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cid g45
CID-10

Ataque isquêmico transitório

TIA

Resumo

TIA: déficit temporário no cérebro; risco de AVC. Procure avaliação médica.

Identificação

Código Principal
G45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Ataque isquêmico transitório (TIA)
Nome em Inglês
Transient Ischemic Attack
Outros Nomes
TIA • AIT • Isquemia transitória • Ataque vascular transitório • Mini-AVC
Siglas Comuns
TIA AIT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças cerebrovasculares
Subcategoria
Cerebrovascular: TIA
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Incidência mundial estimada entre 0,5% e 1% ao ano em adultos.
Prevalência no Brasil
Prevalência semelhante, com variações por faixa etária.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia a idades mais avançadas (60s).
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre os sexos, leve bias masculino.
Grupos de Risco
Hipertensão arterial Diabetes Dislipidemia Tabagismo Aterosclerose
Tendência Temporal
Tendência estável com melhoria no controle de fatores de risco.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas incluem stenose carotídea, embolia ou trombose transitória.
Mecanismo Fisiopatológico
Diminuição transitória do fluxo sanguíneo cerebral por causas de stenose, embolia ou trombose.
Fatores de Risco
Hipertensão Diabetes Dislipidemia Tabagismo Idade avançada Fibrilação atrial
Fatores de Proteção
Controle da pressão Dieta saudável Abstinência de tabaco Exercício regular
Componente Genético
Contribuição genética menor; fatores de risco compartilhados aumentam o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Déficit neurológico focal que se resolve em minutos a horas.
Sintomas Frequentes
Fraqueza súbita de braço/perna
Dificuldade de fala
Problemas de visão
Formigamento
Tontura
Dificuldade de equilíbrio
Sinais de Alerta
  • Dormência ou fraqueza facial súbita
  • Dificuldade para falar que persiste
  • Perda súbita de visão
  • Perda de equilíbrio repentina
  • Confusão aguda
Evolução Natural
Sem tratamento, o risco de AVC aumenta nas próximas horas a dias.
Complicações Possíveis
AVC subsequente Infarto silencioso Recorrência de TIAs Deficits residuais leves Dificuldades cognitivas leves

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Déficit neurológico transitório com imagem sem lesão acentuada.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia Perfil lipídico Função renal Coagulação
Exames de Imagem
TC de crânio sem hemorragia RM do encéfalo com perfusão Doppler de carótidas Ecocardiograma
Diagnóstico Diferencial
  • ACV hemorrágico
  • Enxaqueca com aura
  • Convulsão focal
  • Síndrome vertiginosa
  • Hipoglicemia grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo típico para confirmação varia de horas a um dia.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de fatores de risco com manejo clínico indicado por médico; prevenção é o objetivo
Modalidades de Tratamento
1 Prevenção de AVC com antiplaquetários (sob orientação)
2 Controle da PA
3 Gestão de diabetes
4 Reabilitação neurológica
5 Mudanças no estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Neurologia Clínica geral Cardiologia Angiologia Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração depende de risco; acompanhamento contínuo.
Acompanhamento
Consultas regulares para monitorar risco vascular e função neurológica.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia muito; controle adequado reduz risco de AVC subsequente.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle de risco
  • Não fuma
  • Rápida avaliação
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Hipertensão descontrolada
  • Diabetes não tratado
  • Aterosclerose avançada
  • História de AVC
Qualidade de Vida
Impacto variável na vida diária, com foco em prevenção e monitoramento.

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco e hábitos saudáveis para evitar TIAs.
Medidas Preventivas
Hábito saudável
Controle de PA
Redução de colesterol
Abstinência de tabaco
Exercício regular
Rastreamento
Avaliação de fatores de risco vascular, conforme orientação médica.

Dados no Brasil

Não há número específico de TIAs; AVCs somam hospitalizações.
Internações/Ano
Mortalidade associada principalmente a AVC subsequente.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Risco reflete fatores de risco regionais; sem padrão fixo.

Perguntas Frequentes

1 TIAs são perigosos?
TiAs não são derrames, porém aumentam risco de AVC; avaliação rápida é essencial.
2 Quanto tempo duram TIAs?
Geralmente minutos a horas; não devem se repetir sem avaliação.
3 Preciso de exames especiais?
Sim, imagem cerebral e avaliação de risco são comuns.
4 Posso prevenir recidivas?
Controlar PA, glicose, colesterol; não fumar; seguir orientações médicas.
5 Qual alimentação ajuda?
Dieta equilibrada com frutas, legumes, peixe e baixo sal.

Mitos e Verdades

Mito

TIAs geram sequelas permanentes.

Verdade

muitas pessoas se recuperam; AVC posterior pode ocorrer.

Mito

TIAs não precisam de avaliação médica.

Verdade

avaliação rápida reduz risco de AVC grave.

Mito

jovens não têm TIAs.

Verdade

TIAs podem ocorrer em qualquer idade; fatores de risco definem.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento neurológico ao primeiro sinal de déficit.
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-atendimento se déficit piora, fala confusa, visão turva.
Linhas de Apoio
Disque 136 Disque 188 SUS telefone

CIDs Relacionados

G45.0 G45.1 G45.2 G45.8 G45.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.