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cid g40.2
CID-11

Epilepsia Temporal

Epilepsia do lobo temporal

Resumo

Epilepsia temporal causa crises; diagnóstico com EEG/RM; manejo com medicação e hábitos.

Identificação

Código Principal
G40.2
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Epilepsia temporal localizada
Nome em Inglês
Temporal Lobe Epilepsy
Outros Nomes
Epilepsia mesial temporal • Epilepsia do lobo temporal • Epilepsia temporal localizada • Epilepsia temporal crônica • Epilepsia focal temporal
Siglas Comuns
TLE G40

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Epilepsias
Subcategoria
Epilepsia temporal focal
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre 0,5% e 1% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência similar global, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade (18-40)
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente equilibrada entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
História familiar de epilepsia Trauma cranioencefálico Infecção CNS prévia Distúrbios do sono crônicos Uso de álcool em excesso
Tendência Temporal
Persiste estável na maioria dos casos com diagnóstico precoce.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Foco temporal de hiperexcitabilidade neuronal levando a crises.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperexcitabilidade de neurônios do lobo temporal com redes corticais hiperconectadas.
Fatores de Risco
História familiar de epilepsia Trauma cranioencefálico grave Infecção CNS prévia Distúrbios do sono crônicos Uso de álcool em excesso Doenças neurológicas associadas
Fatores de Proteção
Boa adesão ao tratamento Sono regular Gestão de fatores desencadeantes Tratamento de condições associadas
Componente Genético
Contribuição genética em alguns distúrbios, mas não determinante na maioria.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Crises focais no lobo temporal com alterações de comportamento.
Sintomas Frequentes
Aura olfativa
Automatismos
Perda de consciência breve
Confusão pós-ictal
Alteração de memória
Alteração de humor durante crises
Sinais de Alerta
  • Convulsões prolongadas (>5 min)
  • Status epilepticus
  • Perda de respiração
  • Crises repetidas sem recuperação
  • Mudanças súbitas no estado mental
Evolução Natural
Sem tratamento, crises recorrentes podem impactar cognição e bem-estar.
Complicações Possíveis
Deficiência cognitiva Lesões por quedas Depressão Ansiedade Status epiléptico

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Convulsões recorrentes + EEG interictal/ ictal e RM foco temporal.
Exames Laboratoriais
Hemograma Metabolismo geral Função renal e hepática Glicemia de jejum Tireóide
Exames de Imagem
RM cerebral com foco temporal RM com contraste RM hipocampo/temporal TC se RM indisponível
Diagnóstico Diferencial
  • Ataques não epilépticos psicogênicos
  • Síncope
  • Enxaqueca com aura
  • Distúrbios do sono
  • Distúrbios de movimento
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses, às vezes anos, até confirmação com EEG/RM.

Tratamento

Abordagem Geral
Redução de crises com medicações, ajuste de hábitos e educação.
Modalidades de Tratamento
1 Medicação antiepiléptica
2 Cirurgia de epilepsia
3 Estimulação do nervo vago
4 Dieta cetogênica
5 Neuromodulação
Especialidades Envolvidas
Neurologista Neurocirurgião Psiquiatra Psicólogo Enfermeiro neurológico
Tempo de Tratamento
Duração variável; crises podem cessar com resposta ao tratamento.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; ajuste de medicação conforme crises.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia; muitos controlam crises com tratamento, qualidade de vida melhora.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Diagnóstico precoce
  • Foco bem definido
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises refratárias
  • Status epiléptico
  • Adesão inadequada
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Sono regular, trabalho e relações; manejo adequado melhora bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar traumas e manter sono regular com tratamento adequado.
Medidas Preventivas
Sono adequado
Adesão ao tratamento
Evit ar álcool
Gerenciamento de stress
Tratamento de condições associadas
Rastreamento
Acompanhamento neurológico periódico e ajuste de medicações.

Dados no Brasil

Dezenas de milhares de internações anuais no Brasil.
Internações/Ano
Obitos por epilepsia são relativamente baixos; gráfico varia.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Melhor acesso diagnóstico nas regiões sudeste e sul.

Perguntas Frequentes

1 O que é epilepsia temporal?
Crises originárias do lobo temporal do cérebro.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, EEG e RM cerebral.
3 Epilepsia pode ter cura?
Não cura; controle de crises é o objetivo.
4 A epilepsia pode ser herdada?
Fatores genéticos influenciam, não determinam.
5 Como manter a qualidade de vida?
Siga medicação, sono regular e apoio familiar.

Mitos e Verdades

Mito

crises refletem personalidade fraca.

Verdade

linha elétrica anormal no cérebro.

Mito

só ocorre em idosos.

Verdade

pode começar em adultos jovens.

Mito

dieta cura epilepsia.

Verdade

pode reduzir crises em alguns casos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou serviço de epilepsia local.
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Convulsões durando mais de 5 minutos ou repetidas sem recuperação.
Linhas de Apoio
SUS 0800-???? Centro de validação local Liga de epilepsia

CIDs Relacionados

G40.0 G40.1 G40.2 G40.3 G40.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.