contato@nztbr.com
cid g40
CID-10

Epilepsia

Epilepsia

Resumo

Epilepsia: distúrbio neurológico com crises não provocadas, tratável com medicação e apoio.

Identificação

Código Principal
G40.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epilepsy (ICD-10 G40)
Nome em Inglês
Epilepsy
Outros Nomes
Convulsões recorrentes • Doença epiléptica • Ataques epilépticos crônicos • Epilepsia
Siglas Comuns
EEG AED MRI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Neurologia - Epilepsia
Subcategoria
Epilepsias generalizadas e focais
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Aproximadamente 1% da população mundial tem epilepsia em algum momento da vida.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam, com milhões afetados e desigualdade de acesso ao tratamento.
Faixa Etária Principal
Crianças, adolescentes e adultos jovens, pico entre 5 e 9 anos.
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
História familiar Trauma cranioencefálico Infecções do SNC Distúrbios do sono Uso de álcool ou drogas
Tendência Temporal
Tratamentos atuais mantêm estabilidade na maioria dos casos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Não há único agente; epilepsia resulta de múltiplas causas neurológicas.
Mecanismo Fisiopatológico
Desbalanceamento elétrico cerebral gera descargas parciais ou generalizadas.
Fatores de Risco
História familiar Lesões cerebrais Distúrbios do sono Uso de álcool ou drogas Infecções do SNC Idade jovem
Fatores de Proteção
Tratamento adequado com AED Sono regular Ambiente seguro durante crises Gestão de estresse
Componente Genético
Contribuição hereditária em alguns tipos; herança multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Crises convulsivas recorrentes com perda momentânea de consciência.
Sintomas Frequentes
Perda de consciência abrupta
Movimentos involuntários
Confusão pós-crise
Alteração da respiração durante a crise
Aura ou sensação estranha antes da crise
Sensibilidade a estímulos
Sinais de Alerta
  • Duração >5 minutos
  • Crise repetida sem recuperação
  • Dificuldade respiratória
  • Aspiração durante crise
  • Crise em crianças muito pequenas
Evolução Natural
Sem tratamento, crises podem aumentar; com tratamento, controle é possível.
Complicações Possíveis
Status epilepticus Trauma durante crises Dano cognitivo em crises frequentes Distúrbios de sono Problemas psicossociais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de crises não provocadas + EEG anormal + imagem conforme necessidade
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Glicose Função hepática Função renal Avaliação metabólica
Exames de Imagem
RM cerebral Tomografia de crânio
Diagnóstico Diferencial
  • Síncope
  • Distúrbios do sono
  • Doenças neurológicas não epilépticas
  • Convulsões febris
  • Transtornos de ansiedade
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses conforme acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multidisciplinar visa controle de crises, segurança e qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamento com antiepilépticos
2 Cirurgia de epilepsia
3 Estimulação vagal/Neuroestímulo
4 Dieta cetogênica supervisionada
5 Reabilitação e educação
Especialidades Envolvidas
Neurologia Psiquiatria Fisioterapia Neurocirurgia Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração guiada pelo tipo; monitoramento regular é essencial.
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de medicação, apoio psicossocial.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, controle de crises é alcançável em muitos casos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início infantil com boa resposta a tratamento
  • Baixa frequência de crises
  • Adesão à medicação
  • Acesso a neurologia regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises frequentes não controladas
  • Status epiléptico
  • Comorbidades neurológicas
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Controle adequado melhora sono, trabalho, relações e bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Prevenir lesões, tratar condições neurológicas subjacentes, sono estável.
Medidas Preventivas
Medicação conforme prescrição
Sono regular
Evitar álcool
Segurança em atividades
Gestão de estresse
Rastreamento
Rastreamento neurológico anual para pacientes com fatores de risco.

Dados no Brasil

Entre 15 mil e 25 mil internações anuais.
Internações/Ano
Mortes associadas variam com status epiléptico e comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais impacto em regiões com menor acesso a serviços.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de crise epiléptica?
Perda de consciência, movimentos, olhar fixo, confusão após a crise.
2 Como diagnosticar epilepsia?
História clínica, EEG e, se necessário, imagem e exames laboratoriais.
3 É possível tratar completamente?
Controle de crises é objetivo; alguns ficam livres, outros com manejo contínuo.
4 Como prevenir crises?
Medicação correta, sono estável, evitar álcool, segurança em atividades.
5 Quais são as atividades seguras no dia a dia?
Evitar riscos, manter rotina, buscar orientação médica e apoio.

Mitos e Verdades

Mito

epilepsia é sinal de possessão espiritual.

Verdade

doença neurológica com causas biológicas e tratamento disponível.

Mito

epilepsia só afeta crianças.

Verdade

pode atingir pessoas de todas as idades.

Mito

dieta cetogênica é arma letal.

Verdade

pode ajudar sob supervisão médica em alguns casos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou neurologista; rede pública ou particular.
Especialista Indicado
Neurologista especializado em epilepsia.
Quando Procurar Emergência
Crise dura >5 minutos ou crises seguidas sem recuperação.
Linhas de Apoio
0800-000-0000 Centro de Valorização da Vida 188

CIDs Relacionados

G40.0 G40.1 G40.2 G40.3 G40.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.