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cid f91 3
CID-10

Transtorno de conduta, início na infância

Conduta desordenada na infância

Resumo

Conduta infantil envolve controle de impulsos, regras e convívio social; tratamento foca em família e escola.

Identificação

Código Principal
F91.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de conduta, início na infância, conforme OMS
Nome em Inglês
Conduct disorder, childhood onset
Outros Nomes
Transtorno de conduta infantil • Conduta desafiadora infantil • Transtorno de conduta na infância • Disciplina desafiada na infância • Conduta disruptiva infantil
Siglas Comuns
TDC CDI CD Infância

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Transtornos mentais e comportamentais da infância
Categoria Principal
Transtorno de conduta
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 2-6% em crianças/adolescentes conforme critérios diagnósticos.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados variados por região; não há cifra única recente.
Faixa Etária Principal
5 a 12 anos
Distribuição por Sexo
Maior em meninos, com subdiagnóstico em meninas
Grupos de Risco
ambiente familiar conturbado violência doméstica baixa supervisão parental problemas escolares exposição a normas agressivas
Tendência Temporal
Estável com variações regionais; impactos sociais podem modificar números.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: biológica, psicológica e social.
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação emocional e impulsividade, com agressão ocasional.
Fatores de Risco
história familiar de transtornos de humor condições socioeconômicas baixas abuso/abandono violência doméstica problemas de disciplina na escola dificuldades de regulacão emocional
Fatores de Proteção
ambiente familiar estável apoio escolar positivo intervenção precoce acesso a suporte psicossocial
Componente Genético
Contribuição genética moderada; interação com ambiente.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desafio persistente de obedecer regras e direitos.
Sintomas Frequentes
brigas frequentes com pares
violência física
desrespeito a regras
mentiras frequentes
fugas de casa
falta de remorso
Sinais de Alerta
  • ameaça de dano a outros
  • crise de raiva grave
  • conflitos com a lei
  • abandono escolar
  • risco de suicídio
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a persistir na adolescência com maior comorbidade.
Complicações Possíveis
Conflitos legais Dificuldades acadêmicas Problemas de relacionamento Isolamento social Impacto familiar

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Padrões persistentes de violação de direitos de outros com duração ≥6 meses.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil bioquímico Avaliação de hormônios Triagem de uso de substâncias Avaliação de função hepática
Exames de Imagem
Raio-X de tórax RM/CT conforme necessidade clínica Avaliação neurológica funcional
Diagnóstico Diferencial
  • TOD
  • Transtorno de humor
  • TDAH
  • Transtorno de personalidade na adolescência
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar meses, exige observação de padrões ao longo do tempo.

Tratamento

Abordagem Geral
Psicossocial com foco familiar, escola e comunidade; reduzir agressões, melhorar convivência diária.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Terapia cognitivo-comportamental adaptada
3 Habilidades sociais
4 Intervenção familiar
5 Plano educativo individual
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria infantil Psicologia clínica Assistente social Pedagogia Atenção básica
Tempo de Tratamento
Duração variável; ajustado conforme evolução.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de comportamento e comorbidades.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; intervenção precoce melhora desfechos sociais.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Ambiente estável
  • Acesso a apoio familiar
  • Engajamento escolar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Risco de violência persistente
  • Baixa adesão ao tratamento
  • Ambiente familiar instável
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode ser moderadamente afetada, com suporte adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Ambiente estável, disciplina positiva, escola segura, acesso a saúde mental.
Medidas Preventivas
Apoio parental
Habilidades sociais na escola
Intervenção precoce
Identificação de sinais
Rede de apoio
Rastreamento
Triagem de comportamento em escolas e unidades de saúde.

Dados no Brasil

Número de internações varia por região; não há cifra única nacional.
Internações/Ano
Óbitos são incomuns; não é mortalidade alta.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos em áreas urbanas, menor em áreas rurais isoladas.

Perguntas Frequentes

1 Qual é a definição de F91.3?
Transtorno de conduta na infância envolve padrões de comportamento com violações de regras e direitos.
2 Quais sinais indicam necessidade de avaliação?
Sinais repetidos de agressão, desrespeito a regras, problemas escolares, e conflito com a lei.
3 Como confirmar diagnóstico?
Avaliação clínica, observação do comportamento ao longo do tempo e exclusão de outras causas.
4 Tratamento envolve medicamentos?
Tratamentos combinam terapia, apoio familiar e escola; uso de medicações depende da gravidade.
5 Posso prevenir?
Prevenção foca em ambiente estável, prevenção de violência e educação emocional.

Mitos e Verdades

Mito

conduta ruim é apenas caráter

Verdade

fatores ambientais influenciam; intervenção muda o curso.

Mito

apenas meninos são afetados

Verdade

há apresentação em meninas; diagnóstico pode atrasar.

Mito

medicação é sempre indicada

Verdade

medicamentos não são primeira linha; depende da gravidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS ou UBS com equipe multiprofissional de saúde mental infantil.
Especialista Indicado
Psiquiatria infantil
Quando Procurar Emergência
Agressão grave, risco de dano, ou autoagressão requer pronto atendimento.
Linhas de Apoio
CVV 188 Cap. de Saúde Mental Local Samu 192 em emergências

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.