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cid febre reumatica
CID-10

Febre Reumática Aguda

febre reumática

Resumo

Resumo direto sobre FRA, sinais, diagnóstico e prevenção.

Identificação

Código Principal
I00
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Febre reumática aguda (OMS)
Nome em Inglês
Acute Rheumatic Fever
Outros Nomes
febre reumática aguda • FRA • cardite reumática • doença autoimune pós-estreptocócica • inflamação cardíaca reumática
Siglas Comuns
FRA ARF RR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças inflamatórias autoimunes
Subcategoria
FRA aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; concentra-se onde faringites não tratadas elevam risco.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; FRA menos comum com tratamento adequado.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos
Distribuição por Sexo
Predomínio feminino leve
Grupos de Risco
Saneamento precário Faringite não tratada Baixo acesso à saúde Crianças em escola Condições de vida pobres
Tendência Temporal
Queda gradual em áreas com diagnóstico precoce e antibiótico.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Resposta autoimune desencadeada por infecção de garganta por Streptococcus pyogenes.
Mecanismo Fisiopatológico
Autoimunidade por similaridade antigênica com tecidos cardíacos
Fatores de Risco
Tratamento inadequado de faringites Saneamento precário Acesso limitado a serviços Densidade populacional Desinformação sobre doenças Desigualdade social
Fatores de Proteção
Tratamento adequado de faringites Profilaxia antibiótica quando indicada Acesso rápido a saúde Higiene adequada
Componente Genético
Predisposição genética moderada, modula resposta imune

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Artrite migratória dolorosa de grandes articulações
Sintomas Frequentes
Artrite migratória
Cardite reumática
Nódulos subcutâneos
Eritema marginado
Coreia de Sydenham
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa
  • Dificuldade respiratória
  • Desmaio repentino
  • Edema agudo
  • Taquicardia extrema
Evolução Natural
Sem tratamento pode evoluir para dano valvar crônico
Complicações Possíveis
Cardiopatia valvar crônica Insuficiência cardíaca Arritmias Endocardite reumática

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de Jones: artrite, cardite, nodulos, eritema marginado, coreia; evidência de infecção estreptocócica.
Exames Laboratoriais
ASO elevado DNase B elevado VHS/CRP elevados Leucocitose leve Hemograma
Exames de Imagem
Ecocardiograma ECG Radiografia de tórax Avaliação cardíaca seriada
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite infecciosa
  • Lúpus juvenil
  • Artrite séptica
  • Refluxo cardíaco
  • Outras síndromes inflamatórias
Tempo Médio para Diagnóstico
1-4 semanas desde início de sinais articulares

Tratamento

Abordagem Geral
Desfecho depende de faringite tratada, alívio inflamatório e monitoramento cardíaco
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos para faringite
2 Anti-inflamatórios
3 Profilaxia antibiótica de longo prazo
4 Manejo da cardite
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Cardiologista Reumatologista Pediatra Infectologista
Tempo de Tratamento
Curto para faringite; profilaxia contínua conforme necessidade
Acompanhamento
Consultas regulares e ecocardiogramas seriados

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, desfecho favorável; danos podem ser evitados
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Cardite leve
  • Monitoramento regular
  • Profilaxia eficaz
Fatores de Mau Prognóstico
  • Cardite grave
  • Dano valvar crônico
  • Acesso limitado a saúde
  • Atraso no diagnóstico
Qualidade de Vida
Impacto mínimo entre crises e recuperação adequada

Prevenção

Prevenção Primária
Tratamento eficaz de faringite estreptocócica para evitar FRA
Medidas Preventivas
Tratamento rápido de faringite
Profilaxia antibiótica quando indicada
Higiene adequada
Acesso oportuno a saúde
Vacinação conforme disponibilidade
Rastreamento
Ecocardiografia periódica para monitorar valvopatia

Dados no Brasil

Números modestos, dependem da região e vigilância.
Internações/Ano
Baixos, mais relacionados a complicações cardíacas crônicas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior ocorrência em áreas com saneamento precário e acesso limitado.

Perguntas Frequentes

1 Definição de febre reumática?
Inflamação que pode seguir infecção estreptocócica não tratada.
2 Quais sinais são comuns?
Artrite, cardite, nodulos, eritema marginado, coreia.
3 Como é feito o diagnóstico?
Critérios clínicos e sorológicos somados a infecção recente.
4 Como prevenir recidivas?
Tratamento adequado de faringite e profilaxia quando indicada.
5 Impacto no dia a dia?
Acompanhamento médico regular ajuda a manter qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

FRA aparece apenas em crianças.

Verdade

FRA ocorre também em adultos, com manejo adequado.

Mito

antibióticos curam FRA.

Verdade

antibióticos evitam fraudes, porém não curam danos já existentes.

Mito

FRA é inevitável após gripe.

Verdade

FRA decorre de faringite não tratada; prevenção é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento ao surgirem dor torácica ou artrite forte
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Dor no peito súbita, falta de ar, desmaio
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Postos de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.