Transtorno de ansiedade não especificado
Ansiedade não especificada
Resumo
Ansiedade não especificada: preocupação constante, sinais físicos, tratamento com psicoterapia e, se necessário, medicação.
Identificação
- Código Principal
- F41.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno de ansiedade não especificado
- Nome em Inglês
- Unspecified Anxiety Disorder
- Outros Nomes
- Ansiedade inespecífica • Ansiedade não determinada • Ansiedade não classificada • Ansiedade sem especificação • Transtorno ansioso unspecified
- Siglas Comuns
- TA A.N.E. F41.9
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de ansiedade
- Subcategoria
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam pela definição; valores comuns entre 5-7% da população em várias regiões.
- Prevalência no Brasil
- No Brasil, prevalência estimada entre 5-9%, com variações regionais e por método de estudo.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens e adultos de meia idade
- Distribuição por Sexo
- Mulheres e homens afetam em proporções próximas; maior gravidade em mulheres
- Grupos de Risco
- Mulheres jovens Pessoas com histórico familiar Adolescentes com sofrimento psicossocial Portadores de estresse prolongado Usuários de substâncias
- Tendência Temporal
- Tendência global estável, com aumento em contextos de estresse social e desequilíbrios.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Predisposição genética, desequilíbrios neuroquímicos e fatores ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Desequilíbrios de GABA, serotonina e noradrenalina com hiperatividade de circuitos do medo.
- Fatores de Risco
- História familiar Trauma infantil Doenças crônicas Estresse ocupacional Isolamento social Infecção ou doença grave
- Fatores de Proteção
- Rede de apoio Habilidades de coping Rotina de sono Exercício regular
- Componente Genético
- Contribuição genética moderada, com risco poligênico em interação com ambiente.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Preocupação excessiva com dificuldade de controle.
- Sintomas Frequentes
-
Preocupação constanteInsôniaFadigaTensão muscularDificuldade de concentraçãoIrritabilidade
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Intensa ansiedade levando à quebra de refeições
- Comportamentos de evitação severa
- Alteração do humor com irritabilidade
- Deterioração súbita de funcionamento
- Evolução Natural
- Sem tratamento, sintomas persistem com flutuações; manejo adequado reduz impacto.
- Complicações Possíveis
- Depressão Uso de álcool/drogas Distúrbios do sono Isolamento social Baixa qualidade de vida
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Anxiety persistente por >6 meses, com múltiplos sinais e prejuízo funcional.
- Exames Laboratoriais
- Exames básicos para excluir condições físicas Tireóide Anemia ou deficiência Avaliação de sono Testes de substâncias
- Exames de Imagem
- Não obrigatório Solicitada quando houver comorbidades Neurológica conforme necessidade Nenhuma imagem de rotina
- Diagnóstico Diferencial
-
- Depressão maior
- Outros transtornos de ansiedade
- Transtorno de pânico
- Transtorno de estresse pós-traumático
- Distúrbios do sono
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Pode levar meses entre início dos sintomas e confirmação, conforme acesso a avaliação.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Aproximação multimodal: terapia psicológica, manejo de sintomas e educação em saúde.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapias psicoeducacionais (CBT/ACT)2 Antidepressivos (SSRI/SNRI) quando indicado3 Exercício físico regular4 Mindfulness e respiração5 Apoio familiar e educação
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Medicina de Família Enfermagem Terapia Ocupacional
- Tempo de Tratamento
- Geralmente meses a anos; avaliação contínua conforme resposta.
- Acompanhamento
- Consultas a cada 4-8 semanas; ajuste de tratamento conforme resposta.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com tratamento adequado, melhora significativa é comum.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Acesso a tratamento
- Rede de apoio
- Engajamento em psicoterapia
- Adesão ao plano de cuidado
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Comorbidades graves
- Uso de substâncias
- Baixo suporte social
- Estressores contínuos
- Qualidade de Vida
- Pode variar de moderada a elevada, conforme manejo e rede de apoio.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promover bem-estar emocional, sono adequado e estratégias de enfrentamento.
- Medidas Preventivas
-
Rotina de sonoExercício regularRedução de álcoolRespiração/meditaçãoConexão social
- Rastreamento
- Questionários simples na atenção básica ajudam detecção precoce.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
ansiedade é fraqueza; verdade: transtorno tratável com cuidado.
reconhecimento, apoio e tratamento reduzem sintomas.
apenas medicação resolve; verdade: psicoterapia também funciona.
combinações terapêuticas melhoram resultados.
ansiedade some sozinha; verdade: pode persistir sem ajuda.
intervenção precoce reduz impacto.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Acesso via atenção primária; médico ou psicólogo como porta de entrada.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Ideação suicida, risco imediato ou implicações de segurança requerem atendimento.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 Redes de apoio comunitário Apoio escolar ou de trabalho
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.