contato@nztbr.com
cid f84 1
CID-10

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Autismo

Resumo

TEA envolve variações no comportamento infantil; diagnóstico precoce facilita intervenções.

Identificação

Código Principal
F84.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista (TEA) – OMS
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
Transtorno autista • TEA • Autismo infantil • Espectro autista
Siglas Comuns
TEA ASD TEA-CLI

Classificação

Capítulo CID
Cap. X - Transtornos do Espectro Autista
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Espectro autista
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~1% de crianças; variações por metodologia.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas 0,2-1% infantil; variabilidade por estudo.
Faixa Etária Principal
Crianças, diagnóstico comum entre 2-6 anos
Distribuição por Sexo
Masculino mais frequente, ~4:1
Grupos de Risco
História familiar de TEA Idade paterna avançada Gêmeos/irmaos com TEA Condições do neurodesenvolvimento Prematuridade
Tendência Temporal
Aumento da detecção e conscientização

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação genética com fatores ambientais na formação neural
Mecanismo Fisiopatológico
Conectividade neural alterada; processamento social e linguagem
Fatores de Risco
História familiar de TEA Idade paterna avançada Gêmeos/irmãos com TEA Condições neurológicas associadas Pré-natal complicações Prematuridade
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Ambiente estável Intervenção precoce de desenvolvimento Apoio familiar contínuo
Componente Genético
Contribuição genética elevada; herdabilidade grande

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldades de comunicação e interação social
Sintomas Frequentes
Dificuldade de contato visual
Interesses restritos
Comportamentos repetitivos
Dificuldade de linguagem
Rotinas rígidas
Desafios sociais
Sinais de Alerta
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem
  • Perda de marcos de linguagem
  • Dificuldade persistente com pares sociais
  • Irritabilidade extrema
  • Atraso motor
Evolução Natural
Sem intervenção, atraso acentuado no desenvolvimento e socialização
Complicações Possíveis
Dificuldades escolares Ansiedade Problemas de sono Baixa autoestima Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de TEA: dificuldades na comunicação, interação social e padrões restritos de comportamento, com início na infância.
Exames Laboratoriais
Hemograma normal Perfil metabólico normal Avaliação auditiva para excluir deficiência Avaliação do desenvolvimento Genética quando indicado
Exames de Imagem
RMN estrutural não patológica Neuroimagem não diagnóstica TC não rotineira Neuroimagem em pesquisa
Diagnóstico Diferencial
  • Atraso de linguagem
  • Transtornos de linguagem
  • Transtornos de ansiedade social
  • Deficiências intelectuais
  • Transtornos de comunicação
Tempo Médio para Diagnóstico
2-3 anos após surgirem sinais

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção precoce integrada com foco em comunicação, socialização e vida prática.
Modalidades de Tratamento
1 Intervenção precoce intensiva
2 Terapia da fala
3 Terapia ocupacional
4 Apoio educacional
5 Treinamento de habilidades sociais
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neuropediatria Fonoaudiologia Psicologia Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração depende de metas; geralmente anos
Acompanhamento
Consultas multidisciplinares a cada 3-6 meses, conforme idade e progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia; intervenção precoce melhora comunicação e habilidades sociais
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Boa adesão familiar
  • Linguagem preservada
  • Perfil cognitivo estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades associadas
  • Déficit de linguagem
  • Baixa resposta à intervenção
  • Condições neurológicas associadas
Qualidade de Vida
Impacto moderado; melhora com apoio educacional e terapias.

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce na primeira infância para apoiar o desenvolvimento.
Medidas Preventivas
Estimulação de linguagem precoce
Rotina previsível
Ambiente sensorial adequado
Participação familiar
Acesso a serviços de intervenção
Rastreamento
Triagens de desenvolvimento na pediatria de rotina

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em áreas urbanas; acesso mais difícil no interior.

Perguntas Frequentes

1 O TEA é igual a autismo?
TEA descreve um conjunto de transtornos com variações; autismo é parte do espectro.
2 Qual a idade típica de diagnóstico?
Sinais aparecem nos primeiros anos; avaliação precoce é essencial.
3 Existe cura?
Não há cura única; intervenções melhoram comunicação e habilidades.
4 Como se diagnostica?
Avaliação multidisciplinar, histórico, observação e testes de linguagem.
5 Pode ser prevenida?
Prevenção não é garantida; estímulo precoce favorece o desenvolvimento.

Mitos e Verdades

Mito

TEA é causado por má criação.

Verdade

envolve fatores neurológicos; não culpa dos pais.

Mito

TEA some com a idade.

Verdade

pode persistir; apoio adequado ajuda.

Mito

todos com TEA têm deficiência intelectual.

Verdade

variações são comuns; muitos têm QI normal.

CIDs Relacionados

F84.0 F84.2 F84.5 F84.9 F84.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.