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cid f44
CID-10

Transtornos dissociativos

Transtornos de dissociação

Resumo

Conjunto de sintomas de dissociação ligado ao trauma e memória.

Identificação

Código Principal
F44
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos dissociativos segundo OMS, condições mentais envolvendo dissociação.
Nome em Inglês
Dissociative Disorders
Outros Nomes
Dissociação clínica • Amnésia dissociativa • Fuga dissociativa • Transtorno de identidade dissociativa • Despersonalização-desrealização
Siglas Comuns
TD TD-D DID

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos dissociativos
Subcategoria
Subtipos dissociativos
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam baixa a moderada, com variações por subtipo.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; critérios diagnósticos variam por estudo.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia idade
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Histórico de trauma infantil Estresse extremo recente Conflitos familiares Comorbidades psiquiátricas Acesso limitado a apoio
Tendência Temporal
Estabilidade global com variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma psicossocial repetido com dissociação como mecanismo de amparo
Mecanismo Fisiopatológico
Conexões cerebrais alteradas pela dissociação em resposta a traumas, com envolvimento de redes de default mode
Fatores de Risco
História de trauma infantil Exposição a violência Ambiente familiar instável Comorbidades psiquiátricas Uso de substâncias
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a psicoterapia Ambiente familiar seguro Educação sobre trauma
Componente Genético
Contribuição genética não determinante; herança moderada descrita

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Memória interrompida associada a eventos traumáticos
Sintomas Frequentes
Amnésia dissociativa
Fugas dissociativas
Despersonalização
Desrealização
Alterações de identidade
Perda de senso de tempo
Sinais de Alerta
  • Sinais de risco para a vida
  • Sinais de automutilação
  • Perda de memória que compromete atividades
  • Confusão aguda
  • Comportamento autolesivo requer avaliação
Evolução Natural
Sem tratamento pode persistir com recaídas; suporte melhora resultado
Complicações Possíveis
Dificuldades de memória Problemas de relacionamento Baixa produtividade Depressão recorrente Abuso de substâncias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica compatível com dissociação, avaliação psicológica e exclusão de causas orgânicas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH B12 Vitamina D Avaliação neurológica
Exames de Imagem
RM craniana TC de crânio RM funcional (quando disponível) Ultrasom se needed
Diagnóstico Diferencial
  • Esquizofrenia
  • Amnésia orgânica
  • Transtornos de humor
  • Transtornos de ansiedade
  • Abuso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar meses; reconhecimento clínico varia

Tratamento

Abordagem Geral
Terapia centrada em trauma, foco na integração de memórias e regulação emocional
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental adaptada
2 Terapia de dessensibilização e reprocessamento
3 Terapia de integração de traumas
4 Terapia interpessoal
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Neurologia Trabalho social Reabilitação psicossocial
Tempo de Tratamento
Duração variável; meses a anos, conforme subtipo
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar a cada 1-3 meses

Prognóstico

Prognóstico Geral
Potencial de melhoria com tratamento adequado; recaídas possíveis
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Diagnóstico precoce
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Trauma não resolvido
  • Presença de comorbidades psiquiátricas
  • Uso intenso de substâncias
  • Desorganização social
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, mantendo rede de apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir traumas, promover resiliência e saúde mental
Medidas Preventivas
Programa de apoio familiar
Acesso a psicoterapia
Redução de estressores
Educação em saúde mental
Rotina estável
Rastreamento
Avaliar sinais de dissociação apenas quando houver suspeita clínica

Dados no Brasil

Números anuais variam; raras internações.
Internações/Ano
Óbitos incomuns; relatos variam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais ocorrências em grandes centros; dados nacionais limitados.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais comuns de dissociação?
Sinais incluem amnésia, despersonalização e mudanças de identidade.
2 A dissociação é sinal de doença grave?
Pode ocorrer em quadros variados; tratamento adequado favorece evolução.
3 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação clínica, entrevistas estruturadas e exclusão de causas médicas.
4 Qual a chance de melhora?
Depende do subtipo e do suporte; muitas pessoas melhoram com terapia.
5 O que fazer no dia a dia?
Mantenha rotina estável, procure ajuda profissional e familiar.

Mitos e Verdades

Mito

dissociação equivale a psicose

Verdade

envolve memória/identidade; delírios não estão presentes.

Mito

remédios curam rapidamente

Verdade

terapia é central; fármacos ajudam com comorbidades.

Mito

todos são violentos

Verdade

comportamento violento não é típico.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure psicólogo ou médico psiquiatra na rede de saúde.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco para a vida exigem atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Disque 160

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.