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cid fibrose pulmonar
CID-10

Fibrose Pulmonar Idiopática

Fibrose pulmonar idiopática, IPF

Resumo

Doença crônica que endurece pulmões, dificultando respirar.

Identificação

Código Principal
J84.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fibrose pulmonar idiopática (IPF), doença fibrosante crônica do parênquima pulmonar segundo OMS.
Nome em Inglês
Idiopathic Pulmonary Fibrosis
Outros Nomes
Fibrose pulmonar idiopática • IPF • Fibrose intersticial pulmonar • Doença pulmonar fibrosante idiopática • Fibrose do parênquima pulmonar
Siglas Comuns
IPF FPI DPI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVII - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças fibrosantes do pulmão
Subcategoria
Doença fibrosante intersticial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 2,8–9 por 100 mil por ano, variações por critério diagnóstico.
Prevalência no Brasil
Brasil sem dados consolidados; IPF presente, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 50 e 70 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre os sexos, leve predomínio masculino.
Grupos de Risco
Tabagismo Exposição a poeiras Poluição do ar Refluxo gastroesofágico História familiar
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem desconhecida; genética e fatores ambientais contribuem.
Mecanismo Fisiopatológico
Cicatrização intersticial excessiva levando à fibrose e restrição de difusão.
Fatores de Risco
Tabagismo Genética familiar Exposição ocupacional a poeiras Poluição do ar Idade avançada Refluxo
Fatores de Proteção
Não fumar Ambiente com controle de poeiras Vacinação atualizada Tratamento de refluxo adequado
Componente Genético
Contribuição genética identificada em alguns casos; não é determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dispneia progressiva de esforço com tosse seca.
Sintomas Frequentes
Tosse seca persistente
Dispneia ao esforço
Fadiga
Tolerância reduzida ao exercício
Crepitações basais
Dor torácica leve
Sinais de Alerta
  • Hipoxemia grave
  • Insuficiência respiratória
  • Infecções respiratórias
  • Dor torácica intensa
  • Confusão mental
Evolução Natural
Progressão lenta com queda gradual da função pulmonar sem tratamento
Complicações Possíveis
Hipertensão pulmonar Cor pulmonale Insuficiência respiratória Infecções respiratórias graves Queda da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, HRCT com UIP e exclusão de causas secundárias.
Exames Laboratoriais
Hemograma Função renal Função hepática Gasometria arterial Anticorpos ANA/ENA se suspeita
Exames de Imagem
HRCT de alta resolução com UIP Radiografia de tórax complementar Ecocardiograma TC com quantificação de fibrose
Diagnóstico Diferencial
  • DPOC com fibrose
  • Sarcoidose fibrosante
  • DIP (doença intersticial pulmonar)
  • DPI associada a doença autoimune
  • DIP não especificada
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses até confirmação, muitas vezes menos de um ano

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar para retardar progressão e manter qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Antifibróticos (nintedanib, pirfenidibe)
2 Reabilitação respiratória
3 Oxygenoterapia conforme necessidade
4 Controle de comorbidades
5 Transplante pulmonar em casos selecionados
Especialidades Envolvidas
Pneumologia Radiologia Reabilitação Respiratória Geriatria Genética Clínica
Tempo de Tratamento
Duração contínua, com monitoramento a cada 3-6 meses.
Acompanhamento
Visitas regulares a cada 3-6 meses, avaliação de função e imagem.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Curso variável; queda gradual da capacidade pulmonar ao longo dos anos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Função pulmonar preservada
  • Baixa extensão de fibrose
  • Resposta estável ao tratamento
  • Idade não avançada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Fibrose extensa na HRCT
  • Baixa função basal
  • Hipertensão pulmonar
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Impacto diário na respiração, sono e atividades; suporte multidisciplinar ajuda.

Prevenção

Prevenção Primária
Evitando irritantes respiratórios; não fumar.
Medidas Preventivas
Não fumar
Proteção em ambientes com poeira
Vacinação atualizada
Controle de refluxo
Gerenciamento de comorbidades
Rastreamento
Avaliação regular de função pulmonar e imagem conforme necessidade.

Dados no Brasil

Variam conforme região; IPF aumenta internações relacionadas.
Internações/Ano
Mortalidade elevada, depende de comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Sul com maior detecção; Norte/Nordeste menos dados.

Perguntas Frequentes

1 Qual é o principal sinal da doença?
Falta de ar progressiva com esforço, associada a tosse seca.
2 Existe cura?
Doença crônica; antifibróticos retardam progressão, não curam.
3 Como fica o diagnóstico?
História clínica, HRCT com UIP e exclusão de outras causas.
4 Quais as opções de tratamento?
Antifibróticos, reabilitação, manejo de comorbidades e, se indicado, transplante.
5 É possível prevenir?
Não há prevenção direta; evitar irritantes respiratórios ajuda.

Mitos e Verdades

Mito

cigarro é única causa.

Verdade

IPF pode ocorrer sem tabagismo.

Mito

antifibróticos curam IPF.

Verdade

retardam progressão, não curam.

Mito

idade impede tratamento.

Verdade

pacientes de meia-idade também são vistos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica ou pneumologista; buscar avaliação.
Especialista Indicado
Pneumologista.
Quando Procurar Emergência
Dificuldade súbita ou piora rápida da respiração.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS CAPs Linha IPF

CIDs Relacionados

J84.1 J84.10 J44.9 J43.9 R09.89

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.