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CID-11

Transtornos mentais e comportamentais

Transtornos mentais

Resumo

Doenças mentais afetam pensamento, humor e comportamento; tratamento disponível.

Identificação

Código Principal
F99
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtornos mentais e comportamentais (CID-11) segundo OMS, classificação internacional de doenças
Nome em Inglês
Mental, Behavioral and Neurodevelopmental Disorders
Outros Nomes
Transtornos psíquicos • Doenças mentais • Distúrbios mentais
Siglas Comuns
TM T.M. DSM-5

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais, comportamentais e neuroses
Categoria Principal
Transtornos mentais
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global elevada; cerca de 25% da população em algum momento vivo.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta alta prevalência, com impacto em jovens e adultos.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Mulheres com maior probabilidade em ansiedade; quadro variável por transtorno
Grupos de Risco
Desigualdade social Adolescentes Mulheres Populações vulneráveis Uso de substâncias
Tendência Temporal
Aumento gradual na prevalência, com maior detecção e crescimento futuro

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas multifatoriais: biológicas, genéticas e ambientais; interação complexa.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção neuroquímica, alterações de sinapses e hiperatividade de circuitos emocionais
Fatores de Risco
Desigualdade social Uso de substâncias Isolamento social Estresse ocupacional História familiar Fatores econômicos
Fatores de Proteção
Acesso a suporte social Rede de saúde mental Educação em saúde Estratégias de coping
Componente Genético
Contribuição genética moderada a alta em muitos transtornos, com herança multifatorial

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Alterações de humor ou ansiedade que afetam o dia a dia
Sintomas Frequentes
Insônia ou sono interrompido
Preocupação excessiva
Alterações de apetite
Fadiga constante
Dificuldade de concentração
Isolamento social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autolesivo
  • Delírios persistentes
  • Hiperatividade extrema
  • Descumprimento de autocuidado
Evolução Natural
Sem tratamento, piora gradual com maior dependência social
Complicações Possíveis
Comorbidades Abuso de substâncias Isolamento social Queda na qualidade de vida Risco suicidário

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica estruturada e critérios CID-11; entrevista padronizada
Exames Laboratoriais
Laboratório básico Avaliações metabólicas Exclusão de outras causas Toxicológico quando indicado Teste de função tireóidea
Exames de Imagem
RM cerebral quando indicado TC para neuroimagem Padrões sugestivos em alguns quadros Não obrigatório na maioria
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade vs estresse
  • Depressão vs luto prolongado
  • Transtorno bipolar vs depressivo
  • Esquizofrenia vs transt sintomático
  • Transtorno de personalidade vs resposta a stress
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia por transtorno; média de semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, psicoterapia, suporte social e planejamento funcional
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Tratamento farmacologico
3 Intervenções psicoeducativas
4 Terapias digitais
5 Reabilitação psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Assistência social Enfermagem Psicopedagogia
Tempo de Tratamento
Variável por transtorno, podendo durar meses
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multiprofissional

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia por transtorno; com tratamento adequado, muitos apresentam melhora significativa
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
  • Detecção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades físicas
  • Uso de substâncias
  • História de suicidio
  • Desemprego prolongado
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte adequado, mantendo autonomia e participação

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental por meio de educação, apoio social e redução de estressores
Medidas Preventivas
Estímulo à convivência social
Diminuição de estressores crônicos
Acesso a tratamento precoce
Educação em saúde mental
Estratégias de coping
Rastreamento
Rastreamento em escolas e locais de trabalho para sinais precoces

Dados no Brasil

Número de internações varia; dados disponíveis por região
Internações/Ano
Óbitos associados a transtornos mentais são significativos, com sub-registro
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em áreas urbanas e regiões com vulnerabilidade social

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais costumam aparecer primeiro?
Mudanças de humor, ansiedade e alterações no sono aparecem cedo
2 Existe cura completa?
Alguns quadros melhoram muito com tratamento, outros permanecem crônicos
3 Como diagnosticar com segurança?
Avaliação clínica, entrevistas padronizadas e critérios CID-11 ajudam
4 Como prevenir recaídas?
Seguir plano terapêutico, apoio social e monitoramento regular
5 Dicas para o dia a dia?
Rotina estável, sono adequado, alimentação saudável e apoio emocional

Mitos e Verdades

Mito

transtornos mentais são fraqueza de caráter

Verdade

há bases biológicas e sociais, tratáveis com cuidado

Mito

pessoas com transtornos são perigosas

Verdade

poucas situações envolvem risco; tratamento reduz impactos

Mito

tratamentos demoram décadas

Verdade

muitos respondem bem a intervenções modernas

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades de saúde mental, CAPS ou psicólogo.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise: ideação suicida, automutilação, comportamento agressivo.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Disque 100

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.