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cid f840
CID-11

Transtorno do Espectro Autista

Autismo

Resumo

TEA envolve diferenças no desenvolvimento; intervenção precoce ajuda.

Identificação

Código Principal
F84.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtorno do neurodesenvolvimento com variações na comunicação
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
TEA • Transtorno Autista • Autismo Spectrum • Transtorno do Espectro Autista • Autistismo
Siglas Comuns
TEA ASD TEA-DSM5

Classificação

Capítulo CID
Capítulo de transtornos do neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno do Espectro Autista
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global 0,6-1,5% da população, com variações por método
Prevalência no Brasil
Brasil estima 0,8-1,2% da população, com sub-regionalidade
Faixa Etária Principal
Sinais aparecem nos primeiros anos, pico entre 2-4 anos
Distribuição por Sexo
Predominância masculina, cerca de 4:1
Grupos de Risco
Histórico familiar de TEA Baixo peso ao nascer Complicações perinatais Gênero masculino
Tendência Temporal
Detecção maior com conscientização, tendência estável

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial; genética relevante com contribuições ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações na conectividade neural e desenvolvimento de circuitos sociais
Fatores de Risco
Histórico familiar TEA Idade paterna avançada Baixo peso ao nascer Transtornos do sono infantis Exposição ambiental
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Ambiente enriquecido Acesso a serviços Apoio familiar
Componente Genético
Predisposição genética com múltiplos genes envolvidos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade na comunicação social e interesses restritos
Sintomas Frequentes
Atraso no desenvolvimento da fala
Dificuldade de contato visual
Interesses repetitivos
Rotinas rígidas
Dificuldade em entender emoções
Dificuldades de socialização
Sinais de Alerta
  • Ausência de resposta ao nome
  • Perda de habilidades já adquiridas
  • Ausência de comunicação de formas diversas
  • Dificuldade em brincar com pares
  • Repetições incomuns
Evolução Natural
Persistem sintomas sem intervenção, com variação de impacto
Complicações Possíveis
Dificuldades de aprendizado Problemas de socialização Ansiedade Problemas de linguagem Desafios familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica detalhada, entrevistas, escalas como ADOS-2/ADI-R, exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Triagem auditiva Avaliação de desenvolvimento Avaliação de linguagem Testes de levantamento de comorbidades Não há biomarcador único
Exames de Imagem
RM em pesquisa Ecografia de cranio Avaliação funcional conforme necessidade Não rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de linguagem
  • Deficiência intelectual
  • TDAH
  • Ansiedade infantil
  • Distúrbios do espectro
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente entre 3-4 anos, com variações

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com foco em comunicação e habilidades adaptativas
Modalidades de Tratamento
1 Intervenção comportamental
2 Terapia de linguagem
3 Treinamento de habilidades sociais
4 Apoio escolar
5 Apoio familiar
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neuropediatria Fonoaudiologia Terapia ocupacional Psicologia
Tempo de Tratamento
Contínuo ao longo da infância e adolescência
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar e metas claras

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme suporte; intervenção precoce melhora comunicação
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Apoio familiar
  • Acesso a serviços
  • Adesão ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades severas
  • Déficit sensorial
  • Baixa adesão ao tratamento
  • Impacto significativo na escola
Qualidade de Vida
Pode ser boa com suporte adequado e inclusão

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce, ambiente afetuoso e saúde materna
Medidas Preventivas
Estimulação sensorial/linguagem
Intervenção precoce
Acesso a serviços
Escolas inclusivas
Apoio familiar
Rastreamento
Avaliação periódica por pediatra; monitorar desenvolvimento

Dados no Brasil

Internações por TEA são incomuns; maioria é ambulatória
Internações/Ano
Óbitos são raros quando isolado, não comum
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais registros onde há acesso a diagnóstico e serviços

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais aparecem cedo?
Sinais incluem atraso na fala, pouca interação social e interesses repetitivos.
2 TEA é doença ou diferença de desenvolvimento?
Não é doença; é uma diferença de neurodesenvolvimento com variações.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, histórico, escalas e exclusão de outras causas.
4 É possível prevenir TEA?
Não há prevenção definitiva; foco em detecção precoce e intervenção.
5 Qual a participação da família no tratamento?
Família funciona como parte essencial, apoiando participação e rotinas.

Mitos e Verdades

Mito

TEA implica atraso mental constante.

Verdade

inteligência varia; muitos têm desempenho normal ou alto.

Mito

diagnóstico atrasa a vida da criança.

Verdade

diagnóstico precoce facilita intervenção e aprendizado.

Mito

TEA é causado por alimentação inadequada.

Verdade

dieta não cura; fatores genéticos e do desenvolvimento pesam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou neuropediatra e serviços de saúde mental
Especialista Indicado
Neuropediatra ou psiquiatra infantil
Quando Procurar Emergência
Crises, risco de autoagressão ou convulsões: procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
Linha de apoio ao TEA local Associações de famílias TEA Centros de suporte comunitário

CIDs Relacionados

F84.0 F84.1 F84.9 R46.0 Z13.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.