contato@nztbr.com
cid f33 2
CID-10

Transtorno depressivo maior recorrente, episódio grave

Depressão maior recorrente

Resumo

Transtorno depressivo maior recorrente é doença tratável com apoio adequado

Identificação

Código Principal
F33.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, recorrente
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent, severe
Outros Nomes
Depressão grave recorrente • Transtorno depressivo maior recidivante • Depressão maior repetida • Depressão recorrente severa
Siglas Comuns
MDD F33.2 TDRec

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais
Subcategoria
Transtorno depressivo maior recorrente
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Elevada prevalência global; variações regionais e metodológicas
Prevalência no Brasil
Brasil com carga significativa; dados variam por região
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres
Grupos de Risco
História familiar Estresse crônico Trauma Isolamento social Comorbidades médicas
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: biológico, psicológico e social, com hereditariedade moderada
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações de neurotransmissores; rede cerebral límbica e pré-frontal
Fatores de Risco
História familiar Estresse prolongado Trauma infantil Isolamento social Desemprego Baixa renda
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Tratamento precoce Hábitos de sono saudáveis Atividade física regular
Componente Genético
Hereditária moderada, risco maior na presença de parentes de primeiro grau

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com anedonia
Sintomas Frequentes
Fadiga constante
Autocrítica elevada
Insônia ou hypersônia
Baixa energia
Dificuldade concentração
Ideação de morte
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida sem plano
  • Plano de suicídio
  • Perda de peso significativa
  • Piora rápida de funcionamento
  • Comportamento agressivo extremo
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com prejuízo funcional
Complicações Possíveis
Isolamento social Abuso de substâncias Queda ocupacional Uso de álcool Risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de episódios depressivos recorrentes com duração e impacto funcional
Exames Laboratoriais
Exclusão de causas médicas Tireóide Deficiências B12
Exames de Imagem
Avaliação de comorbidades RM/CT apenas em refratariedade ou suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão secundária a doença médica
  • Esquizofrenia
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos; depende de acesso ao cuidado

Tratamento

Abordagem Geral
Combinação de psicoterapia e antidepressivos, com ajustes individuais
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Antidepressivos
3 Psicoeducação
4 TCC
5 Terapias de apoio
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Médicina de família Enfermagem psiquiátrica Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração variável; resposta gradual ao longo de semanas
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de medicação e monitoramento de risco

Prognóstico

Prognóstico Geral
Tratamento adequado aumenta possibilidade de recuperação; recaídas comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Detecção precoce
  • Rede de apoio
  • Acesso a psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de recaídas
  • Comorbidades graves
  • Abuso de substâncias
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Impacto na funcionalidade, trabalho, relacionamentos e bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Adotar estilo de vida saudável e buscar ajuda precoce
Medidas Preventivas
Sono regular
Atividade física
Redução de álcool
Rede social
Tratamento de comorbidades

Dados no Brasil

Internações variam por região e gravidade
Internações/Ano
Óbitos diretos são baixos; comorbidades elevam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Desigualdade regional; maior acesso em grandes cidades

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais comuns de depressão?
Humor deprimido, anedonia, fadiga, sono alterado e dificuldade de concentração.
2 Depressão é curável?
Tratamento adequado reduz sintomas; recaídas são possíveis, exige acompanhamento.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica por profissional de saúde mental, com exclusão de outras causas.
4 É possível prevenir?
Estilo de vida saudável, apoio social e tratamento precoce ajudam a prevenir agravamento.
5 Como agir no dia a dia?
Rotina estável, sono regular, atividades prazerosas e buscar apoio.

Mitos e Verdades

Mito

Depressão é fraqueza de caráter

Verdade

Não envolve fraqueza; envolve bioquímica, genética e contexto social

Mito

Depressão apenas para idosos

Verdade

Pode surgir em qualquer idade, incluindo adolescentes

Mito

Antidepressivos viciam

Verdade

Não geram dependência; descontinuação gradual com orientação médica

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psicólogo; inicie avaliação
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação de suicídio com plano exige atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Central de apoio local

CIDs Relacionados

F33.0 F33.1 F34.1 F32.9 F33.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.