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cid f41 0
CID-10

Transtorno de pânico

Ataques de pânico

Resumo

Ataques súbitos de medo com sintomas físicos; tratamento eficaz e acessível.

Identificação

Código Principal
F41.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de pânico
Nome em Inglês
Panic disorder
Outros Nomes
Transtorno do pânico • Crises de pânico • Ataques de pânico • Transtorno de pânico
Siglas Comuns
PD PA Pânico

Classificação

Capítulo CID
Cap. V - Transtornos mentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de pânico
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam 1-2% da população com pânico em um ano.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência semelhante à global, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
18-45 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres mais afetadas que homens
Grupos de Risco
História familiar de ansiedade Trauma de vida Estresse significativo Uso de álcool ou estimulantes Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Estável, com leve incremento nas últimas décadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores neurobiológicos, genéticos e ambientais contribuem para o transtorno do pânico.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade da amígdala, disfunção neuroquímica, estresse agudo, sensitização a ataques.
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Trauma infantil Estresse severo Uso de álcool/drogas Distúrbios do sono Condições médicas crônicas
Fatores de Proteção
Acesso a psicoterapia Rede de apoio Rotina de sono regular Manejo do estresse
Componente Genético
Herança moderada; risco maior com antecedentes familiares de ansiedade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ataque de pânico intenso com medo de morrer ou perder o controle.
Sintomas Frequentes
Palpitações
Sudorese
Tremor
Dispneia
Sensação de asfixia
Medo de morrer
Sinais de Alerta
  • Dor no peito intensa
  • Síncope/desmaio
  • Confusão aguda
  • Fraqueza extrema
  • Dificuldade respiratória
Evolução Natural
Sem tratamento, ataques podem persistir meses; tratamento reduz frequência.
Complicações Possíveis
Ansiedade crônica Uso de álcool/drogas Depressão comórbida Isolamento social Distúrbios do sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ataques recorrentes não explicados por outra condição; medo de novos ataques, pelo menos um mês.
Exames Laboratoriais
Avaliação clínica Exclusão de hipertiroidismo Hemograma básico TSH ECG
Exames de Imagem
Nenhum exame de imagem específico Exclusão de outras causas cardíacas ou neurológicas
Diagnóstico Diferencial
  • GAD
  • Transtorno de estresse
  • Fobia social
  • Uso de substâncias
  • Angústia cardíaca
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses em muitos casos até confirmação diagnóstica

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenções psicossociais mais, se preciso, medicações sob supervisão clínica.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Técnicas de respiração
3 Mindfulness
4 Medicações quando indicado
5 Educação sobre ataques
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Clínica geral Medicina de família Enfermagem psiquiátrica
Tempo de Tratamento
Duração varia; resposta gradual com tratamento contínuo.
Acompanhamento
Consultas regulares iniciais mensais, depois conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, controle significativo é possível.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida a psicoterapia
  • Adesão ao plano
  • Baixa comorbidade
  • Rede de apoio
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidade depressiva
  • Uso de substâncias
  • Ausência de tratamento
  • Fatores socioeconômicos
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; maior autonomia e bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde mental, evitar estresse crônico e buscar apoio precoce.
Medidas Preventivas
Terapia precoce
Redução de álcool/estimulantes
Sono regular
Exercícios
Apoio social

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Sudeste com maior disponibilidade de serviços; centro-norte menos acessível.

Perguntas Frequentes

1 Como reconhecer ataques de pânico?
Picos súbitos de medo com sintomas físicos intensos.
2 Existe cura?
Tratamento adequado reduz sintomas e melhora qualidade de vida.
3 Preciso tomar remédios?
Depende; psicoterapia pode ser eficaz sozinha ou com medicação.
4 Como prevenir recidiva?
Mantenha tratamento, identifique gatilhos e sono regular.
5 Posso voltar ao trabalho?
Muitas pessoas retornam com apoio e manejo adequado.

Mitos e Verdades

Mito

ataques de pânico são sinal de loucura.

Verdade

são transtornos comuns, tratáveis, sem perda de sanidade.

Mito

só pessoas nervosas têm ataques.

Verdade

fatores bio, psy, ambiente envolvem o diagnóstico.

Mito

medicação resolve tudo rapidamente.

Verdade

efeito varia; terapia é essencial, com ou sem droga.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família, psiquiatra ou psicólogo.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Dor no peito persistente, desmaio, confusão, fala prejudicada.
Linhas de Apoio
188 CVV 192 SAMU Ligações locais de ajuda

CIDs Relacionados

F41.1 F41.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.