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cid f41.2
CID-10

Transtorno de ansiedade generalizada

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Resumo

Ansiedade constante dificulta a vida; tratamento ajuda bastante.

Identificação

Código Principal
F41.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de ansiedade generalizada
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
GAD • Generalized Anxiety Disorder • Transtorno de ansiedade generalizada
Siglas Comuns
TAG GAD GAD-1

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais e comportamentais
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada de 3-6% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Estimativas no Brasil entre 2-5% da população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Predominância leve em mulheres.
Grupos de Risco
História familiar de ansiedade Estresse crônico Depressão associada Conflitos familiares Isolamento social
Tendência Temporal
Observa-se estabilidade geral, com variações conforme contexto.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores biológicos, psicológicos e sociais interagem.
Mecanismo Fisiopatológico
HPA ativado, desequilíbrio GABA/serotonina, circuitos limbico-corticais hiperativos.
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Estresse crônico Depressão prévia Privação de sono Problemas de saúde crônica Conflitos familiares
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Habilidades de enfrentamento Saúde física estável Acesso a tratamento precoce
Componente Genético
Hereditariedade moderada, multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação excessiva quase diária por meses, difícil de controlar.
Sintomas Frequentes
Preocupação constante
Dificuldade de concentração
Fadiga
Tensão muscular
Distúrbios do sono
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Pensamentos de dano próprio
  • Perda de funcionamento importante
  • Suspense de crise
  • Isolamento intenso
  • Ideação suicida persistente
Evolução Natural
Sem tratamento costuma tornar-se crônica com flutuações.
Complicações Possíveis
Depressão coexistente Distúrbios do sono Dificuldade ocupacional Conflitos familiares Uso inadequado de álcool

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ansiedade excessiva na maioria dos dias >6 meses, dificuldade de controle, acompanhada de 3+ sintomas.
Exames Laboratoriais
Não há biomarcador definitivo Avaliar tireoide, anemia, deficiência de vitamina
Exames de Imagem
Não são obrigatórios Só investigar comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de ansiedade social
  • Transtorno de pânico
  • Depressão maior
  • Hipertireoidismo
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos para confirmação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: psicoterapia, manejo de estresse, sono e estilo de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Psicoterapia individual
4 Tratamento farmacológico sob avaliação
5 Intervenções de estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Neurologia?
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade; meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento adequado; cronicidade possível sem manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Iniciação precoce do tratamento
  • Engajamento terapêutico
  • Rede de apoio
  • Adesão a psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Má adesão
  • Estresse não controlado
  • Sintomas graves persistentes
Qualidade de Vida
Pode cair; melhora com controle de sintomas e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Gestão de estresse, sono regular, alimentação equilibrada, atividade física.
Medidas Preventivas
Sono adequado
Exercício regular
Redução de cafeína
Técnicas de relaxamento
Apoio social
Rastreamento
Avaliações periódicas de ansiedade em pacientes com fatores de risco

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; comorbidades elevam
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas urbanas, variação regional

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas mais comuns?
Preocupação constante, fadiga, irritabilidade, sono ruim, dificuldade de concentração.
2 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica, uso de escalas e exclusão de comorbidades com exames básicos.
3 Qual o tratamento?
Terapia psicossocial e, se necessário, medicação sob orientação médica.
4 Pode melhorar com tempo?
Sim, com tratamento adequado, sintomas costumam diminuir; cronicidade depende de fatores.
5 Como prevenir?
Rotina estável, sono, atividade física, apoio social e manejo do estresse.

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade é só nervosismo passageiro

Verdade

envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Mito

remédios sempre são necessários

Verdade

muitos casos melhoram com psicoterapia isoladamente.

Mito

só afeta adultos

Verdade

pode ocorrer em jovens e crianças com avaliação adequada.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Busque unidade básica de saúde ou psicologia; conversar é o primeiro passo
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou desorientação exige atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 PSF local

CIDs Relacionados

F41.0 F41.1 F43.0 F32.1 F33.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.