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cid fratura perna
CID-10

Fratura da perna (tíbia e fibúla)

Fratura da perna

Resumo

Fratura da perna é quebra do osso da perna, dolorida, com necessidade de imobilização ou cirurgia e reabilitação.

Identificação

Código Principal
S82
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fratura de tíbia e fíbula
Nome em Inglês
Fracture of tibia and fibula
Outros Nomes
Fratura tibial • Fratura fibular • Fratura de perna • Fratura da tíbia • Fratura da fíbula
Siglas Comuns
S82 Fr tibia/fibula FT-PERNA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Lesões traumáticas
Subcategoria
Fraturas de osso longo da perna
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global de fraturas de perna associada a trauma, com picos em jovens ativos e idosos.
Prevalência no Brasil
Brasil com altas taxas ligadas a acidentes de trânsito e quedas.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e idosos
Distribuição por Sexo
Masculino predominante entre jovens; relação equilibrada em idosos.
Grupos de Risco
osteoporose trauma de alto impacto idade avançada uso de corticoides fraturas prévias
Tendência Temporal
Estável a levemente crescente pela urbanização e mobilidade.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma mecânico direto ou indireto que quebra tíbia e fibúla.
Mecanismo Fisiopatológico
Carga axial, torção ou impacto pode gerar fratura; vascularização local influencia cura.
Fatores de Risco
osteoporose treinamento inadequado idade avançada corticosteroides fraturas prévias densidade óssea baixa
Fatores de Proteção
nutrição adequada atividade física regular proteção em esportes boa densidade óssea
Componente Genético
Contribuição genética modesta à densidade óssea; não determina fratura isolada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda com deformidade visível e incapacidade de andar.
Sintomas Frequentes
dor intensa
edema
deformidade
hematoma
mobilidade limitada
crepitação
Sinais de Alerta
  • dor que piora com movimento
  • perda de pulso distal
  • parestesia prolongada
  • dor severa mesmo com analgésicos
  • fratura aberta com sangramento
Evolução Natural
Sem tratamento adequado, pode ocorrer desalinhamento e atraso na consolidação
Complicações Possíveis
retardo de consolidação pseudoartrose infecção (fratura aberta) lesão nervosa isquemia/necrose avascular

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor, deformidade e confirmação radiográfica; TC/RM quando necessário
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Eletrólitos Glicose
Exames de Imagem
Radiografia de membros inferiores (AP/Lateral) Tomografia RM Angio se vascular comprometida
Diagnóstico Diferencial
  • entorse grave
  • luxação tibiofibular
  • lesões de ligamentos
  • fraturas de outros ossos da perna
  • dor musculoesquelética difusa
Tempo Médio para Diagnóstico
Imediato com radiografia; outros exames conforme necessidade

Tratamento

Abordagem Geral
Reduzir deslocamento, alinhar fragmentos, imobilizar e controlar dor; cirurgia quando instável
Modalidades de Tratamento
1 imobilização com gesso
2 fixação interna
3 fixação externa
4 cirurgia de redução aberta
5 reabilitação precoce
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Anestesiologia Radiologia Fisioterapia Enfermagem
Tempo de Tratamento
Depende da fratura; típicamente 6 a 24 semanas
Acompanhamento
Consultas regulares, radiografias periódicas, ajuste de reabilitação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Consolidação com calo ósseo; retorno funcional bom com adesão à reabilitação
Fatores de Bom Prognóstico
  • fratura simples
  • boa perfusão distal
  • idade jovem
  • adesão à reabilitação
Fatores de Mau Prognóstico
  • fratura aberta
  • instabilidade
  • comorbidades graves
  • retardo de consolidação
Qualidade de Vida
Retorno gradual da mobilidade melhora a qualidade de vida com apoio profissional

Prevenção

Prevenção Primária
Proteção em esportes, prevenção de quedas, treino de força e equilíbrio
Medidas Preventivas
treinamento de equilíbrio
uso de proteção em esportes
ambiente seguro em casa
calçados adequados
nutrição com cálcio e vitamina D
Rastreamento
Densitometria óssea em risco; avaliação de quedas e densidade óssea

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; complicações elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com padrões de tráfego e urbanização diferentes.

Perguntas Frequentes

1 Preciso de cirurgia sempre?
Nem toda fratura exige cirurgia; avaliação ortopédica define indicação.
2 Como sei se é fratura?
Dor, deformidade e dificuldade para apoiar o pé; procure atendimento rápido.
3 Tempo de recuperação?
Varia; geralmente semanas a meses com reabilitação.
4 Como prevenir?
Fortaleça músculos, calcio/vitamina D, cuide do ambiente e proteja-se.
5 Papel da reabilitação?
Restabelece movimento, força e equilíbrio para retornar às atividades.

Mitos e Verdades

Mito

fratura da perna sempre exige cirurgia.

Verdade

muitos casos curam com imobilização adequada.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

nem toda fratura requer cirurgia; depende da estabilidade.

Mito

dieta não afeta recuperação.

Verdade

cálcio, vitamina D e treino ajudam na cicatrização.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Pronto-socorro em caso de dor intensa, deformidade ou incapacidade
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Dor severa com deformidade, sangramento ou dormência distal
Linhas de Apoio
Central de Saúde 136 SAMU 192 Polos de reabilitação

CIDs Relacionados

S82.0 S82.1 S82.2 S82.3 S82.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.