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cid f840 o que significa
CID-10

Transtorno do espectro autista

Autismo

Resumo

TEA são transtornos do desenvolvimento com sinais na infância, variando amplamente.

Identificação

Código Principal
F84.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Autistic Disorder (F84.0)
Nome em Inglês
Autistic Disorder
Outros Nomes
TEA • ASD • Transtorno autista
Siglas Comuns
TEA ASD TEA-ASD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Transtornos do desenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do espectro autista
Subcategoria
Autismo clássico
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de 1-2% da população infantil, com variação por critérios diagnósticos.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas 0,8-1,5% da infância.
Faixa Etária Principal
Infância até adolescência
Distribuição por Sexo
Predomina levemente no sexo masculino
Grupos de Risco
Histórico familiar Baixo acesso a diagnóstico Prematuridade Complicações gestacionais Defeitos genéticos raros
Tendência Temporal
Aumento por maior conscientização e critérios diagnósticos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética com fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Desenvolvimento neural atípico com conectividade alterada.
Fatores de Risco
Histórico familiar Idade materna avançada Parto complicado Prematuridade Baixo peso ao nascer Infecções gestacionais
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Ambiente social rico Intervenção precoce Acesso a serviços de saúde
Componente Genético
Hereditário; múltiplos genes com pequenas contribuições.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade na comunicação e interação social, interesses repetitivos.
Sintomas Frequentes
Dificuldade com contato visual
Atraso na linguagem
Gestos limitados
Interesses repetitivos
Rotinas rígidas
Dificuldade social
Sinais de Alerta
  • Atraso no desenvolvimento da fala
  • Pouca resposta ao nome
  • Perda de habilidades
  • Desinteresse social acentuado
  • Descargas repetitivas intensas
Evolução Natural
Sem intervenção, déficits persistem; com apoio, ganhos funcionais.
Complicações Possíveis
Dificuldades de aprendizagem Ansiedade Problemas de sono Conflitos familiares Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica de comunicação, socialização e padrões repetitivos.
Exames Laboratoriais
Genética quando indicado Triagem metabólica Avaliação psicológica Audição Exames conforme necessidade
Exames de Imagem
RM cerebral EEG se convulsões Neuroimagem conforme indicação Ultrassom craniano em bebês
Diagnóstico Diferencial
  • Atraso global do desenvolvimento
  • Transtorno de linguagem
  • Deficiência intelectual
  • Transtorno do processamento sensorial
  • TDH (TDHA)
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente entre 2-3 anos; diagnóstico pode vir mais tarde.

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com foco em comunicação, comportamento e inclusão.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Terapia da fala
3 Terapia ocupacional
4 Intervenção educativa precoce
5 Apoio familiar
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psicologia Fonoaudiologia Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração variável; inicia precoce e continua ao longo da vida
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia; com intervenção, ganhos funcionais significativos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Família estável
  • Boa adesão
  • Escola inclusiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Epilepsia
  • Baixo apoio social
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte; foco em autonomia e participação.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir fatores de risco obstétricos e incentivar estimulação precoce.
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Ambiente interativo
Acesso a serviços de saúde
Apoio à família
Educação inclusiva
Rastreamento
Rastreamento de desenvolvimento na infância para intervenções precoces.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; comorbidades elevam.
Internações/Ano
Não comum como causa principal.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em áreas com serviços especializados.

Perguntas Frequentes

1 TEA pode ser curado?
Não há cura; foco em habilidades funcionais.
2 É possível aprender a falar?
Sim, com fonoaudiologia e intervenção precoce.
3 O TEA aparece cedo?
Sinais aparecem nos primeiros anos; diagnóstico pode vir depois.
4 A vida escolar é desafiadora?
Com apoio, inclusão é viável e benéfica.
5 Pode conviver com outras condições?
Sim; comorbidades comuns, tratamento conjunto ajuda.

Mitos e Verdades

Mito

TEA envolve atraso mental.

Verdade

inteligência varia amplamente.

Mito

Autismo impede socializar.

Verdade

com apoio, socializam e comunicam.

Mito

causas são apenas ambientais.

Verdade

genética é importante; ambiente também.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Pediatra para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista
Quando Procurar Emergência
Crise ou risco imediato vão ao pronto-socorro.
Linhas de Apoio
Centros de apoio Ligue 188 0800-xxx

CIDs Relacionados

F84.0 F84.1 F84.2 F84.8 F84.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.