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cid g43 0
CID-10

Migraine sem aura

Enxaqueca sem aura

Resumo

Cefaleia recorrente, dor na cabeça; diagnóstico por critérios ICHD, manejo com tratamento.

Identificação

Código Principal
G43.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Migraine without aura
Nome em Inglês
Migraine without aura
Outros Nomes
Enxaqueca sem aura • Cefaleia migrânea sem aura • Migraine without aura • Enxaqueca comum • Migraine no aura
Siglas Comuns
MOA MwOA MwOA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Neurologia - cefaleias
Subcategoria
Cefaleia migrânea sem aura
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estima-se 12-15% ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: ~9-12% com enxaqueca, mais em mulheres.
Faixa Etária Principal
30-39 anos, pico em 30s.
Distribuição por Sexo
Mulheres ~3:1 homens.
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil História familiar Estresse crônico Privação de sono Tabagismo leve
Tendência Temporal
Mantém-se estável, variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: predisposição genética e gatilhos ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Ativação do nervo trigêmeo com cascatas inflamatórias e vasodilatação.
Fatores de Risco
História familiar Estresse Privação de sono Consumo alcoólico irregular Dor crônica
Fatores de Proteção
Sono regular Hidratação Gestão de estresse Dieta estável
Componente Genético
Hereditário em parcela relevante; poligênico.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pulsátil, geralmente unilateral, moderada a grave.
Sintomas Frequentes
Náusea ou vômitos
Fotofobia
Sonolência ou irritabilidade
Sensibilidade ao som
Mal-estar geral
Piora com esforço
Sinais de Alerta
  • Dor muito intensa súbita
  • Deficits neurológicos focais
  • Rigidez de nuca com febre
  • Alterações visuais progressivas
  • Sinais de infarto
Evolução Natural
Crises episódicas; frequência aumenta sem tratamento preventivo.
Complicações Possíveis
Impacto na qualidade de vida MOH verificado com uso excessivo de analgésicos Distúrbios do sono Ansiedade relacionada Redução da produtividade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
ICHD-3: cefaleia recorrente, 4-72 h, 2+ características, náusea/vômitos ou fotofobia.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Função renal Básicos de metabolismo Marcadores conforme necessidade
Exames de Imagem
RM craniana TC sem contraste Angio-RM se indicado Avaliação neurológica quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Cefaleia tensional
  • Migraine with aura
  • Arterite temporal
  • Cefaleia cluster
  • Hiperpressão intracraniana
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; pode levar meses a anos desde o início

Tratamento

Abordagem Geral
Prevenção, identificação de gatilhos, manejo agudo e estilo de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Tratamento agudo com analgésicos e triptanos
2 Profilaxia medicamentosa
3 Terapias não farmacológicas
4 Diário de crises
5 Educação em autocuidado
Especialidades Envolvidas
Neurologia Medicina da dor Clínica geral Fisiatria
Tempo de Tratamento
Duração variável; profilaxia pode durar meses
Acompanhamento
Consultas periódicas, diários de cefaleia, ajuste de tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com tratamento adequado e adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta a tratamento
  • Adesão ao plano
  • Gravidez bem gerida
  • Baixa comorbidade cardíaca
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso crônico de analgésicos
  • Não adesão
  • Sono indisponível
  • Comorbidades psiquiátricas
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento adequado e educação

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar gatilhos, manter rotina, reduzir estressores
Medidas Preventivas
Sono fixo
Hidratação
Dieta estável
Gestão de estresse
Evitar álcool em excessos
Rastreamento
Diário de crises e avaliações periódicas

Dados no Brasil

Entre 15 mil e 30 mil hospitalizações anuais
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros, associados a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste concentra maior aporte, Norte com acesso desigual

Perguntas Frequentes

1 É possível curar enxaqueca sem aura?
Não há cura definitiva; controle intenso de crises é objetiva.
2 Qual tratamento evita crises futuras?
Profilaxia com rotina, gatilhos e medicações quando indicado.
3 Como diagnosticar enxaqueca sem aura?
Critérios ICHD-3 combinam história clínica e exames básicos.
4 Posso prevenir com dieta?
Pode ajudar; evitar gatilhos é parte do manejo.
5 Qual a vida após diagnóstico?
Quase sempre boa com manejo adequado e acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

enxaqueca é apenas dor de cabeça comum.

Verdade

envolve vias nervosas, vasculatura e gatilhos.

Mito

só mulheres sofrem desse problema.

Verdade

homens também podem ter enxaqueca.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

tratamentos modernos reduzem crises significativamente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de confiança; iniciar com clínico geral
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com déficit neurológico
Linhas de Apoio
Disque saúde Atendimento regional de dor

CIDs Relacionados

G43.0 G43.1 R51 G44.1 G43.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.