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cid faringoamigdalite
CID-10

Faringoamigdalite aguda

dor de garganta com amígdalas inflamadas

Resumo

Dor de garganta com amígdalas inchadas; melhora com hidratação e descanso.

Identificação

Código Principal
J03.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Tonsilite acuta cum faringite assoc
Nome em Inglês
Acute pharyngotonsillitis
Outros Nomes
faringite aguda • amigdalite aguda • faringoamigdalite • tonsilite aguda • inflamação de garganta
Siglas Comuns
FTA FAG TOA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças das vias respiratórias superiores
Subcategoria
Faringite e amigdalite agudas
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: faringoamigdalite comum em crianças; 5-10% de visitas por dor de garganta.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais indicam pico na infância; sazonalidade no frio.
Faixa Etária Principal
Crianças 5-14 anos, também adultos jovens
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino em algumas séries
Grupos de Risco
crianças em creches ambiente escolar alta convivência comunitária fatores de higiene infecções repetidas
Tendência Temporal
tende a estável com variações sazonais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção viral predominante; vírus como adenovírus e rinovírus; bacteriana menos comum.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da mucosa faríngea e amígdalas pela resposta imune a agentes infecciosos.
Fatores de Risco
crianças pequenas ambiente escolar alta convivência comunitária fatores de higiene histórico de faringite
Fatores de Proteção
higiene das mãos evitar compartilhamento de utensílios boa hidratação ambiente limpo
Componente Genético
Predisposição genética para inflamação das vias aéreas pode existir.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
dor de garganta súbita, pior ao engolir
Sintomas Frequentes
dor de garganta
febre baixa a moderada
amígdalas vermelhas e inchadas
dor de cabeça
inchaço do pescoço
fala leve
Sinais de Alerta
  • dificuldade para engolir
  • respiração rápida
  • fala alterada
  • dor torácica
  • vômitos persistentes
Evolução Natural
melhora em 3-7 dias na maioria; bacteriana pode exigir antibiótico
Complicações Possíveis
abscesso periamigdaliano otite média sinusite bacteriana desidratação disfagia significativa

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história clínica compatível; Hiperemia faríngea e amígdalas; teste rápido quando indicado
Exames Laboratoriais
Teste rápido de Streptococcus cultura de garganta hemograma se suspeita bacteriana PCR viral multiplex serologia quando suspeita de mononucleose
Exames de Imagem
Radiografia de pescoço apenas se abscesso suspeito TC garganta se complicações
Diagnóstico Diferencial
  • laringite
  • mononucleose
  • rinite
  • sinusite
  • faringite alérgica
Tempo Médio para Diagnóstico
1-3 dias desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de dor e febre; antibióticos usados apenas se estreptococo confirmado
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos
2 antitérmicos
3 antibióticos quando indicado
4 gargarejos com solução salina
5 descanso
Especialidades Envolvidas
Clínica médica Pediatria Otorrinolaringologia Enfermagem Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
3-10 dias conforme agente e resposta
Acompanhamento
retornos em 48-72h se febre persistente; monitorar hidratação

Prognóstico

Prognóstico Geral
bom; maioria se recupera sem sequelas
Fatores de Bom Prognóstico
  • resposta rápida ao tratamento
  • infecção viral predominante
  • boa adesão ao manejo
  • diagnóstico precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • comorbidades
  • abscesso
  • desidratação
  • falta de acesso a assistência
Qualidade de Vida
impacto moderado na fase aguda; melhora com alívio sintomático

Prevenção

Prevenção Primária
higiene das mãos, evitar compartilhar utensílios, evitar exposição a vírus
Medidas Preventivas
higiene das mãos
evitar compartilhar talheres
ambiente limpo
controle de irritantes
boa hidratação
Rastreamento
exames preventivos apenas se sintomas se repetem

Dados no Brasil

3.000-7.000
Internações/Ano
0-50
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Sul maiores; Norte menor, sazonal

Perguntas Frequentes

1 Posso curar sem antibiótico?
Caso viral, há cura com hidratação e repouso; antibiótico indicado apenas se estreptococo confirmado.
2 Qual o tempo de incubação?
Geralmente 1-3 dias entre exposição e início dos sintomas.
3 Quando ir ao pronto atendimento?
Procure atendimento se respirar com dificuldade ou febre alta persistente.
4 Existe vacina?
Não há vacina específica; imunizações gerais ajudam a reduzir infecções respiratórias.
5 Posso retornar à escola?
Volte quando estiver em boa hidratação, dor controlada e sem febre.

Mitos e Verdades

Mito

garganta dolorida sempre exige antibiótico.

Verdade

a maioria são virais; antibiótico só com confirmação bacteriana.

Mito

antibiótico cura qualquer dor de garganta.

Verdade

vírus não respondem a antibióticos; uso inadequado gera efeitos.

Mito

null

Verdade

Diagnóstico correto orienta tratamento adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico ou pediatra; atendimento inicial em postos
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória ou desidratação exigem avaliação imediata
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS Central 0800 028 0008 Samu 192

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.