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cid f331
CID-10

Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado

Depressão maior recorrente moderada

Resumo

Depressão maior recorrente moderada é tratável com apoio médico e mudanças de estilo de vida.

Identificação

Código Principal
F33.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent, moderate
Outros Nomes
Depressão recorrente moderada • Transtorno depressivo maior recorrente • Depressão recorrente • Transtorno depressivo maior (recorrente)
Siglas Comuns
MDD-R F33.1

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 1-2% da população com depressão maior ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; prevalência semelhante, com sub-registros comuns.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Predominância feminina moderada
Grupos de Risco
História familiar de depressão Trauma/abuso na infância Isolamento social Doenças crônicas Baixa rede de apoio
Tendência Temporal
Aumento global com melhoria com acesso a tratamento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição genética moderada a alta, com base neurobiológica e fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
HPA axis hiperativo, alterações de monoaminas e plasticidade neural reduzida
Fatores de Risco
História familiar de depressão Trauma/abuso na infância Isolamento social Doenças crônicas Baixa qualidade de sono Estresse ocupacional
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a tratamento adequado Sono regular Estilo de vida saudável
Componente Genético
Herança multifatorial com contribuição genética moderada a alta.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido quase todo dia, falta de prazer
Sintomas Frequentes
Tristeza quase todo dia
Perda de interesse
Fadiga
Alterações de sono
Alterações de apetite
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida com plano
  • Desesperança marcada
  • Perda de funcionalidade aguda
  • Comportamento agressivo repentino
  • Sinais psicóticos em casos raros
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a piorar, com episódios recorrentes.
Complicações Possíveis
Disfunção ocupacional Distúrbios do sono Ideação suicida Abuso de substâncias Problemas de relacionamento

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios ICD/DSM: humor deprimido, anedonia, alterações de sono/apetite, fadiga, culpa; 2+ semanas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH se excluir doenças tireoidianas Função hepática Vitamina D Perfil metabólico
Exames de Imagem
Não requer exames de imagem para diagnóstico definitivo Uso para excluir condições
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno bipolar depressivo
  • Depressão situacional
  • Uso de substâncias
  • Hipotireoidismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento multimodal: psicoterapia, manejo de sono, apoio social e medicação conforme necessidade
Modalidades de Tratamento
1 Terapia psicológica
2 Manejo farmacológico
3 Suporte social
4 Educação em saúde
5 Prevenção de recaídas
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Médico de família Enfermagem Trabalho social
Tempo de Tratamento
Duração varia; episódios podem exigir continuidade
Acompanhamento
Consultas a cada 2-6 semanas; monitorar sintomas e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, remissão é possível; recaídas comuns ao longo da vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Acesso a psicoterapia
  • Remissão prévia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Múltiplas recaídas
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Uso de substâncias
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento contínuo; impacto significativo, mas gerenciável

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental: sono estável, atividade física, rede de apoio, manejo de estresse
Medidas Preventivas
Rotina de sono estável
Exercício regular
Conexões sociais
Acesso rápido a apoio emocional
Tratamento de comorbidades
Rastreamento
Triagem de sinais na atenção primária e plataformas digitais

Dados no Brasil

Número de internações é variável; maior em crises e complicações.
Internações/Ano
Óbitos diretos por depressão são baixos; comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto onde há acesso deficiente; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da depressão recorrente?
Mudança persistente de humor, cansaço, perda de interesse.
2 Como confirmar diagnóstico?
Entrevista clínica, avaliação de 2+ semanas de sintomas, exames para excluir outras causas.
3 Existem tratamentos eficazes?
Sim: psicoterapia, medicação e apoio social, com boa taxa de melhora.
4 Posso prevenir recaídas?
Tratamento contínuo, sono adequado, rede de apoio protegem contra recaídas.
5 O que fazer no dia a dia?
Rotina estável, sono regular, atividade física e buscar ajuda ao piorar.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza de caráter.

Verdade

doença com bases biológicas; tratável.

Mito

só afeta adultos.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade.

Mito

medicação é viciante.

Verdade

uso supervisionado é seguro.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro contato com médico de família, CAPS ou serviço de saúde mental
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco suicídio, fala de morrer, ou automutilação: procure ajuda imediata
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Plantão PS

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.