Deficiência intelectual moderada
Deficiência intelectual moderada
Resumo
Deficiência intelectual moderada: atraso cognitivo com necessidade de apoio educativo e familiar.
Identificação
- Código Principal
- F71
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Deficiência intelectual moderada (transtorno do desenvolvimento intelectual, ICD-11)
- Nome em Inglês
- Moderate intellectual disability
- Outros Nomes
- deficiência intelectual moderada • deficiência cognitiva moderada • transtorno do desenvolvimento intelectual moderado
- Siglas Comuns
- DI CID-F71 ID
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Deficiências intelectuais
- Subcategoria
- Deficiência intelectual moderada
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- congenita
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam 1-3% da população com deficiência intelectual moderada.
- Prevalência no Brasil
- Parcela próxima de 1-2% da população brasileira.
- Faixa Etária Principal
- Infância e adolescência
- Distribuição por Sexo
- Proporção aproximadamente igual entre sexos
- Grupos de Risco
- Síndromes genéticas associadas Prematuridade e baixo peso ao nascer Infecções congênitas Exposição a álcool/drogas Condições perinatais complicadas
- Tendência Temporal
- Tendência estável com variações regionais
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem neurodesenvolvimental multifatorial, com fatores genéticos, ambientais e gestacionais
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações no desenvolvimento neural que afetam cognição e habilidades adaptativas
- Fatores de Risco
- Genética de alta penetrância Gestação de alto risco Baixo peso ao nascer Exposição teratogênica Ambiente com baixa estimulação Fatores socioeconômicos
- Fatores de Proteção
- Estimulação precoce Ambiente rico em estímulos Acesso a saúde de qualidade Intervenção multidisciplinar
- Componente Genético
- Hereditabilidade presente em síndromes, variações genéticas podem estar associadas
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Déficits de aprendizagem e raciocínio com funcionamento adaptativo reduzido
- Sintomas Frequentes
-
Atraso na fala e linguagemDificuldade de leitura e escritaProblemas de raciocínio simplesMemória de curto prazo baixaDificuldade em atividades diáriasDesafios de socialização
- Sinais de Alerta
-
- Retardo de desenvolvimento acentuado
- Perda de marcos de desenvolvimento
- Mudanças súbitas no comportamento
- Convulsões novas
- Dificuldade acentuada de comunicação
- Evolução Natural
- Perfil cognitivo estável sem intervenção; melhoria com apoio adequado
- Complicações Possíveis
- Dificuldade escolar Autonomia reduzida Problemas de comunicação Dependência de suporte Risco de exclusão social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- QI entre 35-49 com déficit adaptativo; início no desenvolvimento
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Bioquímica geral Teste genético quando indicado Avaliação metabólica Níveis de tóxicos se necessário
- Exames de Imagem
- RM/TC cerebral conforme necessidade Neuroimagem para etiologia quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno do espectro autista
- Transtornos de aprendizagem
- Atraso Global do Desenvolvimento
- Deficiências sensoriais não associadas
- Condições neurometabólicas
- Tempo Médio para Diagnóstico
- 2 a 4 anos após atraso identificado
Tratamento
- Abordagem Geral
- Apoio educacional, terapia ocupacional, estímulo social e família engajada
- Modalidades de Tratamento
-
1 Intervenção educativa precoce2 Terapia da fala3 Fisioterapia/Terapia ocupacional4 Apoio psicossocial5 Treinamento de vida diária
- Especialidades Envolvidas
- Pediatria Neuropediatria Psicologia Fonoaudiologia Educação especial
- Tempo de Tratamento
- Contínuo ao longo da vida, com avaliações periódicas
- Acompanhamento
- Consultas multidisciplinares a cada 6-12 meses; ajuste conforme evolução
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perfil estável com apoio; autonomia possível com intervenção
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce
- Estimulação educativa
- Rede de apoio
- Acesso a serviços
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Baixa estimulação
- Comorbidades graves
- Acesso limitado a serviços
- Atraso no diagnóstico
- Qualidade de Vida
- Pode ser boa com inclusão social, educação adequada e suporte
Prevenção
- Prevenção Primária
- Controles pré-natais, estímulo precoce e ambientes educativos saudáveis
- Medidas Preventivas
-
Estimulação precoceEducação inclusivaAcesso à saúdeApoio familiarVacinação completa
- Rastreamento
- Avaliação de desenvolvimento anual, monitoramento psicológico e pedagógico
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
DI impede aprender
com apoio, aprendem e progridem
DI é só genética
fatores genéticos, ambientais e desenvolvimento
DI impede trabalhar
inclusão laboral é possível com ajustes
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: encaminhamento a equipe multidisciplinar
- Especialista Indicado
- Pediatra/Neuropediatra ou psicólogo infantil
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões, sangramento grave, descompensação médica
- Linhas de Apoio
- Disque DI Brasil: 0800-000-0000 CBIA: suporte familiar
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.