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cid g40.8
CID-10

Epilepsias diversas (G40.8)

Epilepsias diversas

Resumo

Epilepsias são crises cerebrais; muitos vivem bem com orientação médica.

Identificação

Código Principal
G40.8
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epilepsias, grupo de síndromes epilépticas diversas, conforme OMS, código G40.8.
Nome em Inglês
Epilepsies, Other specified
Outros Nomes
epilepsias diversas • síndromes epilépticas • desordens epilépticas • epilepsias de origem diversa • crises epilépticas não especificadas
Siglas Comuns
EPI G40.8 EP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças neurológicas
Subcategoria
Epilepsias diversas
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,5 a 1% da população ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil próxima de 1% da população, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Infância e juventude
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
História familiar de epilepsia Lesões neurológicas prévias Infecções perinatais Privação de sono Abuso de substâncias
Tendência Temporal
Melhorias no diagnóstico precoce e tratamento reduzem impacto ao longo das décadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Predisposição genética e alterações neurodesenvolvimentais
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção neuronal com hiperexcitabilidade cortical e redes anômalas
Fatores de Risco
Lesões cerebrais História familiar Privação de sono Distúrbios metabólicos Abuso de álcool
Fatores de Proteção
Adesão ao tratamento Sono regular Acesso a serviços Controle de crises
Componente Genético
Contribuição genética reconhecida em síndromes específicas; herança multifatorial

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Crises convulsivas recorrentes, com variação de tipo
Sintomas Frequentes
Perda de consciência
Movimentos involuntários
Ausências
Auras
Confusão pós-crise
Foco sensorial alterado
Sinais de Alerta
  • Crise prolongada (>5 min)
  • Estado de mal epiléptico
  • Dificuldade respiratória
  • Lesão por queda
  • Crises repetidas sem recuperação
Evolução Natural
Crises persistem sem tratamento; compromete aprendizagem e autonomia.
Complicações Possíveis
Dano cognitivo Quedas e lesões Distúrbios de sono Ansiedade/depressão Dependência de medicação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de crises + EEG compatível; apoio de imagem se necessário
Exames Laboratoriais
EEG Hemograma Função hepática Perfil metabólico Toxicológico
Exames de Imagem
RM encefálica TC sem contraste RM funcional PET se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Síncope
  • Crises de pânico
  • Distúrbios do sono
  • Pseudo-crises
  • Enxaqueca com aura
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos com acesso à saúde

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de crises com antiepilépticos, ajustes de dose e adesão
Modalidades de Tratamento
1 medicamentoso
2 cirúrgico
3 estimulação neural
4 dieta cetogênica
5 neuroestimulação
Especialidades Envolvidas
Neurologia Neuropsicologia Psiquiatria Fisiatria Enfermagem neurológica
Tempo de Tratamento
Tratamento crônico com ajustes ao longo de semanas
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; ajuste conforme crises e exames

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; muitos convivem bem com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle das crises
  • Acesso a saúde
  • Diagnóstico precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises não controladas
  • Danos cognitivos pré-existentes
  • Comorbidades mentais
  • Adesão irregular
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento adequado; impacto varia por gravidade

Prevenção

Prevenção Primária
Não é possível evitar todas as epilepsias; reduzir lesões e tratar inflamações ajuda
Medidas Preventivas
Sono regular
Vacinas em dia
Proteção durante atividades
Acompanhamento neurológico
Redução de álcool
Rastreamento
Acompanhamento neurológico e ajuste de medicações conforme necessidade

Dados no Brasil

Nº de internações varia; descrições indicam dezenas de milhares anual.
Internações/Ano
Mortalidade associada é baixa com manejo; números menores que outras neurol.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menor acesso à saúde tendem a maior carga não tratada.

Perguntas Frequentes

1 Como sei se tenho epilepsia?
Crises recorrentes exigem avaliação neurológica e EEG.
2 A epilepsia atrapalha a vida?
Pode atrapalhar, mas controle melhora muito a qualidade de vida.
3 É possível curar a epilepsia?
Alguns síndromes curam; na maioria, é controle crônico.
4 Como prevenir crises?
Sono, adesão ao tratamento, evitar gatilhos e álcool.
5 O que fazer durante uma crise?
Afaste objetos, proteja cabeça, chame ajuda; procure serviço.

Mitos e Verdades

Mito

epilepsia é possessão; verdade: é condição neurológica.

Verdade

descargas elétricas anormais no cérebro.

Mito

não posso trabalhar; verdade: muitos trabalham com manejo.

Verdade

com tratamento adequado, qualidade de vida boa.

Mito

dieta mata; verdade: dieta cetogênica pode ajudar.

Verdade

tratamentos modernos controlam crises.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou centro de epilepsia regional
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Crise prolongada, dificuldade respiratória, confusão intensa
Linhas de Apoio
Disque 188 SUS Central de Teleatendimento SAMU 192

CIDs Relacionados

G40.8 G40.9 F44.5 R56.9 Z86.59

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.