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cid f700
CID-10

Deficiência intelectual

Deficiência intelectual

Resumo

Deficiência intelectual: dificuldade em aprender, com suporte para autonomia.

Identificação

Código Principal
F700
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Deficiência intelectual conforme CID-10 F70-F79, classificação OMS
Nome em Inglês
Intellectual Disability
Outros Nomes
Retardo mental leve • Deficiência intelectual • Atraso intelectual • Baixa capacidade intelectual • Discapacidade cognitiva
Siglas Comuns
DI RI F70

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do desenvolvimento cognitivo
Subcategoria
Deficiência intelectual (nível leve a moderado)
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1-3% da população possui deficiência intelectual.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência semelhante globalmente, com variação por método de estudo.
Faixa Etária Principal
Infância e adolescência
Distribuição por Sexo
Proporção próxima de 1:1 entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Genética Baixo nível socioeconômico Pré-natal inadequado Infecções maternas Pouco estímulo cognitivo
Tendência Temporal
Estabilidade geral; avanços detectam atrasos precocemente, não alteram quase a prevalência

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial, genética em parte, ambiente na outra, quadro neurodevelopmental
Mecanismo Fisiopatológico
Deficiência no desenvolvimento neuronal e sináptico, afetando cognição, linguagem e habilidades adaptativas
Fatores de Risco
Transtornos genéticos Baixo nível socioeconômico Pré-natal inadequado Infecções maternas Estresse familiar
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Nutrição materna adequada Cuidados pré-natais de qualidade Acesso à educação inclusiva
Componente Genético
Contribuição genética relevante em muitos casos, com variações por etiologia específica

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Déficit intelectual com limitações adaptativas
Sintomas Frequentes
Atraso no desenvolvimento motor e de linguagem
Dificuldades de aprendizagem
Dificuldades sociais
Lentidão no raciocínio
Autocuidado limitado
Baixa resolução de problemas
Sinais de Alerta
  • Perda acentuada de habilidades
  • Atraso global pronunciado
  • Baixa adesão escolar
  • Convulsões recorrentes
  • Mudanças bruscas no comportamento
Evolução Natural
Sem intervenção, função permanece estável com variações por gravidade e suporte
Complicações Possíveis
Dificuldades educacionais persistentes Dependência de suporte Problemas de saúde mental Exclusão social Custos familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Déficit adaptativo significativo com QI abaixo de limiar; avaliações funcionais e históricas
Exames Laboratoriais
Avaliação metabólica Perfil genético Exames de sangue geral Avaliação hormonal quando indicado Reações toxicológicas
Exames de Imagem
RM cerebral Tomografia craniana Ultrassom transfontanela Ecografia craniana
Diagnóstico Diferencial
  • TEA
  • Transtornos de linguagem
  • Deficiências sensoriais
  • Transtornos de aprendizagem
  • Atrasos de desenvolvimento isolados
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com idade de detecção e acesso a serviços de saúde

Tratamento

Abordagem Geral
Suporte educacional, terapias de desenvolvimento, inclusão social e apoio familiar
Modalidades de Tratamento
1 Intervenção educacional individualizada
2 Terapia de fala e linguagem
3 Terapia ocupacional
4 Estimulação precoce
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Neurologia Psiquiatria infantil Pediatria Fisioterapia Terapeutas ocupacionais
Tempo de Tratamento
Duração contínua, com metas funcionais e revisões periódicas
Acompanhamento
Multidisciplinar a cada 3-6 meses, com avaliações de progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com suporte adequado, melhora funcional está estável ao longo da vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Suporte educacional adequado
  • Engajamento familiar
  • Acesso a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade elevada
  • Comorbidades
  • Baixo acesso a serviços
  • Ambiente de vulnerabilidade
Qualidade de Vida
Autonomia limitada sem apoio; com redes adequadas, melhoria significativa aparece

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer saúde pré-natal, nutrição e estimulação infantil
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Educação inclusiva
Acesso a saúde regular
Nutrição materna
Cuidados pré-natais de qualidade
Rastreamento
Rastreamento de atrasos no desenvolvimento na infância

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Regiões com mais diagnóstico precoce não uniformes; impactos regionais

Perguntas Frequentes

1 Deficiência intelectual é herdada?
Pode ter base genética; ambiente também importa; nem toda causa é hereditária.
2 Quais sinais aparecem na infância?
Atraso no desenvolvimento, atraso na linguagem e dificuldade de aprendizagem.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação multidisciplinar com QI, habilidades adaptativas e histórico de vida.
4 Existe cura?
Não há cura; intervenção fortalece habilidades e autonomia ao longo da vida.
5 Como prevenir?
Cuidados pré-natais, estímulo precoce e acesso a serviços de saúde.

Mitos e Verdades

Mito

deficiência resulta de preguiça familiar.

Verdade

envolve genética e ambiente; diagnóstico requer avaliação.

Mito

crianças com ID não aprendem.

Verdade

com apoio, habilidades aparecem e evoluem.

Mito

adultos não podem melhorar.

Verdade

intervenções contínuas promovem ganhos funcionais.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou médico da família; encaminham para equipe multidisciplinar
Especialista Indicado
Pediatra ou Neuropediatra
Quando Procurar Emergência
Convulsões, piora repentina, sinais de sofrimento intenso
Linhas de Apoio
Linha de Apoio à Deficiência Rede de Apoio Familiar Contato local

CIDs Relacionados

F70 F71 F72 F79 F78

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.