Deficiência intelectual leve (CID F70.0)
Deficiência intelectual leve
Resumo
Deficiência intelectual leve aprende com apoio; pode ter boa vida com treino e inclusão.
Identificação
- Código Principal
- F70.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Deficiência intelectual leve, classificação F70.0, termo OMS para limitações intelectuais com prejuízo adaptativo.
- Nome em Inglês
- Mild Intellectual Disability
- Outros Nomes
- Déficit intelectual leve • Discapacidade intelectual leve • Limitações intelectuais leves • DI leve
- Siglas Comuns
- DIL DI leve ID leve
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos mentais
- Subcategoria
- Deficiência intelectual leve
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- leve
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam 1 a 3% da população com deficiência intelectual.
- Prevalência no Brasil
- Brasil acompanha proporção similar ao global, com variações por acesso a diagnóstico.
- Faixa Etária Principal
- Infância e adolescência, com acompanhamento vitalício
- Distribuição por Sexo
- Proporção equilibrada entre sexos.
- Grupos de Risco
- Genética Condições pré-natais Infecção neonatal Baixo estímulo inicial Fatores socioeconômicos
- Tendência Temporal
- Tendência estável com intervenção precoce e suporte familiar.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Causas genéticas e ambientais levando a déficit intelectual.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações no desenvolvimento cerebral que afetam cognição e habilidades para vida diária.
- Fatores de Risco
- Genética Idade materna avançada Baixo nível socioeconômico Condições maternas na gravidez Prematuridade Gravidez de alto risco
- Fatores de Proteção
- Estimulação precoce Cuidados pré-natais adequados Nutrição materna balanceada Acesso a serviços de saúde
- Componente Genético
- Sim, frequentemente envolve fatores genéticos com herança multifatorial.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade de aprendizado, raciocínio e adaptação diária.
- Sintomas Frequentes
-
Atraso na fala e linguagemDificuldade de leitura/escritaBaixa autonomiaDificuldades de socializaçãoApego a rotinasAutocuidado desafiado
- Sinais de Alerta
-
- Perda repentina de habilidades
- Convulsões
- Dor aguda na cabeça com febre
- Alteração súbita de comportamento
- Fraqueza extrema
- Evolução Natural
- Sem intervenção, ganhos limitados; com apoio, melhoria em habilidades adaptativas.
- Complicações Possíveis
- Dificuldade escolar persistente Autonomia reduzida Dependência de cuidadores Risco de exclusão social Saúde mental vulnerável
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Q.I baixo com déficits adaptativos significativos; avaliação clínica e psicométrica.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Perfil metabólico Avaliação genética quando indicado Avaliação tireóidea Triagem metabólica
- Exames de Imagem
- RM/CT craniana apenas se indicado por quadro neurológico
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtornos do espectro autista
- Transtornos de aprendizagem
- Deficiências sensoriais não tratadas
- TDAH com comprometimento
- Condições neurometabólicas
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Diagnóstico comum na infância escolar com confirmação evolutiva.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Apoio multidisciplinar com educação inclusiva, terapias e suporte familiar.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia educacional2 Terapia de fala3 Treinamento de habilidades sociais4 Apoio psicossocial5 Intervenções familiares
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Psiquiatria Fisioterapia Fonoaudiologia Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Plano contínuo ao longo da vida, com metas anuais.
- Acompanhamento
- Consulta multiprofissional anual, ajustes conforme evolução.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com suporte adequado, boa qualidade de vida e autonomia possível.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Apoio familiar estável
- Intervenção educacional precoce
- Acesso a reabilitação
- Adesão ao plano de cuidados
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Baixo acesso a serviços
- Comorbidades médicas
- Dificuldades de socialização
- Isolamento social
- Qualidade de Vida
- Depende do suporte; inclusão e educação melhoram significativamente.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Estimulação precoce, saúde materna e diagnóstico cedo reduzem impactos.
- Medidas Preventivas
-
Estimulação cognitiva diáriaApoio aos cuidadoresEducação inclusivaSaúde materna e neonatalEncaminhamento rápido a reabilitação
- Rastreamento
- Acompanhamento do desenvolvimento e avaliações anuais de habilidades.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Pessoas com DI não aprendem.
Com educação adequada, aprendizado significativo ocorre.
DI vem de má educação parental.
Causas genéticas/ambientais com interação familiar.
Indivíduos com DI não trabalham.
Muitos trabalham com apoio adequado.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou pediatra; encaminhe para rede de educação especial.
- Especialista Indicado
- Neurologista ou geneticista, conforme necessidade.
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões, dor intensa, febre alta com rigidez, piora súbita.
- Linhas de Apoio
- Disque 100 Central de saúde Linha de inclusão
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.