Enxaqueca sem aura
Enxaqueca sem aura
Resumo
Dor de cabeça forte sem aura, crises recorrentes; há tratamento e apoio.
Identificação
- Código Principal
- G43.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Migraine without aura
- Nome em Inglês
- Migraine without aura
- Outros Nomes
- Enxaqueca sem aura • Cefaleia migrânea sem aura • Migraine sem aura
- Siglas Comuns
- MOA MWOA MOA-S
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
- Categoria Principal
- Neurodoenças e cefaleias
- Subcategoria
- Enxaqueca sem aura
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Cerca de 12% da população adulta mundialmente.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: estimativas entre 7-12% dos adultos.
- Faixa Etária Principal
- 25-55 anos
- Distribuição por Sexo
- Predomina em mulheres
- Grupos de Risco
- História familiar Estresse Distúrbios do sono Qualidade de vida baixa Fatores hormonais
- Tendência Temporal
- Diagnóstico mais rápido favorece tratamento; tendência estável.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Ativação das vias trigeminovasculares com CGRP e inflamação neurovascular.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Neurovascular bem estabelecido com liberação de CGRP e sensibilização de vias dolorosas.
- Fatores de Risco
- História familiar Alterações hormonais Uso irregular de sono Consumo excessivo de cafeína Alcoolismo social
- Fatores de Proteção
- Rotina de sono estável Hidratação adequada Dieta equilibrada Atividade física regular
- Componente Genético
- Contribui; herança poligênica eleva risco relativo.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor pulsante, típica, com fotofobia e náusea; piora com esforço.
- Sintomas Frequentes
-
Dor unilateral ou bilateralNáuseaVômitosFotofobiaFadigaInquietação
- Sinais de Alerta
-
- Dor súbita muito intensa
- Nova cefaleia após 50 anos
- Fraqueza focal
- Confusão
- Alteração de fala
- Evolução Natural
- Sem tratamento, crises variam; profilaxia reduz frequência e gravidade.
- Complicações Possíveis
- Limitação de atividades Ansiedade Uso excessivo de analgésicos Privação de sono Redução de produtividade
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Crises recorrentes com características típicas e exclusão de outras causas.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Funcao tiroide Exames de inflamação Teste de urina ou gravidez PCR se indicado
- Exames de Imagem
- RMN para excluir etiologia TC cabeça se precisar Neuroimagem quando crise é atípica Avaliação neurológica
- Diagnóstico Diferencial
-
- Cefaleia tensional
- Enxaqueca com aura
- Sinusite
- Tumor cerebral
- Cefaleia por medicamentos
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Meses a anos, dependendo dos gatilhos e acesso a especialistas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Identificar gatilhos, reduzir crises, orientar estilo de vida e cuidado com medicações
- Modalidades de Tratamento
-
1 Tratamento agudo com triptanos2 Profilaxia com betabloqueadores3 Antieméticos4 Terapias comportamentais5 Terapias não farmacológicas
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Dor Medicina de Familia Oftalmologia Psiquiatria
- Tempo de Tratamento
- Varia; geralmente meses a anos, ajustes conforme resposta
- Acompanhamento
- Consultas regulares para ajuste terapêutico e educação sobre gatilhos
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com manejo adequado, impacto tende a reduzir; qualidade de vida pode melhorar.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa resposta a tratamento
- Identificação de gatilhos
- Adesão
- Ajuste de la profilaxia
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Frequência alta
- Uso excessivo de analgésicos
- Comorbidades
- Dificuldade de acesso a cuidado
- Qualidade de Vida
- Pode manter boa qualidade usando manejo eficaz e apoio social
Prevenção
- Prevenção Primária
- Identificar gatilhos, sono regular, hidratação e alimentação estável.
- Medidas Preventivas
-
Sono estávelHidrataçãoGestão do estresseDieta equilibradaLimitar álcool e cafeína
- Rastreamento
- Não há rastreio de rotina; procure avaliação se houver sinais neurológicos.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor de cabeça comum não é grave.
enxaqueca pode incapacitar, mas tratamento reduz impacto.
é coisa de mulheres apenas.
afeta homens e mulheres; menos comum, porém ocorre.
chocolate sempre provoca crises.
gatilhos variam; alguns pacientes toleram chocolate.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou neurologista; avalie orientações.
- Especialista Indicado
- Neurologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita muito intensa com déficit neurológico deve ir a pronto atendimento.
- Linhas de Apoio
- 135 – SUS 0800-000-0000 – Apoio Saúde Contato da sua gestão local
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.