contato@nztbr.com
cid f41.0
CID-10

Transtorno de pânico (F41.0)

Pânico recorrente

Resumo

Pânico: ataques de medo intenso; tratamento com terapia, medicações e respiração.

Identificação

Código Principal
F41.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de pânico
Nome em Inglês
Panic disorder
Outros Nomes
Transtorno de pânico • Ataques de pânico • Paroxismo de ansiedade • Medo extremo súbito • Transtorno de ansiedade aguda
Siglas Comuns
PD PA Pânico

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos de ansiedade
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Pânico com/sem agorafobia
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta prevalência de ataques de pânico em adultos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais mostram relevância em adultos, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mulheres levemente mais afetadas
Grupos de Risco
Mulheres em idade adulta História familiar de ansiedade Estresse agudo Trauma prévio Uso de substâncias
Tendência Temporal
Varia entre regiões, tendência estável a levemente crescente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção da resposta ao medo, com fatores genéticos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Hipertrofia da resposta amigdalo-hipotalâmica com liberação de cortisol e neurotransmissores do medo
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Trauma infantil Uso de substâncias Comorbidades depressivas Estresse crônico Distúrbios do sono
Fatores de Proteção
Rede de apoio Técnicas de respiração Sono regular Acesso a tratamento
Componente Genético
Contribuição hereditária moderada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ataques de medo súbitos com sintomas físicos intensos.
Sintomas Frequentes
Palpitações
Tremor ou agitação
Sensação de falta de ar
Medo de perder o controle
Frequente sudorese
Dor abdominal ou náusea
Sinais de Alerta
  • Dor no peito atípica com sintomas cardíacos
  • Dificuldade respiratória aguda
  • Síncope
  • Ideação suicida
  • Queda da consciência
Evolução Natural
Intervenções reduzem ataques; sem tratamento, crises podem tornar-se frequentes
Complicações Possíveis
Evitação de situações Uso de álcool/drogas Depressão Isolamento social Impacto ocupacional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ataques recorrentes de medo intenso com expectativa de novos ataques.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicemia ECG Exclusão de etiologias médicas
Exames de Imagem
ECG Radiografia de tórax RM/CT apenas se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • GAD
  • TEPT
  • Hipoglicemia
  • Cardiopatia
  • Disfunção da tireoide
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, medicações quando indicadas, manejo de estressores.
Modalidades de Tratamento
1 TCC
2 Respiração/relaxamento
3 ISRS quando necessário
4 Exposição gradual
5 Terapias digitais
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem de saúde mental
Tempo de Tratamento
Meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares com monitoramento de sintomas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, controle sólido e melhora da vida diária.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Ausência de comorbidades graves
  • Resposta precoce ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Ataques frequentes
  • Depressão associada
  • Uso de substâncias
  • Atraso no tratamento
Qualidade de Vida
Melhora com manejo contínuo e apoio adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde mental, sono e estratégias de enfrentamento.
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício físico
Redução de cafeína
Rotina estável
Apoio emocional
Rastreamento
Avaliações periódicas de ansiedade e comorbidades.

Dados no Brasil

Milhares de internações relacionadas a crises agudas.
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; comorbidades elevam o risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração em capitais; desigualdades regionais.

Perguntas Frequentes

1 O que desencadeia ataques de pânico?
Fatores genéticos, estresse intenso e arousal elevado.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica; exames não únicos para excluir causas.
3 É possível curar?
Controle efetivo com terapia e, se indicado, medicação.
4 Posso evitar crise?
Treino de enfrentamento e exposição gradual ajudam.
5 Qual o papel da medicação?
ISRS podem reduzir ataques e ansiedade conforme necessidade.

Mitos e Verdades

Mito

ataques significam loucura.

Verdade

transtorno comum e tratável.

Mito

é só fraqueza emocional.

Verdade

fatores biológicos e ambientais atuam.

Mito

medicação é sempre necessária.

Verdade

psicoterapia funciona; medicação conforme necessidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure posto de saúde ou unidade básica de saúde.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Crise grave com piora rápida exige atendimento imediato.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 CVV 188 SUS central

CIDs Relacionados

F41.0 F41.9 F43.22 F45.8 Z64.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.