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cid g400
CID-10

Epilepsia focal com crises parciais

Epilepsia focal

Resumo

Epilepsia envolve crises elétricas no cérebro; manejo pode reduzir crises.

Identificação

Código Principal
G40.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epilepsia focal localizada, com crises parciais simples ou complexas, segundo OMS
Nome em Inglês
Localization-related Epilepsy
Outros Nomes
Epilepsia parcial • Crises focais • Epilepsia de foco • Epilepsia localizada
Siglas Comuns
FOC EEG CIDG40

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Epilepsias
Subcategoria
Epilepsias focais
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global entre 5 e 10 por 1.000 pessoas.
Prevalência no Brasil
Brasil ~6 por 1.000; variação regional.
Faixa Etária Principal
Infância/adolescência, com pico na infância.
Distribuição por Sexo
Proporção equilibrada entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
Distúrbios do sono Depressão Ansiedade Autismo (crianças) Lesões cerebrais
Tendência Temporal
Estabilidade regional; avanços reduzem crises refratárias.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, lesões estruturais, perinatal.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção excito-inibitória com disparos parciais/generalizados.
Fatores de Risco
Lesão cerebral História familiar Distúrbios do sono Trauma Abuso de álcool/drogas Distúrbios do desenvolvimento
Fatores de Proteção
Boa gestão de sono Acesso a tratamento Supervisão médica escolar Ambiente seguro
Componente Genético
Influência moderada em formas idiopáticas; herdabilidade variável.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Crises convulsivas com perda de consciência ou focais simples/complexas.
Sintomas Frequentes
Espasmos parciais
Alteração de sensibilidade
Confusão após crises
Autonomia preservada em alguns casos
Aura sensorial
Sinais de Alerta
  • Duração >5 min
  • Crises recorrentes sem recuperação entre
  • Dificuldade respiratória
  • Estado de coma
  • Lesões físicas durante crises
Evolução Natural
Sem tratamento, crises recorrentes; com manejo, controle em muitos casos.
Complicações Possíveis
Deficits cognitivos Isolamento social Lesões por quedas Status epilepticus Fraturas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Histórico de crises; EEG e imagem cerebral.
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica Eletrencefalograma Dosagem de drogas Gasometria
Exames de Imagem
RM encefálica TC sem contraste RM craneal adicional Angio-RM se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Síncope
  • Pseudocrise psicogênica
  • Distúrbio de movimento
  • Ansiedade
  • Ataques simulados
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos; depende de acesso a neurologia.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de crises, educação, segurança; ajuste individualizado.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentoso
2 Cirúrgico
3 Estimulação vagal
4 Dieta cetogênica
5 Monitorização
Especialidades Envolvidas
Neurologia Pediatria Cuidados intensivos Fisioterapia Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração prolongada; ajusta conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; ajuste terapêutico conforme crise.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, boa parte tem controle de crises e melhoria funcional.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Boa resposta ao medicamento
  • Baixo número de crises
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises refratárias
  • Multicomorbidades
  • Status epilepticus
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Pode melhorar com controle de crises, educação e apoio.

Prevenção

Prevenção Primária
Gestão pré-natal, proteção contra trauma, tratamento de infecções.
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Adesão à medicação
Evitar álcool/drogas
Redução de gatilhos
Vacinação
Rastreamento
Avaliação neurológica regular; EEG quando indicado.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais podem ocorrer em casos graves.
Internações/Ano
Falecimentos por epilepsia ocorrem, variando com acesso a tratamento.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menor acesso costumam ter maior atraso diagnóstico.

Perguntas Frequentes

1 A epilepsia tem cura?
Controle de crises é comum; cura completa menos frequente.
2 É possível ter epilepsia sem convulsões?
Sim, crises não convulsivas existem; EEG pode detectar.
3 Como diagnosticar?
Histórico, EEG e imagens ajudam; avaliação médica necessária.
4 Como prevenir crises?
Sono adequado, evitar gatilhos, adesão ao tratamento.
5 O que fazer durante uma crise?
Proteja a pessoa, observe tempo; procure ajuda médica após.

Mitos e Verdades

Mito

epilepsia é causada por nervos fracos.

Verdade

crises resultam de descargas elétricas cerebrais anormais.

Mito

só pessoas com distúrbios mentais ficam com epilepsia.

Verdade

afeta pessoas de diversas condições e idades.

Mito

álcool sempre provoca crises.

Verdade

uso inadequado pode desencadear crises; moderação importa.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista; em emergências, vá ao pronto-socorro.
Especialista Indicado
Neurologista, preferencialmente neurocirurgia infantil se for o caso.
Quando Procurar Emergência
Crise >5 minutos, ou várias sem recuperação entre, procure atendimento.
Linhas de Apoio
SUS: contatos locais Disque Saúde Canais regionais de neurologia

CIDs Relacionados

G40.1 G40.2 G40.3 G40.4 G40.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.