Transtorno de ansiedade não especificado
Ansiedade inespecífica
Resumo
Ansiedade não especificada: preocupação prolongada; tratamento envolve psicoterapia e, se necessário, medicação.
Identificação
- Código Principal
- F41.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno de ansiedade não especificado, código F41.9, classificação OMS (CID-10)
- Nome em Inglês
- Unspecified Anxiety Disorder
- Outros Nomes
- Ansiedade não especificada • Transtorno ansioso não especificado • Ansiedade inespecífica • Transtorno sem especificação • Ansiedade não definido
- Siglas Comuns
- TA-NS TA-NSpec F41.9
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de ansiedade
- Subcategoria
- Ansiedade inespecífica
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: 4% a 7% da população ao longo da vida.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: 4% a 7% da vida, com variações regionais.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens e adultos, início comum entre 20 e 40 anos
- Distribuição por Sexo
- Equilíbrio entre os sexos; levemente mais comum em mulheres.
- Grupos de Risco
- Histórico familiar de ansiedade Estresse ocupacional Trauma na infância Isolamento social Problemas de sono
- Tendência Temporal
- Tendência estável globalmente, com variações locais conforme estresse social.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial: genética, neuroquímica e estressores ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações no eixo HPA, desequilíbrios de neurotransmissores e circuito amigdala-hipocampo.
- Fatores de Risco
- Histórico familiar Estresse crônico Trauma infantil Isolamento social Problemas de sono Condições médicas
- Fatores de Proteção
- Apoio social Estratégias de enfrentamento Acesso a serviços Rotina estável
- Componente Genético
- Contribuição genética aumenta risco; não determina destino.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Preocupação excessiva persistente, difícil de controlar.
- Sintomas Frequentes
-
Preocupação constanteInquietação ou agitaçãoFadigaDificuldade de concentraçãoTensão muscularAlterações do sono
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Comportamento de fuga
- Perda de controle emocional
- Crises de ansiedade intensas
- Isolamento extremo
- Evolução Natural
- Sem tratamento pode persistir meses a anos. Treinamento eficaz reduz sintomas.
- Complicações Possíveis
- Distúrbios do sono Problemas de relacionamento Baixa autoestima Uso de substâncias Depressão
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Preocupação diária na maior parte dos dias por >6 meses, com sinais associados.
- Exames Laboratoriais
- Não há marcadores específicos Avaliações para excluir doença orgânica Hemograma Tireoide e exames metabólicos
- Exames de Imagem
- Não essencial para confirmar Usada para excluir outras causas RM/CT apenas se suspeitar comorbidades
- Diagnóstico Diferencial
-
- Depressão maior
- Transtorno de pânico
- Transtorno de ansiedade social
- Transtorno de estresse pós-traumático
- Hipertireoidismo
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo médio até diagnóstico varia, pode levar semanas a meses
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar com educação, psicoterapia e manejo de sintomas.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia cognitivo-comportamental2 Terapia de aceitação e compromisso3 Terapias psicodinâmicas breves4 Medicamentos quando indicado5 Treinamento de habilidades de enfrentamento
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem em saúde mental Assistência social
- Tempo de Tratamento
- Duração típica de meses a anos, com resposta gradual.
- Acompanhamento
- Acompanhamento mensal inicialmente, com ajustes conforme evolução.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Boa com tratamento; pode persistir se não houver manejo contínuo.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Acesso a tratamento
- Engajamento terapêutico
- Rede de apoio
- Adaptação ao tratamento
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Ausência de tratamento
- Comorbidades depressivas
- Uso de substâncias
- Estressores contínuos
- Qualidade de Vida
- Melhora com tratamento adequado, apoio social e hábitos saudáveis.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promoção da saúde mental, manejo do estresse, sono adequado e hábitos saudáveis.
- Medidas Preventivas
-
Rotina estávelRedução de cafeínaTécnicas de respiraçãoConexão socialProcura de ajuda precoce
- Rastreamento
- Rastreamento de ansiedade em grupos de risco com avaliação clínica.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
ansiedade é fraqueza.
é condição médica tratável, com bases biológicas e ambientais.
ansiedade some sozinho com força de vontade.
requer avaliação e tratamento adequado.
ansiedade envolve apenas crises
muitos casos são crônicos, com sinais difusos.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família, psicólogo ou psiquiatra para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo clínico.
- Quando Procurar Emergência
- Crise aguda com risco de dano a si ou aos outros: procure ajuda imediata.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS 136 Ligações de apoio local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.