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cid f50
CID-10

Anorexia nervosa

Anorexia nervosa

Resumo

Doença grave de alimentação que pode levar a doenças sérias; tratamento é multidisciplinar.

Identificação

Código Principal
F50.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno alimentar com recusa alimentar, medo de engordar e distorção da imagem corporal.
Nome em Inglês
Anorexia nervosa
Outros Nomes
Anorexia nervosa • Transtorno alimentar • Distúrbio de alimentação • Restrição alimentar severa • Inanição voluntária
Siglas Comuns
AN ED AN nervosa

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e distúrbios comportamentais
Categoria Principal
Transtornos alimentares
Subcategoria
Anorexia nervosa
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre jovens, variando com sexo e cultura.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estima-se abaixo de 1% em adolescentes.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos
Distribuição por Sexo
Predominância feminina ~90%
Grupos de Risco
Baixa autoestima Perfeccionismo extremo Influência de redes sociais História familiar de transtornos Ansiedade associada
Tendência Temporal
Aumento em algumas populações, com maior conscientização.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais que afetam alimentação.
Mecanismo Fisiopatológico
Neuroendócrino complexo com redução de ingesta, alterações de saciedade e fatores metabólicos.
Fatores de Risco
Baixa autoestima Transtornos de ansiedade História familiar Perfeccionismo extremo Ambiente familiar crítico Pressão social
Fatores de Proteção
Redes de apoio familiar Acesso a tratamento precoce Educação e resiliência Rotina estável
Componente Genético
Herança multifatorial com predisposição a transtornos alimentares.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Recusa prolongada de manter peso adequado apesar de baixo peso.
Sintomas Frequentes
Perda de peso rápida
Distorção da imagem corporal
Restrição alimentar severa
Hiperatividade física
Distúrbios menstruais
Fraqueza geral
Sinais de Alerta
  • Perda de peso extrema
  • Hipotensão
  • Taquicardia
  • Desmaio
  • Desidratação
Evolução Natural
Sem tratamento, piora com complicações; com intervenção, melhora gradual.
Complicações Possíveis
Osteoporose Anemia Infertilidade Problemas cardíacos Distúrbios gástricos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios CID-10: peso abaixo do esperado, medo de engordar, distorção da imagem, interrupção do ganho de peso.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil lipídico Função tiroideia Eletrólitos Ferritina
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Densitometria óssea ECG Avaliação cardíaca
Diagnóstico Diferencial
  • Bulimia nervosa
  • Transtorno alimentar restritivo
  • Depressão com perda de apetite
  • Distúrbios da imagem corporal
  • Transtorno alimentar não especificado
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos entre início de sinais e confirmação diagnóstica

Tratamento

Abordagem Geral
Equipe multiprofissional une nutrição, psicoterapia e monitorização médica; foco na re-nutrição e bem-estar.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia Nutricional
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Terapia familiar
4 Acompanhamento endocrinológico
5 Psicoterapia de grupo
Especialidades Envolvidas
Nutrição Psiquiatria Psicologia Endocrinologia Medicina de família
Tempo de Tratamento
Duração depende da resposta, meses a anos.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de peso e saúde mental

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com tempo de sintomas, adesão ao tratamento e suporte familiar.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Apoio familiar estável
  • Bom engajamento terapêutico
  • Peso estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade nutricional avançada
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Impacto significativo na vida social e bem-estar geral

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre alimentação equilibrada e autoimagem desde jovem.
Medidas Preventivas
Promoção de hábitos saudáveis
Redução da pressão social
Apoio escolar
Acesso a saúde mental
Rotina de atividade física equilibrada
Rastreamento
Exames regulares de saúde para peso, crescimento e bem-estar.

Dados no Brasil

Variam por região, dados nacionais limitados.
Internações/Ano
Baixos, comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maiores ocorrências em capitais; acesso distinto por estado.

Perguntas Frequentes

1 A anorexia nervosa precisa de hospitalização?
Depende do peso, função cardíaca e risco; avaliação médica define.
2 Tratamento funciona em jovens?
Sim, com equipe multiprofissional e suporte familiar.
3 Diagnóstico é rápido?
Pode levar tempo; envolve avaliação clínica e nutricional.
4 É possível prevenir recaídas?
Sim, com acompanhamento contínuo e estratégias de coping.
5 Como apoiar alguém com a doença?
Escuta, sem julgamentos, encoraje tratamento e alimentação estável.

Mitos e Verdades

Mito

é vaidade; Verdade: envolve biologia, mente e ambiente.

Verdade

fatores genéticos e neurobiológicos influenciam.

Mito

basta comer mais; Verdade: requer tratamento multidisciplinar.

Verdade

diagnóstico exige avaliação clínica e terapêutica.

Mito

afeta apenas meninas; Verdade: homens e mulheres podem adoecer.

Verdade

tratamento adequado evita complicações graves.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental na sua cidade, ou centro de referência.
Especialista Indicado
Psiquiatra especializado em transtornos alimentares
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta como desmaio, dor no peito, confusão exigem atendimento.
Linhas de Apoio
Disque 188 CVV 188 SUS 136

CIDs Relacionados

F50.0 F50.1 F50.2 F50.8 F50.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.