Síndrome de Guillain-Barré
Síndrome de Guillain-Barré
Resumo
Guillain-Barré causa fraqueza súbita; diagnóstico com ENMG e LCR; tratamento com imunoterapia e reabilitação.
Identificação
- Código Principal
- G35
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Síndrome de Guillain-Barré, poliradiculoneuropatia inflamatória autoimune
- Nome em Inglês
- Guillain-Barré Syndrome
- Outros Nomes
- poliradiculoneuropatia aguda • paralisia ascendente • GBS
- Siglas Comuns
- GBS AIDP MFS
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
- Categoria Principal
- Neuropatias periféricas inflamatorias
- Subcategoria
- Poliradiculoneuropatia inflamatória aguda
- Tipo de Condição
- sindrome
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Incidência global de 1–2 por 100 mil/ano.
- Prevalência no Brasil
- Média mundial, variações regionais.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia-idade (30–50)
- Distribuição por Sexo
- Homens levemente mais atingidos; variações regionais.
- Grupos de Risco
- Infecções virais recentes Idade adulta Sistema imune comprometido Cirurgia recente Doença autoimune
- Tendência Temporal
- Incidência estável com variações sazonais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Causa inespecífica na maioria; falha imune ataca nervos periféricos.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Autoimunidade que danifica mielina ou axônios dos nervos periféricos.
- Fatores de Risco
- Infecções virais Idade adulta Imunossupressão Cirurgia recente História autoimune Diabetes
- Fatores de Proteção
- Nenhum fator protetor definido Vacinação adequada ajuda na saúde geral
- Componente Genético
- Contribuição genética moderada; não herdada de forma simples.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Fraqueza progressiva dos membros, começando geralmente pelos pés e mãos.
- Sintomas Frequentes
-
Paresias ascendentesParestesiasDor nas pernasReflexos ausentesDisfunção autonômica
- Sinais de Alerta
-
- Dificuldade respiratória grave
- Fraqueza rápida com piora
- Alteração na fala
- Dificuldade de deglutição
- Dor torácica intensa
- Evolução Natural
- Progressão em dias a semanas; recuperação pode levar meses.
- Complicações Possíveis
- Falência respiratória Disautonomia Dor neuropática crônica Trombose por imobilidade Complicações de imobilização
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Fraqueza ascendente com parestesias; ENMG e LCR com dissociação albuminocit.
- Exames Laboratoriais
- LCR com proteína elevada; células normais Hemograma normal PCR pode estar normal Testes de infecção conforme suspeita Marcadores autoimunidade se indicado
- Exames de Imagem
- RM/ENMG não é imagem; excluir compressões Ressonância de Plexo se necessário Radiografia de tórax para complicações respiratórias Tomografia para excluir outras causas
- Diagnóstico Diferencial
-
- Botulismo
- Miastenia gravis
- Polineuropatia diabética aguda
- Polineuropatia tóxica
- Compressão medular
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Diagnóstico tipicamente em dias a semanas após início dos sinais.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Estabilidade, suporte ventilatório se necessário, imunoterapia conforme indicação, reabilitação precoce.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Imunoterapia IVIG2 Plasmaférese3 Suporte ventilatório4 Cuidados de suporte5 Reabilitação precoce
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Fisioterapia Reabilitação Pneumologia Cuidados Intensivos
- Tempo de Tratamento
- Duração variável; semanas a meses, com resposta gradual.
- Acompanhamento
- Acompanhamento neurológico e evolução da reabilitação.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva geralmente boa com recuperação parcial a total em meses.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce da reabilitação
- Boa resposta à imunoterapia
- Função respiratória preservada
- Sem complicações graves
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Fraqueza respiratória prolongada
- Disautonomia persistente
- Forma axonal AMSAN
- Recuperação lenta
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode diminuir durante recuperação; reabilitação melhora bem-estar.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção específica; manter saúde e vacinação conforme orientação.
- Medidas Preventivas
-
Higiene das mãosVacinação atualizadaTratamento oportuno de infecçõesCuidados respiratóriosHigiene alimentar
- Rastreamento
- Não há rastreamento preventivo; diagnóstico depende de sinais clínicos e exames.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
GBS é contagioso.
não transmite entre pessoas; infecção antecedente ocorre.
não há tratamento.
imunoterapia e reabilitação ajudam muito.
sempre é fatal.
maioria se recupera; sequelas variam.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou neurologista; pronto atendimento se difícil respirar.
- Especialista Indicado
- Neurologista
- Quando Procurar Emergência
- Falta de ar, confusão, ou piora rápida requer atendimento imediato.
- Linhas de Apoio
- Disque Saúde 136 SUS Central de Atendimento Central de Apoio ao Paciente
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.