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cid f33.1
CID-10

Depressão Maior Recorrente Moderada

Depressão maior recorrente moderada

Resumo

Depressão maior recorrente moderada: humor triste quase todo dia; tratamento ajuda muito.

Identificação

Código Principal
F33.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódios recorrentes moderados
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent, moderate
Outros Nomes
Depressão maior recorrente • Transtorno depressivo maior recorrente • Episódios depressivos moderados • Depressão recidivante moderada • Depressão maior recorrente moderada
Siglas Comuns
TDM MD MDD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais
Subcategoria
Depressão maior recorrente moderada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estudos globais apontam 2–3% da população com depressão maior; recaídas comuns.
Prevalência no Brasil
No Brasil, prevalência entre 5–6% com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade; início em fases diversas
Distribuição por Sexo
Maior frequência em mulheres; relação aproximada 2:1
Grupos de Risco
Historia familiar de transtornos depressivos Eventos adversos na vida Isolamento social Comorbidades psiquiátricas Uso de substâncias
Tendência Temporal
Tendência de aumento em contextos de estresse social; conscientização aumenta reportes

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição genética com fatores ambientais e neurobiologia, gerando vulnerabilidade.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações de neurotransmissores (serotonina, noradrenalina, dopamina), eixo HPA e inflamação
Fatores de Risco
História familiar de transtornos depressivos Eventos adversos na vida Isolamento social Comorbidades psiquiátricas Uso de álcool/drogas Baixa rede de suporte
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Acesso a tratamento precoce Hábitos de sono estáveis Atividade física regular
Componente Genético
Herança multifatorial com maior risco em familiares de depressão.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente na maior parte do tempo
Sintomas Frequentes
Anedonia (perda de prazer)
Fadiga constante
Alterações do sono
Baixa autoestima
Dificuldade de concentração
Alteração no apetite
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida com planos
  • Comportamento autolesivo
  • Descontrole de medicações
  • Alteração aguda de humor
  • Falência preponderante em atividades
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a persistir por meses a anos com recaídas
Complicações Possíveis
Prejuízo funcional Isolamento social Distúrbios do sono Abuso de substâncias Risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido com anedonia por ≥2 semanas; alterações diárias.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Função hepática Vitamina D Ferranolas básicas
Exames de Imagem
Avaliação apenas por necessidade clínica Não exigir imagem rotineira
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão induzida por substâncias
  • Distimia
  • Luto complicado
Tempo Médio para Diagnóstico
Avaliação clínica detalhada leva semanas; confirmação varia

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento integrado com psicoterapia e, se necessário, medicação sob supervisão.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Medicação antidepressiva
4 Psicoeducação
5 Exercício físico
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Clínica geral Psicologia Enfermagem Reabilitação
Tempo de Tratamento
Geralmente meses, ou mais com recaídas e comorbidades
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste terapêutico conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, boa parte evolui com melhora significativa
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Função prévia preservada
  • Gravidade moderada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas anteriores
  • Comorbidades graves
  • Ideação suicida
  • Resposta inadequada a terapias
Qualidade de Vida
Pode melhorar consideravelmente com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Estilo de vida saudável, rede de apoio, tratamento precoce de sintomas
Medidas Preventivas
Sono regular
Atividade física
Convívio social
Evitar álcool e drogas
Acesso a tratamento
Rastreamento
Avaliações de humor em consultas de rotina

Dados no Brasil

Estimativas: centenas de milhares de internações por ano
Internações/Ano
Óbitos relevantes, variam por severidade e comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior no Sudeste; variações entre regiões

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da depressão?
Humor deprimido, desinteresse, fadiga, alterações de sono e apetite.
2 Duração típica do tratamento?
Depende da gravidade; meses a anos com acompanhamento.
3 Posso parar medicação de repente?
Não; interromper abruptamente pode piorar; ajuste médico necessário.
4 Recaídas são comuns?
Sim, especialmente sem tratamento de manutenção adequado.
5 Há hábitos que ajudam na recuperação?
Rotina estável, sono adequado, atividade física e apoio social

Mitos e Verdades

Mito

mito_1: depressão é fraqueza pessoal

Verdade

verdade_1: transtorno médico com bases biológicas

Mito

mito_2: antidepressivos viciam

Verdade

verdade_2: não geram dependência física; descontinuação supervisionada

Mito

mito_3: depressão é apenas tristeza passageira

Verdade

verdade_3: envolve circuits cerebrais e fatores ambientais

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure Atenção Primária ou CAPS próximo a você
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida com planos, sinal de alarme direto
Linhas de Apoio
Ligue 188 (CVV) Disque 160 (DISQUE LGBT) Centro de Valorização da Vida

CIDs Relacionados

F32.1 F32.9 F34.1 F43.22 F41.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.