contato@nztbr.com
cid f333
CID-10

Transtorno depressivo recorrente moderado

Depressão recorrente moderada

Resumo

Depressão recorrente moderada é doença do humor tratável com psicoterapia e, se necessário, medicação.

Identificação

Código Principal
F33.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo recorrente, moderado
Nome em Inglês
Recurrent depressive disorder, moderate
Outros Nomes
depressão recorrente • depressão crônica moderada • transtorno depressivo recorrente moderado • episódios depressivos repetidos
Siglas Comuns
TRD MDD-R Dep-Recur-Mod

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta carga; prevalência varia por país, com impacto significativo.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; prevalência estimada varia por região.
Faixa Etária Principal
Adultos de 18 a 65 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres > homens
Grupos de Risco
Mulheres em idade produtiva Antecedentes familiares de depressão Estresse crônico Desemprego Isolamento social
Tendência Temporal
Tendência: aumento moderado

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição multifatorial: genética, neuroquímica e fatores psicossociais.
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação de neurotransmissores (serotonina, noradrenalina, dopamina) com alterações neuroinflamatórias e neuroplasticidade reduzida.
Fatores de Risco
Historia familiar de depressão Doenças crônicas Distúrbios do sono Desemprego prolongado Isolamento social Abuso de álcool
Fatores de Proteção
Rede de apoio familiar Acesso a tratamento Hábitos de sono saudáveis Estratégias de coping
Componente Genético
Contribuição hereditária moderada; familiares apresentam maior risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido ou irritável na maior parte do dia, com anedonia.
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Perda de interesse
Alterações do sono
Alterações de apetite
Dificuldade de concentração
Pensamentos de desesperança
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autodestrutivo
  • Perda de funcionalidade marcante
  • Descuidado com higiene
  • Crises emocionais graves
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a piorar; com intervenção, há melhora gradual.
Complicações Possíveis
Comprometimento funcional Abuso de substâncias Risco de suicídio Deterioração relacional Baixa qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de diagnóstico baseados em CID-10: humor deprimido, anedonia, piora por >2 semanas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH com T4 Vitamina B12 Exames de função hepática Ferro/sat de ferritina
Exames de Imagem
RM cerebral Tomografia apenas se suspeita de lesão Não substituem diagnóstico clínico Avaliação neurológica quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtornos adaptativos
  • Demência senil
  • Luto prolongado
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia; acesso influence.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem baseada em psicoterapia e, quando indicado, farmacoterapia, com foco no funcionamento diário.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Medicamentos antidepressivos
3 Terapia interpessoal
4 Psicoterapia de apoio
5 Terapias complementares
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Clínica geral Psicologia Enfermagem Nutrição
Tempo de Tratamento
Varia; medicação típica 6-12 meses após remissão.
Acompanhamento
Consultas regulares quinzenais ou mensais até estabilidade.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Potencial de recuperação com tratamento adequado; recaídas comuns sem manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Sintomas leves inicialmente
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Histórico de suicídio
  • Comorbidades bipolar
  • Trauma
  • Desemprego prolongado
Qualidade de Vida
Pode reduzir qualidade de vida, porém tratamento adequado melhora funcionamento diário.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover bem-estar mental: sono adequado, atividade física, suporte social, redução de estressores.
Medidas Preventivas
Higiene do sono
Atividades físicas regulares
Redução de álcool e substâncias
Apoio social ativo
Acesso precoce a cuidado mental
Rastreamento
Rastreamento de depressão em população de risco com questionários validados

Dados no Brasil

Estimativas indicam hospitalizações anuais relacionadas à condição.
Internações/Ano
Mortalidade direta é baixa; complicações elevam o risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em áreas urbanas com acesso limitado à saúde pública.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da depressão?
Humor baixo por semanas, desinteresse, fadiga; procure avaliação.
2 Depressão melhora sem tratamento?
Depressão geralmente requer tratamento; mudanças ajudam, porém orientação profissional é essencial.
3 Qual é o tratamento mais eficaz?
Combinação de psicoterapia e antidepressivos conforme necessidade individual.
4 Pode prevenir crises futuras?
Hábitos saudáveis reduzem risco; cuidado contínuo aumenta chance de manter melhora.
5 Hoje o que posso fazer para melhorar?
Busque suporte, mantenha sono estável, alimentação balanceada, atividade física leve.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza emocional.

Verdade

doença biológica; tratamento eficaz.

Mito

antidepressivos criam dependência.

Verdade

uso supervisionado não causa dependência física quando bem indicado.

Mito

apenas pessoas fortes adoecem.

Verdade

afeta pessoas de todas as idades e perfis.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure assistência médica inicial com clínico geral ou psiquiatra.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo.
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise suicida, comportamento violento, confusão severa.
Linhas de Apoio
CVV 188 24h SAMU 192 emergências Centros de suporte locais

CIDs Relacionados

F33.0 F33.1 F32.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.