volume/ano
Internações/Ano
poucas mortes associadas a complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
regiões urbanas com maior relato; dados limitados

Perguntas Frequentes

1 CRPS sempre surge após lesão?
frequentemente após trauma, mas pode ocorrer sem lesão óbvia
2 Existe cura definitiva?
não há cura universal; controle da dor e função é objetivo
3 Como é feito o diagnóstico?
pela avaliação clínica e exclusão de outras causas
4 É possível prevenir?
busca de tratamento precoce e reabilitação ajudam
5 Posso retomar atividades normais?
gradual, com orientação da equipe de dor

Mitos e Verdades

Mito

dor sempre piora sem cirurgia

Verdade

dor pode ser crônica sem cirurgia

Mito

não há tratamento eficaz

Verdade

há abordagens úteis com dor multidisciplinar

Mito

é inevitável

Verdade

com tratamento adequado, há melhoria funcional

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure médico de dor ou reumatologista na sua cidade
Especialista Indicado
Especialista em dor
Quando Procurar Emergência
procure pronto atendimento se houver piora aguda, febre ou aumento de inchaço

CIDs Relacionados

G90.0 G90.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.