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cid febre a esclarecer
CID-10

Febre de etiologia indefinida

Febre de causa não identificada

Resumo

Febre persistente sem causa clara exige avaliação médica cuidadosa.

Identificação

Código Principal
R50.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Febre de origem desconhecida (Fever of Unknown Origin) segundo OMS
Nome em Inglês
Fever of Unknown Origin
Outros Nomes
Febre de etiologia indefinida • Febre inespecífica • Febre de origem não esclarecida
Siglas Comuns
FUO FOU FOD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XXI - Doenças infecciosas e febre inespecífica
Categoria Principal
Sintomas e sinais clínicos
Subcategoria
Febre de origem desconhecida
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial variável conforme etiologia local e surtos.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta variação regional com acesso a diagnóstico.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição próxima entre sexos, com variações regionais
Grupos de Risco
Viajantes Imunossupressão VIH Pacientes hospitalizados Doentes com câncer
Tendência Temporal
Tendência estável globalmente, com flutuações locais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa primária multifatorial, incluindo infecciosas e inflamatórias.
Mecanismo Fisiopatológico
Resposta inflamatória desencadeia febre por citocinas e defesa do hospedeiro.
Fatores de Risco
Imunossupressão VIH Transplante de órgãos Quimioterapia Idade avançada Comorbidades
Fatores de Proteção
Vacinação completa Higiene adequada Acesso rápido a cuidados de saúde Saneamento
Componente Genético
Influência genética provável em algumas etiologias, não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre persistente com duração variável.
Sintomas Frequentes
Febre >38,0°C
Sudorese noturna
Astenia
Dor de cabeça
Perda de peso gradual
Dor abdominal leve
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com etiologias subjacentes.
Complicações Possíveis
Desidratação Desnutrição Insuficiência orgânica Choque séptico em casos graves Doenças crônicas agravadas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico por exclusão após avaliação clínica, exames laboratoriais e estudos direcionados.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/VS Hemocultura seriada Sorologias básicas Perfil metabólico
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Ultrassom abdominal TC ou RM conforme necessidade Ecografia de órgãos
Diagnóstico Diferencial
  • Infecções graves não tratadas
  • Doenças autoimunes
  • Neoplasias
  • Tuberculose extrapulmonar
  • Inflamações crônicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de semanas até definição etiológica

Tratamento

Abordagem Geral
Monitoramento cuidadoso, alívio de febre e busca de etiologia.
Modalidades de Tratamento
1 Hidratação
2 Antitérmicos conforme necessidade
3 Tratamento etiológico se identificado
4 Acompanhamento
5 Internação quando indicado
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Infectologista Imunologista Pediatra Neurologista
Tempo de Tratamento
Duração depende da etiologia; pode ser semanas a meses.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sinais e exames.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da etiologia; resolução é comum com manejo adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Etiologia clara rapidamente
  • Resposta clínica rápida
  • Sem falência de órgãos
  • Acesso a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Desidratação severa
  • Imunossupressão
  • Multiplas infecções
  • Falência de órgãos
Qualidade de Vida
Impacto variável; melhora com resolução diagnóstica.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, vacinação, saneamento, acesso rápido a cuidados.
Medidas Preventivas
Vacinação completa
Higiene das mãos
Evitar contato com fontes infecciosas
Cuidados com doenças crônicas
Monitoramento de saúde
Rastreamento
Avaliação de febre prolongada com orientação médica oportuna.

Dados no Brasil

Números de internação variam conforme etiologia.
Internações/Ano
Óbitos variam conforme etiologia e acesso a diagnóstico.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menor acesso podem apresentar atrasos.

Perguntas Frequentes

1 Como definir febre de origem desconhecida?
Febre persistente sem etiologia definida após avaliação clínica e exames.
2 Quais exames são úteis para FUO?
Hemograma, sorologias, culturas, marcadores inflamatórios, conforme suspeita.
3 Quando indicar internação?
Desidratação, instabilidade ou piora clínica requerem internação.
4 Qual é o prognóstico?
Depende da etiologia; muitos casos resolvem com manejo adequado.
5 Como prevenir FUO?
Prevenção envolve higiene, vacinação e procura precoce por atendimento.

Mitos e Verdades

Mito

febre constante é sempre grave.

Verdade

causas variam; febre pode ter etiologias simples.

Mito

antibióticos curam FUO sem diagnóstico.

Verdade

antibióticos indicados apenas se infecção bacteriana.

Mito

FUO ocorre apenas em adultos.

Verdade

crianças também podem apresentar FUO.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica geral ou pronto atendimento para febre persistente.
Especialista Indicado
Clínico geral ou infectologista.
Quando Procurar Emergência
Se houver confusão, dificuldade respiratória, dor torácica aguda.
Linhas de Apoio
Linha de apoio saúde local Contato SUS regional Telefones úteis

CIDs Relacionados

R50.9 R50.0 R50.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.