Distúrtio de adaptação
Transtorno de ajustamento
Resumo
Distúrbio de adaptação é resposta emocional a estresse, com boa chance de recuperação com apoio.
Identificação
- Código Principal
- F43.2
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Distúrbio de adaptação
- Nome em Inglês
- Adjustment Disorder
- Outros Nomes
- Distúrbio de adaptação • Transtorno de ajustamento • Problema de adaptação • Resposta emocional ao estresse • Distúrbio responsivo ao estresse
- Siglas Comuns
- DA TA ADAP
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de adaptação
- Subcategoria
- Distúrbio de adaptação com humor deprimido
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência mundial desconhecida, relatos variam com estressores; frequência menor que outros transtornos mentais.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; relatos em serviços de saúde mental, variações por região.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia idade, 20-50 anos
- Distribuição por Sexo
- Distribuição próxima entre sexos; leve predomínio feminino em alguns cenários.
- Grupos de Risco
- adultos expostos a estresse ocupacional pessoas com trauma prévio pacientes com ansiedade crônica divórcio ou perdas adolescentes sob pressão escolar
- Tendência Temporal
- Tendência estável; aumento de diagnóstico com maior conscientização e acesso a serviços.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Resposta emocional inadequada a estressores identificados, como perdas, mudanças ou trauma.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alteração na resposta ao estresse com disfunção eixo HPA, emoções desorganizadas e alterações comportamentais.
- Fatores de Risco
- estresse acentuado perda de emprego trauma prévio isolamento social problemas de saúde mental preexistentes fatores de vulnerabilidade genética
- Fatores de Proteção
- rede de apoio social abordagem psicossocial precoce estratégias de coping ambiente estável em casa
- Componente Genético
- Contribuição hereditária moderada em alguns indivíduos; genes influenciam vulnerabilidade.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Ansiedade desproporcional a estressor, com inquietação, tristeza e irritabilidade.
- Sintomas Frequentes
-
ansiedade, nervosismohumor deprimidodificuldade no sonofadiga constantedificuldade de concentraçãoreação exagerada a estresse
- Sinais de Alerta
-
- ideação suicida
- perigo de autolesão
- grave piora de ansiedade
- comportamento agressivo
- alucinações agudas
- Evolução Natural
- Sem tratamento, pode persistir ou piorar com estressores repetidos; resposta cognitiva tende a evitar situações.
- Complicações Possíveis
- crise de ansiedade insônia crônica declínio ocupacional isolamento social comorbidade depressiva
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Sofrimento desproporcional ao estressor, prejuízo funcional, início dentro de 3 meses e duração compatível.
- Exames Laboratoriais
- avaliação clínica exames de sangue básicos descartar outros transtornos entrevistas estruturadas inventários
- Exames de Imagem
- não requer exames de imagem de rotina avaliar comorbidades clínicas não indicado como rotina quando necessário
- Diagnóstico Diferencial
-
- transtorno de ansiedade
- depressão maior
- PTSD
- transtorno de ajuste leve
- distimia
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia com acesso a serviços; geralmente semanas.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Psicoterapia focada em estressores, coping e apoio social; medicamentos apenas se indicado.
- Modalidades de Tratamento
-
1 psicoterapia cognitivo-comportamental2 psicoterapia interpessoal3 terapia de apoio4 biofeedback5 orientação familiar
- Especialidades Envolvidas
- psicologia psiquiatria assistência social enfermagem de saúde mental terapia ocupacional
- Tempo de Tratamento
- Varia com gravidade; sessões semanais por 6-12 semanas comuns.
- Acompanhamento
- Consulta inicial semanal, depois quinzenal; ajuste terapêutico conforme resposta.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Geralmente favorável com suporte adequado; alguns casos persistem.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- adesão ao tratamento
- bom apoio social
- identificação precoce
- capacidade de coping
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- diagnóstico tardio
- comorbidades
- estressores contínuos
- falta de apoio
- Qualidade de Vida
- Pode melhorar com suporte adequado, permitindo retorno às atividades diárias.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Atenção a estressores, coping saudável e rede de apoio estável.
- Medidas Preventivas
-
treinamento de resiliênciaeducação em manejo do estresseapoio psicossocialambiente familiar estávelbusca de ajuda ao menor sinal
- Rastreamento
- Avaliação de estressores e saúde mental periodicamente.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
só ocorre com traumas grandes.
mudanças súbitas também podem desencadear.
sempre exige medicação.
psicoterapia pode ser suficiente.
diagnóstico impraticável em jovens.
crianças e adolescentes também podem ser afetados.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure atendimento médico ou psicológico na sua rede de saúde.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Ideação suicida, autolesão, comportamento descontrolado, piora súbita.
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Disque Saúde 166 CAPS local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.