Transtorno da personalidade emocionalmente instável
Borderline, personalidade instável
Resumo
Instabilidade emocional, relações desafiadoras e impulsividade.
Identificação
- Código Principal
- F60.3
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno da Personalidade Emocionalmente Instável
- Nome em Inglês
- Emotionally Unstable Personality Disorder
- Outros Nomes
- Transtorno de Personalidade Instável • Tipo Borderline • Transtorno Borderline • Personalidade Limítrofe • Transtorno da Instabilidade de Personalidade
- Siglas Comuns
- TIP TPI
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de personalidade
- Subcategoria
- Transtorno da personalidade emocionalmente instável
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: 0,5% a 2% da população adulta mundial.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: 0,8% a 1,6% da população adulta.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia-idade
- Distribuição por Sexo
- Maior proporção em mulheres; homens menos afetados
- Grupos de Risco
- Histórico de abuso na infância Ambiente familiar instável Baixa autoestima Condições de saúde mental associadas Uso de substâncias
- Tendência Temporal
- Tendência estável, com variações regionais
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Interação de fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos
- Mecanismo Fisiopatológico
- Regulação emocional alterada com respostas impulsivas
- Fatores de Risco
- Histórico de trauma infantil Ambiente familiar disfuncional Baixa autoestima Uso de substâncias na adolescência Condições de saúde mental associadas Estresse crônico
- Fatores de Proteção
- Acesso a suporte social Terapia psicossocial Vínculos familiares estáveis Educação emocional
- Componente Genético
- Herança moderada; variantes associadas a traços de personalidade
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Instabilidade afetiva com reatividade emocional
- Sintomas Frequentes
-
Mudanças de humor rápidasSentimentos de vazioRelações instáveisComportamento impulsivoAnsiedade socialDissociação em alguns casos
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida com planos
- Comportamento autodestrutivo severo
- Risco de automutilação repetida
- Descontrole agudo de raiva
- Perda de contato com a realidade em crises
- Evolução Natural
- Sem tratamento prolonga sofrimento latente; melhora com psicoterapia
- Complicações Possíveis
- Dificuldades relacionais crônicas Problemas de emprego Uso de substâncias Comorbidades psiquiátricas Isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica com história, entrevistas diagnósticas padronizadas e exclusão de quadros orgânicos
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo TSH Perfil metabólico Avaliação de substâncias Função hepática
- Exames de Imagem
- RM cortical quando indicado TC cabeça para excluir lesões Avaliação neuropsicológica
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar
- Depressão maior com instabilidade
- Transtorno de personalidade narcisista
- TDAH com impulsividade
- Transtorno de ansiedade
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente alguns anos após início dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Terapia psicossocial com foco em regulação emocional e habilidades sociais
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia cognitivo-comportamental adaptada2 Terapia baseada em mentalização MBT3 Terapia de esquemas4 Terapia dialógica5 Gestão de crises
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem de saúde mental Assistência social Psicoterapia
- Tempo de Tratamento
- Varia; geralmente meses a anos com continuidade
- Acompanhamento
- Consultas regulares, monitoramento de risco e adesão ao plano
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com tratamento adequado, melhora funcional; persistência de dificuldades em alguns casos
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Engajamento terapêutico
- Rede de apoio estável
- Baixo consumo de substâncias
- Rotina estruturada
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Comorbidades graves
- Ausência de tratamento
- Risco de autolesão
- Isolamento social extremo
- Qualidade de Vida
- Pode melhorar com manejo adequado e apoio contínuo
Prevenção
- Prevenção Primária
- Criar ambiente estável na infância, promover saúde mental comunitária e educação emocional
- Medidas Preventivas
-
Apoio psicossocial contínuoIntervenção precoceConsolidação de habilidades emocionaisApoio escolar/trabalho estávelRedução de isolamento
- Rastreamento
- Avaliação clínica periódica; não há triagem universal
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
não há melhora com tratamento adequado.
com psicoterapia, muitos mostram melhora funcional.
apenas traços de educação ruim
fatores biológicos, emocionais e ambientais influenciam.
todos apresentam violência
maioria não é agressiva; manifestações são emocionais.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Converse com médico de família ou psicólogo para iniciar.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo clínico
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de risco: pensamentos suicidas com planos, automutilação.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS Central 136
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.