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cid fingindo doente
CID-10

Transtorno factício de fingimento de doença

Fingimento de doença

Resumo

Conceito de fingimento de doença; precisa cuidado ético e apoio psicossocial

Identificação

Código Principal
F68.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno factício
Nome em Inglês
Factitious Disorder
Outros Nomes
Simulação de doença • Fingimento de sintomas • Transtorno factício • Doença fingida • Fingimento patológico
Siglas Comuns
TFD TrFactício FDIS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais e comportamentais
Subcategoria
Fingimento de doença
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; diagnóstico é incomum, com subregistro em serviços de saúde
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; reconhecido como raro
Faixa Etária Principal
adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Leve predileção pelo sexo feminino
Grupos de Risco
Uso frequente de serviços de saúde Histórico de hospitalizações repetidas Transtornos de personalidade Rede de apoio instável Estresse crônico
Tendência Temporal
Geralmente estável, variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem psicossocial complexa com busca de validação social
Mecanismo Fisiopatológico
Processos cognitivos e emocionais; sintomas simulados com finalidade psicológica
Fatores de Risco
Uso frequente de serviços de saúde Histórico de hospitalizações Transtornos de personalidade Fatores sociais de vulnerabilidade Estresse crônico
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a psicoterapia Educação em saúde Relacionamento terapêutico forte
Componente Genético
Contribuição genética não estabelecida; maioria provável ambiental

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queixa de sintomas médicos sem base orgânica confirmada
Sintomas Frequentes
Dor crônica sem causa
Fadiga inespecífica
Dor de cabeça frequente
Distúrbios gastrointestinais transitórios
Paralisias ou déficits simulados
Alterações sensoriais simuladas
Sinais de Alerta
  • Inconsistência entre queixas e exames
  • Mudanças abruptas de história clínica
  • Procura repetida por procedimentos
  • Resultados repetidamente normais
Evolução Natural
Persistência sem tratamento adequado, variando conforme suporte
Complicações Possíveis
Exames desnecessários Iatrogenia Conflitos médicos Impacto psicossocial Custos elevados

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sintomas simulados sem ganho externo; avaliação clínica consistente; exclusão de doença real
Exames Laboratoriais
Hemograma normal Biochemica normal Renal/hepática estáveis Inflamação ausente Função metabólica normal
Exames de Imagem
Raio-X normal RM sem alterações TC sem foco patológico
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de somatização
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão grave
  • Transtornos de personalidade
  • Doenças reais não detectadas
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; pode levar anos até confirmação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Ética, empatia, reduzir exames desnecessários, suporte psicossocial, vínculo terapêutico
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia cognitivo-comportamental
2 Terapia psicodinâmica
3 Gestão de estresse
4 Educação em saúde
5 Apoio social
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Assistência social Enfermeiros
Tempo de Tratamento
Duração variável; acompanhamento contínuo
Acompanhamento
Consultas regulares e monitoramento de bem-estar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia muito; melhora com relação terapêutica e apoio
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa aliança terapêutica
  • Rede de apoio estável
  • Redução de exames
  • Acesso a psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas frequentes
  • Isolamento social
  • Comorbidades graves
  • Uso intensivo de serviços sem melhora
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento adequado e suporte constante

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde, evitar diagnóstico precipitado, promover cuidado real
Medidas Preventivas
Reavaliação de necessidade de exames
Documentação clínica clara
Apoio psicossocial
Treinamento de equipes
Promoção de autocuidado
Rastreamento
Reduzir encaminhamentos desnecessários; avaliação clínica criteriosa

Dados no Brasil

Casos de internação são pouco comuns
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada quando não há doenças reais
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais relatos em centros urbanos e terciários

Perguntas Frequentes

1 O que é transtorno factício?
Fingimento de doença para atrair atenção, sem ganho externo
2 Isso é uma doença verdadeira?
Sim, é transtorno mental com sofrimento real, precisa de cuidado
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica cuidadosa e exclusão de doenças reais
4 Existe cura?
Tratamento envolve psicoterapia e apoio social; melhora com tempo
5 Posso me prevenir?
Educação em saúde, buscar cuidado real, evitar hospitalizações desnecessárias

Mitos e Verdades

Mito

é apenas fingimento consciente

Verdade

é transtorno com sofrimento psicológico real

Mito

não tem tratamento

Verdade

psicoterapia ajuda muito; cuidado multidisciplinar

Mito

afeta apenas adultos

Verdade

pode surgir em diferentes faixas etárias; diagnóstico cuidadoso

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Clínica de família, psicólogo ou psiquiatra com abordagem ética
Especialista Indicado
Psicólogo ou psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Dor severa, confusão, risco de dano ou agressão
Linhas de Apoio
0800-123-4567 Núcleos de saúde mental locais Disque sua cidade

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.