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cid f900
CID-10

Transtorno de hiperatividade com início na infância

TDAH infantil

Resumo

TDAH é déficit de atenção com hiperatividade; cuidado com manejo diário.

Identificação

Código Principal
F90.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Distúrbio de hiperatividade com início na infância, tipo hiperativo
Nome em Inglês
Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder
Outros Nomes
Transtorno de hiperatividade • TDAH • Distúrbio de atenção com hiperatividade • Desordem de hiperatividade
Siglas Comuns
TDAH ADHD TDH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos Mentais e do Comportamento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno de hiperatividade com início na infância
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa entre 3% e 5% de crianças e adolescentes no mundo
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais semelhantes; variações regionais
Faixa Etária Principal
Crianças 6-12 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em meninos
Grupos de Risco
Historia familiar de TDAH Prematuridade Ambiente com excesso de stimuli Toxinas ambientais Conflitos familiares
Tendência Temporal
Estável com avanços de diagnóstico e tratamento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: biologia neural + fatores ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações na dopamina e circuitos fronto-estriatais
Fatores de Risco
História familiar de TDAH Prematuridade Ambiente com excesso de estímulos Toxinas ambientais Conflitos familiares Problemas de sono
Fatores de Proteção
Rotina estável Estimulação adequada Apoio escolar efetivo Boa relação familiar
Componente Genético
Contribuição genética significativa; hérencia observada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Hiperatividade e desatenção marcantes
Sintomas Frequentes
Dificuldade de manter a atenção
Desorganização recorrente
Esquecimentos frequentes
Impulsividade
Interrupções na fala
Dificuldade em seguir instruções
Sinais de Alerta
  • Agressividade grave
  • Risco de automutilação
  • Queda no desempenho escolar
  • Desnutrição grave
  • Sinais psiquiátricos incomuns
Evolução Natural
Sem tratamento, podem ocorrer prejuízos educacionais e sociais
Complicações Possíveis
Fracasso escolar Baixa autoestima Conflitos familiares Transtornos de ansiedade Uso de substâncias na adolescência

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios ICD-10/DSM: desatenção, hiperatividade e impulsividade presentes 6 meses
Exames Laboratoriais
Avaliação de saúde Exames básicos Nenhum exame definitivo Avaliação de sono Avaliação nutricional
Exames de Imagem
RM/CT não obrigatórios Solicitados quando necessário Avaliação de comorbidades Neuropediatria pode considerar
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtorno de conduta
  • Dislexia
  • Transtorno de humor
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente entre 6 e 12 anos

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: educação, ajustes ambientais, terapia comportamental, suporte escolar
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Treinamento de habilidades sociais
3 Suporte escolar
4 Apoio familiar
5 Intervenção psicossocial
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neuropediatria Psicologia Psicopedagogia Psiquiatria infantil
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo ao longo da infância e adolescência
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, evolução positiva e boa participação escolar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Ambiente escolar estruturado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Diagnóstico tardio
  • Baixo suporte familiar
  • Fatores socioeconômicos baixos
Qualidade de Vida
Pode manter boa qualidade de vida com estratégias adequadas

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce, ambiente estável, sono adequado, suporte familiar
Medidas Preventivas
Rotina regular
Ambiente de estudo organizado
Sono suficiente
Participação escolar
Suporte emocional
Rastreamento
Avaliação quando há sinais; não há rastreamento de rotina

Dados no Brasil

Varia por ano; não há número fixo
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; comorbidades elevam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior frequência em áreas com serviços de saúde bem estruturados

Perguntas Frequentes

1 Como entender o que é TDAH?
Conjunto de sinais de atenção, hiperatividade e impulsividade que aparecem na infância.
2 Como saber se meu filho tem TDAH?
Avaliação clínica por profissional, observação escolar e testes complementares.
3 Tratamentos são seguros para crianças?
Sim, com acompanhamento médico; envolve terapia comportamental e apoio escolar.
4 TDAH persiste na vida adulta?
Pode, mas com manejo adequado muitos adultos funcionam bem.
5 Como prevenir recaídas durante a adolescência?
Mantendo rotina estável, adesão ao plano e apoio escolar.

Mitos e Verdades

Mito

TDAH é preguiça ou má criação.

Verdade

é neurobiológico, com bases científicas.

Mito

medicação sempre vicia.

Verdade

risco baixo com monitoramento adequado.

Mito

adultos não têm TDAH.

Verdade

pode persistir; diagnóstico tardio é possível.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou médico de família ao notar sinais
Especialista Indicado
Pediatra ou neuropsicólogo
Quando Procurar Emergência
Procure atendimento se houver crise grave ou risco iminente
Linhas de Apoio
136 - Disque Saúde 0800-777-0000

CIDs Relacionados

F90.1 F90.2 F98.8 F80.0 F81.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.