Deficiência intelectual moderada
Deficiência intelectual moderada
Resumo
Deficiência intelectual moderada afeta aprendizado e funcionamento diário.
Identificação
- Código Principal
- F71.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (ICD-11) Deficiência intelectual
- Nome em Inglês
- Moderate Intellectual Disability
- Outros Nomes
- Deficiência intelectual moderada • Transtorno do desenvolvimento intelectual • Déficit intelectual moderado • Deficiência cognitiva moderada • Disfunção intelectual moderada
- Siglas Comuns
- DI moderada ID moderada Transtorno intelectual moderado
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtorno do desenvolvimento
- Subcategoria
- Moderada
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: deficiência intelectual moderada afeta cerca de 0,5-1,0% da população.
- Prevalência no Brasil
- Brasil estima prevalência entre 0,6-1,0%.
- Faixa Etária Principal
- infância precoce (aparecendo antes dos 6 anos)
- Distribuição por Sexo
- aproximadamente equilibrada entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- ambiente com baixa estimulação condições genéticas baixa qualidade educativa baixa nutrição materna exposição a toxinas
- Tendência Temporal
- estável com melhorias educacionais
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem neurobiológica com déficit intelectual persistente
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações no desenvolvimento neural levam a déficits cognitivos e limitações funcionais.
- Fatores de Risco
- genética prematuridade baixo peso ao nascer exposição materna a álcool núcleo familiar com poucos recursos infeccoes maternas
- Fatores de Proteção
- estimulação precoce ambiente enriquecido nutrição adequada acesso a serviços de saúde
- Componente Genético
- Contribuição genética comum, com padrões autossômicos.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade de aprendizado com impacto nas habilidades diárias.
- Sintomas Frequentes
-
dificuldade de leitura e matemáticabaixa linguagem expressivadificuldade com planejamento diárioproblemas de memória de curto prazodificuldade com habilidades adaptativasdificuldade de socialização
- Sinais de Alerta
-
- retardo no desenvolvimento antes dos 5 anos
- falta de progressão escolar
- função adaptativa muito abaixo do esperado
- dificuldade persistente de comunicação
- tensões associadas sem explicação médica
- Evolução Natural
- sem intervenção, função cognitiva permanece estável; com apoio, melhora a autonomia
- Complicações Possíveis
- dificuldade educacional persistente autonomia limitada exclusão social risco de saúde mental baixa qualidade de vida
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- QI abaixo da média e déficits adaptativos com avaliação clínica.
- Exames Laboratoriais
- hemograma completo bioquímica geral níveis de ferritina TSH/FT4 genética quando indicado
- Exames de Imagem
- RM cerebral para excluir malformações RMN se etiologia genética suspeita ultrassom de crânio não específico TC apenas se necessário
- Diagnóstico Diferencial
-
- distúrbio do espectro autista
- transtornos de linguagem
- paralisia cerebral
- dificuldades de aprendizagem
- deficiência sensorial
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia com acesso; diagnóstico comum na infância
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem centrada em educação, suporte familiar e reabilitação precoce.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Intervenção educativa2 Terapia ocupacional3 Fonoaudiologia4 Treinamento de vida diária5 Apoio psicossocial
- Especialidades Envolvidas
- Pediatria Neuropsicologia Fonoaudiologia Terapia Ocupacional Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Contínuo, ao longo da vida
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 6-12 meses ou conforme necessidade
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; com intervenção, melhor autonomia e qualidade de vida
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Intervenção precoce
- ambiente estável
- educação individualizada
- adesão familiar
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- falta de acesso a serviços
- comorbidades não tratadas
- baixa estimulação
- isolamento social
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado, com apoio adequado; participação social possível
Prevenção
- Prevenção Primária
- Saúde materna e estimulação precoce para reduzir impactos
- Medidas Preventivas
-
Estimulação precoceAmbiente enriquecidoNutrição adequadaAcesso a saúdePlanejamento familiar
- Rastreamento
- Monitoração do desenvolvimento na infância com avaliações periódicas
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
DI impede aprender, verdade? com boa intervenção, aprendem.
Com estímulos adequados, habilidades melhoram.
DI é culpa dos pais, não é verdade
Condições neurológicas, não culpa.
Tratamento rápido resolve tudo
Intervenção contínua melhora funcionamento.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Unidades de saúde da família e CAPS
- Especialista Indicado
- Pediatra ou neurologista infantil
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de convulsões, desidratação, ou agressão grave
- Linhas de Apoio
- Disque 136 Disque 160 CVV 188
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.