Disfunção sexual psicogênica
Disfunção sexual psicogênica
Resumo
Disfunção sexual psicogênica envolve dificuldades sexuais sem causa física; tratamento foca na psicologia e relacionamento.
Identificação
- Código Principal
- F52
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Disfunção sexual não orgânica (CID-10 F52)
- Nome em Inglês
- Psychogenic Sexual Dysfunction
- Outros Nomes
- Disfunção sexual psicogênica • Distúrbio sexual psicogênico • Disfunção sexual não orgânica
- Siglas Comuns
- FSD F52N DSNOC
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Distúrbios sexuais não orgânicos
- Subcategoria
- Disfunção sexual psicogênica
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência global variável conforme definição, com variações de dezenas a centenas de milhões de adultos.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; tendências semelhantes às globais, com subgrupos diferentes.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia idade
- Distribuição por Sexo
- Distribuição variável entre gêneros, dependendo do subtipo
- Grupos de Risco
- Depressão Ansiedade Uso de antidepressivos Relacionamentos conflituosos Maior idade
- Tendência Temporal
- Tendência estável; avanços terapêuticos ajudam mais por abordagens psicossociais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Multifatorial: fatores psicológicos, relacionais e ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Interferência entre desejo, excitação e resposta orgástica, com fatores psicológicos como ansiedade.
- Fatores de Risco
- Depressão Transtornos de ansiedade Uso de álcool Estresse crônico Conflitos relacionais Idade avançada
- Fatores de Proteção
- Boa comunicação Terapia de casal Saúde geral Apoio social
- Componente Genético
- Influência genética presente em alguns casos, porém multifatorial
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Queixa de desejo ou excitação reduzidos, com dificuldade de resposta sexual
- Sintomas Frequentes
-
Desejo reduzidoDificuldade de excitacaoAusência de orgasmoLubridação reduzidaAnsiedade durante intimidadeEvasão de relação
- Sinais de Alerta
-
- Dor pélvica persistente
- Mudanças bruscas de humor
- Ideias de autolesão com relação sexual
- Perda de desejo súbita com depressão
- Sinais de abuso doméstico
- Evolução Natural
- Sem tratamento, tende a persistir; tratamento conduzir melhora gradual
- Complicações Possíveis
- Baixa autoestima Conflitos conjugais Isolamento social Depressão Ansiedade
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica, excluir causas orgânicas, uso de escalas de desejo e satisfação.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma TSH Prolactina Testosterona Estradiol
- Exames de Imagem
- Ecografia pélvica Ultrassom peniano RM se indicado Ultrassom transvaginal
- Diagnóstico Diferencial
-
- Depressão
- Ansiedade
- Distúrbios hormonais
- Uso de álcool/drogas
- Disfunção orgânica
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Entre semanas a meses, dependendo da disponibilidade de avaliação multidisciplinar.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem biopsicossocial: educação, psicoterapia, e suporte relacional.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia sexual2 TCC3 Terapia de casal4 Educação sexual5 Mudanças no estilo de vida
- Especialidades Envolvidas
- Sexologia Psiquiatria Psicologia clínica Ginecologia Endocrinologia
- Tempo de Tratamento
- Varia conforme resposta; geralmente meses a anos.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, monitoramento de sintomas e ajusta terapias conforme necessidade
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Potencial de melhoria com terapia e relacionamento estável.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa adesão ao tratamento
- Relacionamento estável
- Acesso a psicoterapia
- Saúde mental razoável
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Depressão grave
- Comorbidades hormonais não tratadas
- Uso de álcool/drogas
- Conflitos familiares
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode melhorar com apoio psicossocial e boa comunicação
Prevenção
- Prevenção Primária
- Mantém saúde mental estável, relações saudáveis e estilo de vida equilibrado
- Medidas Preventivas
-
Boa higiene do sonoGestão de estresseTerapia de casalEducação sexualRedução de álcool
- Rastreamento
- Avaliação periódica em consultas de saúde; não há rastreamento formal
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
disfunção sexual é culpa de alguém.
fatores múltiplos interferem, não culpa de alguém.
remédios curam rápido.
terapia e mudanças ajudam; tempo varia.
é só problema masculino.
afeta pessoas de todos os gêneros; tratamento inclusivo.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Converse com médico de família; procure sexologia se disponível
- Especialista Indicado
- Sexólogo ou urologista/ginecologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor aguda, sangramento, ou risco de violência; procure pronto atendimento
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS atendimento 136 Emergência 192
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.