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CID-10

Transtorno de Ansiedade Generalizada

Ansiedade generalizada

Resumo

TAG é ansiedade persistente que atrapalha a vida; tratamento envolve terapia e, se necessário, medicação.

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de ansiedade generalizada, código F41.1
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
TAG • Transtorno de ansiedade generalizada • Ansiedade crônica • Transtorno de ansiedade
Siglas Comuns
TAG GAD TA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos Mentais e de Comportamento
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam TAG em 2-7% da população ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Prevalência similar no Brasil, com subdiagnóstico comum.
Faixa Etária Principal
adultos 18-65 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de ansiedade Estresse ocupacional Trauma Distúrbios do sono Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Padrão estável; não há aumento claro

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição genética moderada com fatores biológicos e sociais.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade da rede de medo, eixo HPA desregulado e alterações de neurotransmissores.
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Estresse crônico Trauma na infância Uso de substâncias Condições médicas crônicas Fatores socioeconômicos
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Rotina estável Hábito de sono
Componente Genético
Contribuição genética moderada; não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação excessiva persistente por meses.
Sintomas Frequentes
Preocupação constante
Fadiga
Dificuldade de concentração
Insônia ou sono excessivo
Tensão muscular
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autolesivo
  • Pensamentos de desespero
  • Dificuldade extrema de dormir
  • Dor no peito persistente
Evolução Natural
Sem tratamento: piora gradual; com tratamento: melhora significativa
Complicações Possíveis
Insônia crônica Isolamento social Baixo rendimento no trabalho Uso de substâncias Depressão associada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Preocupação excessiva na maioria dos dias por >6 meses, com 3+ sintomas
Exames Laboratoriais
TSH normal Glicemia de jejum Perfil lipídico Ferritina
Exames de Imagem
Não requer imagem de rotina Indicação apenas se comorbidade suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno de ansiedade social
  • Depressão maior
  • Transtorno de estresse pós-traumático
  • Hipocondria
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico pode levar meses a anos

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, educação sobre estresse e, quando indicado, medicação
Modalidades de Tratamento
1 TCC
2 Terapia Cognitiva
3 Mindfulness
4 Estilo de vida saudável
5 Farmacoterapia quando necessário
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina da Família Enfermagem em saúde mental Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração variável, semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-8 semanas; ajuste conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento adequado e apoio
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Detecção precoce
  • Bom manejo do estresse
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades depressivas
  • Falta de acesso a tratamento
  • Álcool ou drogas
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; bem-estar aumenta com rotina saudável

Prevenção

Prevenção Primária
Gerenciar estresse, sono adequado, exercício e rede de apoio
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Reduzir estimulantes
Técnicas de relaxamento
Apoio emocional
Rastreamento
Triagem para ansiedade em consultas de depressão

Dados no Brasil

Internações diretas são raras; manejo é majoritariamente ambulatorial.
Internações/Ano
Óbitos diretos são improváveis; foco é funcionalidade.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais serviços em grandes centros urbanos.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais típicos da TAG?
Preocupação excessiva na maior parte dos dias, por meses, com sintomas.
2 TAG pode ser curada?
Tratamento adequado reduz sintomas; remissão é comum.
3 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica detalhada e exclusão de outras causas.
4 Preciso ficar em tratamento para sempre?
Pode exigir acompanhamento a longo prazo, ajustado.
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
Sono regular, atividade física, alimentação equilibrada e apoio social.

Mitos e Verdades

Mito

Ansiedade é fraqueza.

Verdade

É condição médica com bases biológicas e sociais.

Mito

Remédios resolvem tudo rapidamente.

Verdade

Tratamento eficaz envolve psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Mito

A TAG somente ocorre em adultos.

Verdade

Pode surgir na adolescência; adultos também são afetados.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de família, psicologia ou psiquiatria
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou risco imediato exige atendimento urgente
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

F40.0 F42 F43.22 F44.89 F41.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.